<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000</id><updated>2011-04-22T02:22:19.344+01:00</updated><category term='Música'/><category term='Educação'/><category term='Saúde e Medicina'/><category term='Poesia'/><category term='Cultura'/><category term='Medicina do Trabalho/Saúde Ocupacional'/><category term='Política'/><category term='Cultura geral'/><category term='Teatro'/><title type='text'>Korda Kauberdi</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>39</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-3605552383756216554</id><published>2009-05-15T11:22:00.001+01:00</published><updated>2009-05-15T11:25:38.540+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura geral'/><title type='text'>SARTRE II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;         Não há dúvida nenhuma, se SARTRE recorreu ao teatro, foi para se fazer compreender por um público, mais vasto que o dos seus leitores. De anotar, que esta funcionalização, quiçá explique, outrossim, os limites e, porque não, as debilidades da dramaturgia sartriana.&lt;br /&gt;         Frequentou regularmente, na companhia de Simone de BEAUVOIR, as salas parisienses, estando atento às pesquisas do Cartel, sendo este, por sua vez, Associação conhecida sob o nome de Cartel dos quatro, fundada a 6 de Julho de 1927 por BATY, DULLIN, JOUVET e PITOËF, directores respectivos do Studio dos Campos Elísios, do teatro do Atelier, da Comédia dos Campos Elísios e do teatro dos Mathurins.&lt;br /&gt;         Interessante referir, que é, em circunstâncias excepcionais, que compõe o seu opus 1, cujo o texto só recentemente foi encontrado, Bariona ou le fils du tonnere. Na condição de prisioneiro, aproveita a trégua de Natal de 1940 para escrever e encenar, com os seus camaradas de cativeiro, este apólogo bíblico, onde não é difícil divisar um apelo tipicamente sartriano à responsabilidade individual, à liberdade e à resistência à opressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Este fio condutor, acima expendido, circulará na trama das peças que vão seguir. Todas serão, aliás, inseparáveis, concomitantemente da actualidade política e da evolução filosófica do seu autor. Eis que, uma sólida amizade com o actor, encenador e teórico francês, Charles DULLIN (1885-1949) o incita a escrever les Mouches (1943). E na esteira e peugada do incontornável escritor e autor dramático francês, Jean GIRAUDOUX (1882-1944) utiliza a mitologia clássica para realizar um discurso, simultaneamente codificado e claro, sobre o seu tempo. O mito de Oreste matricida veste, deste modo, uma denúncia da ideologia pétanista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Após Huis Clos (1944) que coloca a questão do acto como fundador da liberdade, em termos que são os do existencialismo nascente, SARTRE se retorna ulteriormente, de modo regular, para situações e temas que lhe permitem, cada vez mais, reafirmar a responsabilidade plena do indivíduo num contexto que o rejeita. E, explicitando adequadamente temos então:&lt;br /&gt;         ---No âmbito do problema da tortura: (Morts sans sépulture, 1946);&lt;br /&gt;         ---Do Racismo: (La Putain respectueuse, 1946);&lt;br /&gt;         ---Do fim e dos meios e, outrossim da manipulação dos indivíduos (Les Mains Sales, 1948).&lt;br /&gt;         Enfim e, em suma: a questão chave da liberdade individual no seio de uma situação de opressão permite cotejar peças como le Diable et le Bon Dieu (1951), les Séquestrés d’Altona (1959) e les Troyennes, adaptadas de EURIPIDES em 1965 no vigor e pleno calor da guerra do Vietname.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         A peça Kean vinda a lume, no ano de 1953, é uma reescrita irónica e cursiva do drama homónimo do autor dramático e romancista francês, Alexandre DUMAS (1802-1870), interpela a identidade problemática do artista nas suas conexões com o poder. Enfim com Nekrassov (1955), SARTRE abordava a comédia satírica. Num à maneira do autor dramático francês, Eugène LABICHE (1815-1888) que não era desprovido de verve, fustigava a imprensa vassala das potências de dinheiro e das suas manipulações duvidosas. Lá ainda, o fio vermelho da liberdade e da identidade problemática do indivíduo. Porém, infelizmente, a peça foi muito mal acolhida. Et pour cause! Hèlas!...&lt;br /&gt;         A esta obra dramática, convém acrescentar uma importante recolha de reflexões sobre o teatro, designadamente, Un théâtre de situations (1973). Definiu aí a sua prática teatral em relação às referências chaves, tanto estéticas (o classicismo francês, BRECHT), como filosóficas (HEGEL) ou morais e éticas (o problema do “engagement”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         E, em complemento oportuno e avisado:&lt;br /&gt;         O objectivo confessado por SARTRE é de realizar um teatro “austero, moral, mítico e ritual de conspecto”. Todavia, se afigura pertinente e oportuno perguntar se este programa foi plenamente cumprido.&lt;br /&gt;         De feito, não obstante, o interesse que devota ao actor, escritor e encenador francês, Antonin ARTAUD (1896-1948) ou ao escritor e autor dramático francês, Jean GENET (1910-1986), o seu teatro é pouco “ritual”. E apenas “mítico” quando reutiliza, na tradição de GIRAUDOUX, COCTEAU, ANOUILH, mitos preexistentes (Les Mouches, Les Troyennes).&lt;br /&gt;         De anotar, que conquanto rejeite o realismo psicológico, porém, toda a sua dramaturgia assenta em personagens tradicionalmente acampadas e fortemente caracterizadas. Conserva, por outro, a maioria dos ingredientes do drama “bien fait”: o enigma, o ricochete, a revelação. Aliás, não faz mistério acerca do seu gosto pela potência da retórica. Asseverou, muitas vezes, acerca da sua admiração pelo autor dramático francês, Pierre CORNEILLE (1606-1684). Demais, alguns dos seus discursos, em forma de advocacia (defesa de uma causa) atingiram uma amplidão, um sopro impressionante e uma forte potência de emoção (Franz em les Séquestrés).&lt;br /&gt;         Possui, outrossim, o sentido da elipse, da montagem (o “flash-back” das Mains Sales inspirado do cinema e do autor dramático francês, Armand SALACROU – 1899-1989).&lt;br /&gt;         Enfim, manuseia, em virtuose, uma violência seca e sarcástica que é quiçá a marca mais característica da sua escrita teatral. Se as suas primeiras peças foram percebidas por um público “bien-pensant”, como provocações, SARTRE não pôde evitar que um consenso mole enrole nas suas peças, as mais serôdias. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 02 Maio de 2009&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;KWAME KONDÉ&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-3605552383756216554?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/3605552383756216554/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=3605552383756216554' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/3605552383756216554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/3605552383756216554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2009/05/sartre-ii.html' title='SARTRE II'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-7081703100224654906</id><published>2009-05-15T11:15:00.003+01:00</published><updated>2009-05-15T11:21:46.241+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura geral'/><title type='text'>SARTRE I</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Perfil bio bibliográfico:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filósofo, ensaísta, romancista e dramaturgo francês, de nome completo, Jean-Paul SARTRE, nascido na cidade de Paris, no ano de 1905, cidade onde veio a falecer, no ano de 1980 é o principal representante do existencialismo francês e principiou a ser conhecido do grande público logo após a II Guerra Mundial. Todavia, a fama rapidamente alcançada que fez dele o filósofo da moda, contribuiu, por outro lado, para deturpar, muitas vezes, o seu pensamento.&lt;br /&gt;De feito, a sua obra, lida por poucos integralmente, tem sido interpretada, de modos assaz diversos, em particular a partir das suas obras dramáticas ou romanescas, outrossim, dos seus numerosos artigos ou, ainda de uma exposição muito sumária. Estamos a referir de O existencialismo é um humanismo (L’existentialisme est un humanisme, 1946).&lt;br /&gt;Aluno da Escola Normal Superior, assistente de filosofia, SARTRE volta a tomar contacto, na Alemanha, com o pensamento dos seus primeiros mestres, KIERKGAARD, HEIDEGGER e HUSSERL, ao qual o seu ateísmo e a sua originalidade própria imprimem um desenvolvimento original.&lt;br /&gt;Após L’Imaginaire (1940), seu primeiro estudo ensaístico, publica duas obras, L’Être et le Néant (1943), onde está contido o essencial do seu pensamento filosófico e a Critique de la raison dialectique, cujo primeiro tomo, Théorie des ensembles pratiques (1960), estabelece profundas conexões entre existencialismo e marxismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De anotar, que, na sequência de HEIDEGGER, que enunciava que “a essência do homem está na sua existência”, SARTRE afirma que “a existência precede a essência”, colocando, deste modo, o homem numa situação de que ele é, em última instância, responsável, sem que qualquer essência limite a sua liberdade. Donde e daí, resulta que en-soi, conjunto das condições do ser e do Mundo, é indeterminado e absurdo. Por outro, o pour-soi, consciência que o ser possui de si próprio, só se pode desenvolver na néantisation, que o distingue do en-soi ao fazer que o ser tome consciência de que ele é o seu próprio nada.&lt;br /&gt;Com efeito, a consciencialização ora enunciada nasce do sentimento do absurdo do Mundo e da angústia que se associa a um poder de decisão ilimitado, que nenhuma ordem pode vir justificar. Deste modo, temos então, que no plano ético e moral, o homem só se pode realizar na escolha inevitável do seu destino, que, de modo algum, se pode reduzir às necessidades do seu desenvolvimento histórico, nem sequer, num mundo em que as liberdades se destroem e suscitam reciprocamente, onde os outros são o inferno, efectuar-se fora das entidades sociais.&lt;br /&gt;No âmbito da prática e da pragmática respectiva, o magistério filosófico de Jean-Paul SARTRE, uma vez superada a ambiguidade das suas primeiras formulações, assume como corolário lógico a noção do compromisso e da acção, de que ele se fez o propagandista, ao tentar defender uma consciência revolucionária que, inicialmente identificada com a ideologia comunista, dela se separou após a revolta húngara, no longínquo ano de 1956. A partir de então, desenvolve a sua acção através de numerosas intervenções individuais.&lt;br /&gt;Assim, no âmbito desta dinâmica e perspectiva, preside, no ano de 1967, ao “Tribunal Russell”, assumindo a partir de 1970 a direcção de publicações de extrema-esquerda cuja ideologia nem sempre controla, através das quais, todavia, procura assumir uma nova missão, que propõe aos intelectuais, ou seja: desaparecerem como tais em proveito das aspirações das massas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 29 Abril 2009&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;KWAME KONDÉ&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-7081703100224654906?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/7081703100224654906/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=7081703100224654906' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/7081703100224654906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/7081703100224654906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2009/05/sartre-i.html' title='SARTRE I'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-1978970714670245853</id><published>2009-04-29T06:16:00.003+01:00</published><updated>2009-04-29T06:33:18.627+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>Do Dia Mundial da Dança 2009</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Um Ponto Prévio:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Efectivamente, para &lt;strong&gt;principiar&lt;/strong&gt;, apropriadamente, esta &lt;strong&gt;nossa peça ensaística&lt;/strong&gt; sobre o &lt;strong&gt;Dia Mundial da Dança 2009&lt;/strong&gt;, nada melhor e consentâneo, que &lt;strong&gt;tecer umas pertinentes considerações&lt;/strong&gt; acerca da &lt;strong&gt;conexão&lt;/strong&gt; existente entre a &lt;strong&gt;Dança&lt;/strong&gt; e o &lt;strong&gt;Teatro&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;De feito, estamos ante &lt;strong&gt;duas expressões&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;culturais&lt;/strong&gt; que se assumem, numa &lt;strong&gt;positiva simbiose artística&lt;/strong&gt;, a ponto de se confundirem esteticamente, de modo, quão feliz e dialecticamente consequente. Demais, não é, por acaso, que o insigne filósofo alemão, &lt;strong&gt;Immanuel KANT (1724-1804)&lt;/strong&gt;, os classificou, uma e outra, entre as &lt;strong&gt;Artes híbridas&lt;/strong&gt;, resultando da &lt;strong&gt;conexão óbvia&lt;/strong&gt; de algumas das belas artes entre si.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Destarte&lt;/strong&gt;, o &lt;strong&gt;Teatro&lt;/strong&gt; e a &lt;strong&gt;Dança&lt;/strong&gt; não constituem, por isso, actualmente, menos duas artes, institucional e socialmente distintas, tanto mais, inquietas, da sua &lt;strong&gt;autonomia&lt;/strong&gt; respectiva que, mesmo, afirmando a sua &lt;strong&gt;especificidade&lt;/strong&gt;, não cessam de se atrair, de se seduzir e de se absorver, uma à outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explorando, &lt;em&gt;a priori&lt;/em&gt;, um idêntico utensílio sensorial, o &lt;strong&gt;corpo humano&lt;/strong&gt;, isto é, um &lt;strong&gt;corpo falante&lt;/strong&gt; e, mais precisamente, &lt;strong&gt;expressivo e enunciador&lt;/strong&gt;, herdam necessariamente a &lt;strong&gt;ambivalência constitutiva&lt;/strong&gt;: não unicamente, a forma material visível e energia pulsional, outrossim, porém, o &lt;strong&gt;desejo de expressão&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;poder significante&lt;/strong&gt;, o nosso corpo &lt;em&gt;tagarela&lt;/em&gt;, com efeito, parece, concomitantemente dilacerado por uma &lt;strong&gt;distorção permanente&lt;/strong&gt; e condenado a querer aboli-la ou dissolvê-la por procura louca e vã da sua &lt;strong&gt;unidade&lt;/strong&gt; e da sua &lt;strong&gt;identidade&lt;/strong&gt; respectiva.&lt;br /&gt;Todavia, esta &lt;strong&gt;marcha evolutiva paradoxal&lt;/strong&gt; é apenas &lt;strong&gt;outro&lt;/strong&gt; que torna possível e suscita a intenção de &lt;em&gt;jouer&lt;/em&gt; com a imagem e o sentido deste &lt;strong&gt;corpo&lt;/strong&gt; apresentado ao olhar e à consciência de &lt;strong&gt;outrem&lt;/strong&gt;, o que parece, em suma, dever ser denominado acertadamente, por &lt;strong&gt;Teatralidade&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De feito, o &lt;strong&gt;Teatro&lt;/strong&gt; e a &lt;strong&gt;Dança&lt;/strong&gt; são semelhantes a &lt;em&gt;rebentos&lt;/em&gt; gémeos oriundos de uma &lt;strong&gt;&lt;em&gt;idêntica matriz estética&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (na acepção etimológica do vocábulo), trabalhada para um só e único &lt;strong&gt;Desígnio&lt;/strong&gt;: o do &lt;strong&gt;Espectáculo&lt;/strong&gt;. Demais, como em toda relação gemelar, vivem mais intensamente que toda forma artística simples e homogénea, o &lt;em&gt;jeu&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;strong&gt;espectacular&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;strong&gt;indeterminado&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; do &lt;strong&gt;Próprio&lt;/strong&gt; e do &lt;strong&gt;Outro&lt;/strong&gt;, da identidade e da diferença, ou mais exactamente, da &lt;strong&gt;Identidade&lt;/strong&gt; em e pela &lt;strong&gt;Diferença&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Histórica e esteticamente, este &lt;em&gt;jeu&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;dialéctico&lt;/strong&gt; conheceu e conhece várias fases e várias modalidades respectivas que, bem longe de se suceder cronologicamente e de se anular umas às outras, amiúde, se justapõem e coabitam estranhamente, num mesmo período. Além disso, não apresentam nenhuma simetria rigorosa entre si, na medida em que a &lt;strong&gt;interferência&lt;/strong&gt; ou a &lt;strong&gt;influência&lt;/strong&gt; de uma &lt;strong&gt;Arte&lt;/strong&gt; sobre a outra pode se situar, pelo menos, em &lt;strong&gt;dois níveis distintos do processo de criação do espectáculo&lt;/strong&gt;: quer ao da sua &lt;strong&gt;concepção&lt;/strong&gt; ou da sua &lt;strong&gt;inspiração temática&lt;/strong&gt;, quer ao das suas &lt;strong&gt;modalidades de realização&lt;/strong&gt; (estrutura cenográfica, códigos de técnicos de interpretação, objectos, vestuários, luz). Deste modo, se compreende que se um &lt;em&gt;ballet&lt;/em&gt; pode se inspirar de um texto teatral ou de situação dramática e/ou teatralizar sequências motoras, gestuais, mímicas e vocais; pelo contrário, um &lt;strong&gt;espectáculo de teatro&lt;/strong&gt;, só se sujeita, à sedução da &lt;strong&gt;dança&lt;/strong&gt;, como mero jogo cénico, no tratamento do &lt;strong&gt;corpo de intérpretes&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Existe, por conseguinte, uma &lt;strong&gt;total disparidade na evolução do encontro destas duas artes&lt;/strong&gt;: cada época deixa, mais ou menos, aparecer &lt;strong&gt;várias categorias ou soluções heterogéneas&lt;/strong&gt; para o problema da determinação da especificidade e da autonomia destas duas artes cujo o &lt;strong&gt;estatuto&lt;/strong&gt; só pode ser &lt;strong&gt;polémico&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;conflitual&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim e, em suma: a &lt;strong&gt;Dança&lt;/strong&gt; e o &lt;strong&gt;Teatro&lt;/strong&gt; podem se excluir numa espécie de conexão ou de disjunção intencional em função da imagem pervertida que possuem ambas… Por outro, além disso, estudando, atentamente, esta &lt;strong&gt;problemática&lt;/strong&gt; em análise e apreço, no âmbito histórico e sociológico, são tantas as &lt;strong&gt;soluções engendradas&lt;/strong&gt; que, realmente, se nos deparam, atestando a &lt;strong&gt;impossibilidade existente&lt;/strong&gt;, actualmente, de definir e problematizar uma destas artes sem fazer intervir positiva ou negativamente o seu par, coagindo, por consequência, a &lt;strong&gt;repensar&lt;/strong&gt; o seu modo de &lt;strong&gt;gestão&lt;/strong&gt; respectivo da &lt;strong&gt;conexão&lt;/strong&gt; da &lt;strong&gt;corporeidade&lt;/strong&gt; e da &lt;strong&gt;linguagem&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez &lt;strong&gt;exarado&lt;/strong&gt; o &lt;strong&gt;Ponto Prévio&lt;/strong&gt;, vamos ao &lt;strong&gt;Tema&lt;/strong&gt;, propriamente dito, deste nosso &lt;strong&gt;Estudo ensaístico&lt;/strong&gt;, que se prende com o &lt;strong&gt;Dia Mundial da Dança&lt;/strong&gt;, que se comemora, anualmente, na data de &lt;strong&gt;29 de Abril&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(1)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;Dia Internacional da Dança&lt;/strong&gt; foi instaurado, no Ano de &lt;strong&gt;1982&lt;/strong&gt;, por iniciativa do &lt;strong&gt;Comité de Dança Internacional&lt;/strong&gt; do &lt;strong&gt;Instituto Internacional do Teatro&lt;/strong&gt; (&lt;strong&gt;IIT/UNESCO&lt;/strong&gt;). A data escolhida para celebrar o &lt;strong&gt;Dia&lt;/strong&gt; é o dia &lt;strong&gt;29 de Abril&lt;/strong&gt;, data do &lt;strong&gt;Aniversário Natalício&lt;/strong&gt; do bailarino/coreógrafo francês, &lt;strong&gt;Jean Georges NOVERRE&lt;/strong&gt; (1727-1810), historicamente considerado o &lt;strong&gt;Criador&lt;/strong&gt; do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;ballet&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;moderno&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;De consignar, que, anualmente, uma &lt;strong&gt;Mensagem Internacional&lt;/strong&gt; redigida por uma &lt;strong&gt;personalidade da Dança&lt;/strong&gt;, mundialmente conhecida, é difundida, a mais ampla mente possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;objectivos&lt;/strong&gt; do &lt;strong&gt;Dia Internacional da Dança&lt;/strong&gt; e da &lt;strong&gt;Mensagem&lt;/strong&gt; respectiva, são de reunir o mundo da &lt;strong&gt;Dança&lt;/strong&gt;, prestar homenagem à &lt;strong&gt;Dança&lt;/strong&gt;, celebrar a sua &lt;strong&gt;universalidade&lt;/strong&gt;, superando todas as barreiras políticas, culturais e étnicas, enfim e, em suma, &lt;strong&gt;congregar a Humanidade&lt;/strong&gt;, no seu todo, em prol da amizade e da paz, em torno da &lt;strong&gt;Dança&lt;/strong&gt;, esta &lt;strong&gt;Linguagem universal&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Já lá vão &lt;strong&gt;27 anos&lt;/strong&gt;, bem contados, desde o &lt;strong&gt;Primeiro Dia Mundial da Dança&lt;/strong&gt;, ocorrido no remoto ano de &lt;strong&gt;1982&lt;/strong&gt;, cuja &lt;strong&gt;Mensagem Internacional&lt;/strong&gt; foi redigida pelo esloveno, &lt;strong&gt;Henrik NEUBAUER&lt;/strong&gt; (n.1929). O que significa, outrossim e, ainda, que já foi produzido um conjunto, cultural e artisticamente significativo de &lt;strong&gt;27 Mensagens Internacionais&lt;/strong&gt;, da lavra e autoria de uma plêiade de ilustres personalidades do mundo da &lt;strong&gt;Dança&lt;/strong&gt; oriundas de dissemelhantes partes do &lt;strong&gt;Planeta&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;De referir, por outro, que desde &lt;strong&gt;1995&lt;/strong&gt;, em nome da &lt;strong&gt;Unidade da Dança&lt;/strong&gt;, o &lt;strong&gt;Comité Internacional da Dança&lt;/strong&gt;, se comprometeu, numa positiva colaboração, com a prestigiada &lt;strong&gt;Instituição&lt;/strong&gt;, que é, efectivamente, a &lt;strong&gt;Aliança Mundial da Dança&lt;/strong&gt;, visando, acima de tudo, celebrar o &lt;strong&gt;Dia Internacional da Dança&lt;/strong&gt;, com a dignidade que o &lt;strong&gt;Evento&lt;/strong&gt; em apreço merece.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(2)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este Ano da Graça de &lt;strong&gt;2009&lt;/strong&gt; coube ao bailarino e coreógrafo, de renome internacional, &lt;strong&gt;Akram KHAN&lt;/strong&gt; a nobre e conspícua missão de redigir a &lt;strong&gt;Mensagem Internacional da Dança 2009&lt;/strong&gt;, para funcionar, consentânea e pertinentemente, no âmbito da &lt;strong&gt;Celebração&lt;/strong&gt; deste &lt;strong&gt;egrégio Evento&lt;/strong&gt; cultural e artístico.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(3)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eis então a &lt;strong&gt;Mensagem Internacional da Dança 2009&lt;/strong&gt;, na sua versão original, redigida no Idioma francês:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cette Journée très particulière, la Journée internationale de la Danse, est dédiée au seul langage que chacun de nous sait parler dans ce monde, le langage inhérent à nos corps et à nos âmes, celui de nos ancêtres et de nos enfants.&lt;br /&gt;Cette journée est dédiée à chaque dieu, gourou et ancêtre qui nous aient jamais enseigné et inspiré. À chaque chant, impulsion et instant qui nous aient jamais incités à nous mouvoir. Elle est dédiée au petit enfant qui voudrait pouvoir bouger comme son idole, et la mère qui dit « tu en es déjà capable ».&lt;br /&gt;Cette journée est dédiée à chaque être de toute confession, couleur et culture qui transforme les traditions de son passé en histoires du présent et en rêves pour le futur.&lt;br /&gt;Cette journée est dédiée à la Danse, à ses myriades d’expressions et à son immense capacité d’exprimer, de transformer, d’unir et de réjouir.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- AKRAM KHAN -&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Saudações teatrais e coreográficas.&lt;br /&gt;Lisboa, 29 Abril 2009&lt;br /&gt;KWAME KONDÉ&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-1978970714670245853?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/1978970714670245853/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=1978970714670245853' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/1978970714670245853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/1978970714670245853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2009/04/do-dia-mundial-da-danca-2009.html' title='Do Dia Mundial da Dança 2009'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-7707311157924813227</id><published>2009-04-21T00:07:00.003+01:00</published><updated>2009-04-21T00:17:15.977+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura geral'/><title type='text'>Capitalismo</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;«Le marxisme, par son universalisme et son mondialisme,&lt;br /&gt;fut en quelque sorte la seconde vague de l’entrée de l’Orient&lt;br /&gt;intellectuel dans la modernité. Peut-être le temps est-il&lt;br /&gt;venu d’écrire et de diffuser un «manifeste mondaliste»,&lt;br /&gt;un manifeste des intellectuels mondilistes. Ce manifeste&lt;br /&gt;commencerait ou se terminerait par une phrase&lt;br /&gt;du genre : «Intellectuels de tous les pays, unissez-vous!»&lt;br /&gt;S’il est vrai qu’un spectre – celui du mondialisme – hante&lt;br /&gt;La Planète, il faut créer une internationale des intellectuels.»&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gérard&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;LECLERC&lt;/strong&gt;, filósofo francês (n-1943), &lt;em&gt;in&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;LA MONDIALISATION CULTURELLE.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No &lt;strong&gt;Verão de 2007&lt;/strong&gt;, principiava a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;crise financeira&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, seduzindo uma crise económica que é apenas a adaptação necessária dos nossos sistemas aos abalos da &lt;strong&gt;Biosfera&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Eis porque, unicamente seria pior deixar a oligarquia, perante às dificuldades, recorrer às &lt;em&gt;mezinhas&lt;/em&gt;, à uma admoestação &lt;em&gt;bronca&lt;/em&gt;, à reconstituição da ordem precedente. Donde, chegou, na verdade, o &lt;strong&gt;momento azado&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;de sair&lt;/strong&gt;, sem hesitação de espécie alguma, &lt;strong&gt;definitivamente do Capitalismo&lt;/strong&gt;, colocando a &lt;strong&gt;urgência ecológica&lt;/strong&gt; e a &lt;strong&gt;Justiça social&lt;/strong&gt; no &lt;em&gt;coeur&lt;/em&gt; (cerne) do projecto político, que se quer e se pretende ser quão progressista e quão credível, evidentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, a oligarquia prospera, a &lt;em&gt;olhos vistos&lt;/em&gt; (de forma clara, manifesta e evidente), adentro de um sistema económico, o capitalismo, que atingiu o seu apogeu respectivo. Importa, deste modo, compreender a singularidade no atinente às suas figuras anteriores: o capitalismo mudou de regímen desde a década de oitenta do século &lt;strong&gt;XX&lt;/strong&gt; pretérito. E, precisando as ideias, temos então, efectivamente, que durante estas quatro décadas em que uma geração inteira cresceu, vendo as desigualdades se desvanecer, a economia se criminalizar, a finança se autonomizar da produção material e o &lt;em&gt;mercantilismo &lt;/em&gt;generalizado se estender pelo globo terráqueo todo. Enfim!..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, pertinente e oportuno, se impõe, consignar (com ênfase) que uma leitura puramente económica deste desenrolamento passaria ao lado do &lt;strong&gt;essencial&lt;/strong&gt;. Com efeito, se o &lt;strong&gt;mecanismo cultural do consumo&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;faustoso&lt;/strong&gt; se encontra no centro/cerne da máquina económica actual, o &lt;strong&gt;estado da psicologia colectiva&lt;/strong&gt; ao qual atingimos, constitui, deste facto um &lt;strong&gt;autêntico carburante&lt;/strong&gt;. De feito, nas quatro décadas em questão, o &lt;strong&gt;capitalismo&lt;/strong&gt; logrou impor total e abertamente o seu &lt;strong&gt;modelo individualista&lt;/strong&gt; de &lt;strong&gt;representação&lt;/strong&gt; e de &lt;strong&gt;comportamento&lt;/strong&gt;, marginalizando as &lt;strong&gt;lógicas colectivas&lt;/strong&gt; que refreavam, até então, o seu galopante avanço. De anotar, outrossim, que a dificuldade peculiar, &lt;em&gt;ipso facto&lt;/em&gt;, inerente à geração que cresceu sob este império, é ter necessidade reinventar &lt;strong&gt;Solidariedades&lt;/strong&gt;, quando o condicionamento social lhe repete, incessantemente que o indivíduo é tudo. Donde e daí, para &lt;em&gt;sair&lt;/em&gt; desta mecânica devastadora, enformando, em substância, o capitalismo imponente, urge prioritariamente e, acima de tudo, desmontar, desarmando, concomitantemente arquétipos culturais e livrar-se do condicionamento psíquico, óbvia e absolutamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, não há dúvida nenhuma, que o &lt;strong&gt;Capitalismo&lt;/strong&gt; se prepara para encerrar a sua efémera e curta existência que lhe resta. Após dois séculos de um impulso extraordinário, apoiado numa mutação técnica de importância comparável à que viu as sociedades de caçadores descobrir a agricultura, aquando da &lt;strong&gt;revolução neolítica&lt;/strong&gt;, há milenários, a &lt;strong&gt;Humanidade&lt;/strong&gt; vai se &lt;em&gt;desembaraçar&lt;/em&gt; desta &lt;strong&gt;forma transitória&lt;/strong&gt;, eficaz, porém, violenta, exuberante, no entanto, de sublinhar quão nevrótica e quão nefando.&lt;br /&gt;E, rematando, de forma dialecticamente consequente, não há dúvida nenhuma, reiterando avisadamente, que podemos &lt;strong&gt;sair&lt;/strong&gt; do capitalismo, dominando eficazmente todos os inevitáveis solavancos que se produzirão. Ou então, no caso contrário, estaríamos condenados a mergulhar na desordem, que uma oligarquia, encrespada e encolhida nos seus privilégios, pela sua cegueira deletéria e o seu egoísmo respectivo, &lt;em&gt;ipso facto&lt;/em&gt;, suscitará. &lt;strong&gt;Eis o cerne da questão&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 10 Abril 2009&lt;br /&gt;KWAME KONDÉ&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-7707311157924813227?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/7707311157924813227/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=7707311157924813227' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/7707311157924813227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/7707311157924813227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2009/04/capitalismo-cultura.html' title='Capitalismo'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-8282853348047253169</id><published>2009-04-11T20:35:00.002+01:00</published><updated>2009-04-11T20:43:17.396+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura geral'/><title type='text'>Na esteira e peugada da Cultura da Paz Universal:</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;                        “Das suas espadas forjarão relhas de arados e foices a partir&lt;br /&gt;                        das suas lanças. Uma nação não levantará a espada contra&lt;br /&gt;                        outra nação e não mais se treinarão para a guerra.” (&lt;strong&gt;Is 2,4&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Não há dúvida nenhuma, que a &lt;strong&gt;Paz&lt;/strong&gt; não se reduz à uma mera ausência de guerra. A &lt;strong&gt;Paz&lt;/strong&gt;, para além, de ser uma construção política é, antes, outrossim e, ainda, um &lt;strong&gt;facto&lt;/strong&gt; eminentemente &lt;strong&gt;Espiritual&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;            Eis porque, ipso facto, é &lt;strong&gt;dever&lt;/strong&gt; dos políticos (na verdadeira acepção do termo e da expressão) &lt;strong&gt;organizar a Paz&lt;/strong&gt;, ou seja: eliminar as armas de destruição maciça e manter as demais outras em nível baixo, destinar os &lt;strong&gt;recursos poupados com o desarmamento&lt;/strong&gt; ao desenvolvimento consentâneo dos Povos e substituir, cada vez mais e mais, a concorrência desenfreada por uma &lt;strong&gt;colaboração autenticamente Positiva&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;            Por outro, impende sobre todos os &lt;strong&gt;Cidadãos Conscientes&lt;/strong&gt; (sem excepção) o sagrado &lt;strong&gt;Dever&lt;/strong&gt;, de se &lt;strong&gt;educarem para a Paz&lt;/strong&gt;, respeitando o &lt;strong&gt;Pluralismo político, social, cultural e religioso&lt;/strong&gt;, favorecendo o &lt;strong&gt;diálogo&lt;/strong&gt; e a &lt;strong&gt;solidariedade&lt;/strong&gt;, no âmbito e à escala planetária, levar um teor de vida e existência respectiva, quão sóbrio e quão despretensioso, que permita &lt;strong&gt;partilhar&lt;/strong&gt; com os &lt;strong&gt;Outros&lt;/strong&gt; os bens da &lt;strong&gt;Terra&lt;/strong&gt;. Demais, “Não é possível que a paz subsista se, antes disso, a virtude não prosperar”, pois que, efectivamente, não há dúvida nenhuma, que a &lt;strong&gt;Paz&lt;/strong&gt; é preferível à vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Todavia, de consignar, outrossim, que os conflitos jamais acabarão entre os homens. De sublinhar, além disso, que a &lt;strong&gt;Paz perfeita&lt;/strong&gt; só acontecerá para além da história humana. Na verdade, verdade, o &lt;strong&gt;Cidadão Consciente&lt;/strong&gt; sabe que não possui &lt;strong&gt;soluções definitivas&lt;/strong&gt;…Quiçá!...Hélas! No entanto, se empenha, com seriedade total, para lograr uma antecipação profética da Redenção/Vitória: “Bem-aventurados” os verdadeiros construtores da Paz Universal!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Com efeito, a &lt;strong&gt;Cooperação&lt;/strong&gt;, para ser eficaz e eficiente, não deve se desenvolver, única e exclusivamente, entre os indivíduos e entre os grupos no seio da Sociedade. &lt;strong&gt;Sim&lt;/strong&gt;, efectivamente, deve ser edificada à escala internacional e, evidentemente, porque não, mesmo num âmbito Planetário. As &lt;strong&gt;Nações&lt;/strong&gt; se encontram confrontadas com a &lt;strong&gt;Escolha&lt;/strong&gt;, entre a cooperação e a rivalidade. Não existe argumento convincente que advoga, de molde certo, a favor de uma ou da outra atitude. De sublinhar, que, infelizmente, a rivalidade é uma forma corrente, susceptível, designadamente de conduzir, amiúde à guerra. Porém, a &lt;strong&gt;crise ecológica&lt;/strong&gt; coage, ipso facto, à uma mudança do jogo tradicional da rivalidade das nações, pois que, no fundo, no fundo, não haverá sobremaneira ganhadores ou perdedores, no âmbito do desequilíbrio das regulações da &lt;strong&gt;Biosfera&lt;/strong&gt; (espaço ocupado por todos os seres vivos, animais e vegetais que habitam a Terra), mesmo se o &lt;strong&gt;petróleo do Árctico&lt;/strong&gt; faz sonhar as oligarquias russas e canadianas. Tudo isto, significa, que as nações possuem, por conseguinte e logicamente &lt;strong&gt;interesse em cooperar&lt;/strong&gt; de modo consentâneo e pertinente. Contudo os &lt;strong&gt;impactos da crise ecológica&lt;/strong&gt; seriam mais graves em relação aos países do Sul e, deste modo, os países mais ricos poderiam sentir-se tentados procurar a se adaptar, sozinhos. Enfim e, em suma: Não há dúvida nenhuma, que, no âmbito desta dinâmica, &lt;strong&gt;Paz e guerra&lt;/strong&gt; possuem &lt;em&gt;chances&lt;/em&gt; idênticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Todavia, o que é certo, até então, o &lt;strong&gt;Ambiente&lt;/strong&gt; suscitou mais e melhor cooperação do que a guerra. Opostamente, ao lugar comum, a rivalidade para o acesso aos recursos hídricos (por exemplo) não conduziu a “guerras da água”, porém, ao contrário, conduziu, sim a cooperações eficazes e eficientes. Neste particular, abundam um cortejo interessante de bons e significativos exemplos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Donde, efectivamente, a &lt;strong&gt;Escolha&lt;/strong&gt; se encontra &lt;strong&gt;aberta e bem aberta&lt;/strong&gt;, enquanto as dificuldades vão crescendo, ou seja: a competição entre &lt;strong&gt;Estados&lt;/strong&gt; e a guerra, ou a procura do interesse planetário e a cooperação. Deste modo, é possível, aliás, que na desordem ascendente, a tendência criminal capitalista assume o direito sobre as forças de regulação, se apoiando nas numerosas forças armadas de que dispõem, lançando medo entre povos nos quais o &lt;strong&gt;fermento&lt;/strong&gt; propalado pelo espírito novo, não teria suficientemente levedado. De consignar, com ênfase, se não se logra a impor &lt;strong&gt;lógicas cooperativas no seio das Sociedades&lt;/strong&gt;, a evolução autoritária do capitalismo incitá-lo-á à agressividade, no plano internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            E, rematando assertivamente, ante às sombrias perspectivas, a &lt;strong&gt;Hora&lt;/strong&gt; dos homens e das mulheres de “coeur”, capazes de fazer &lt;strong&gt;luzir&lt;/strong&gt; as luzes do porvir, soou. Na verdade, os &lt;strong&gt;egrégios desafios desta Hora azada&lt;/strong&gt;, exigem &lt;strong&gt;sair&lt;/strong&gt;, sem hesitação de espécie alguma, da lógica do provento/proveito/lucro máximo e individual para &lt;strong&gt;criar economias cooperativas&lt;/strong&gt;, visando outorgar o devido respeito aos &lt;strong&gt;Seres&lt;/strong&gt; e ao &lt;strong&gt;Ambiente natural&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;ipso facto&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Lisboa, 10 Abril 2009&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;KWAME KONDÉ&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-8282853348047253169?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/8282853348047253169/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=8282853348047253169' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/8282853348047253169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/8282853348047253169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2009/04/na-esteira-e-peugada-da-cultura-da-paz.html' title='Na esteira e peugada da Cultura da Paz Universal:'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-6419609639425937633</id><published>2009-04-08T23:06:00.003+01:00</published><updated>2009-04-08T23:14:11.929+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura geral'/><title type='text'>Um outro Mundo é possível</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;“Yes, we can. Yes, we can change.&lt;br /&gt;Yes, we can.”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Barack OBAMA&lt;/strong&gt; (Janeiro 2008)&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos&lt;br /&gt;que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo&lt;br /&gt;com as nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida.”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Augusto BOAL&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;In&lt;/em&gt; Mensagem Internacional do Dia Mundial 2009&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1)      Com efeito, um &lt;strong&gt;outro Mundo é possível&lt;/strong&gt;, indubitavelmente &lt;strong&gt;indispensável&lt;/strong&gt; e, se encontra, aliás, ao nosso alcance. O &lt;strong&gt;Capitalismo&lt;/strong&gt; (com o seu modelo de sociedade edificado sobre o ter, em franco detrimento do &lt;strong&gt;Ser&lt;/strong&gt;), após um reinado de dois séculos, se metamorfoseou, entrando numa fase fatídica. De feito, produz, concomitantemente uma &lt;strong&gt;crise económica importante&lt;/strong&gt; e, outrossim, uma &lt;strong&gt;crise ecológica&lt;/strong&gt; de envergadura e dimensão históricas. Donde e daí, para salvar o &lt;strong&gt;Planeta Terra&lt;/strong&gt;, se impõe urgentemente sair do capitalismo, reconstruindo uma &lt;strong&gt;Sociedade&lt;/strong&gt; em que a economia não é rainha, porém, um &lt;strong&gt;instrumento/ferramenta&lt;/strong&gt;, onde a cooperação deve assumir uma determinada superioridade sobre a competição e, em que, o &lt;strong&gt;bem comum&lt;/strong&gt; deve prevalecer sobre o provento/lucro.&lt;br /&gt;(2)      Prosseguindo o nosso Estudo, se afigura pertinente, referir que a &lt;strong&gt;Oligarquia&lt;/strong&gt; (leia-se, grupo de algumas pessoas poderosas, dominando uma porção dos interesses de um país) envida encarniçadamente em desviar a atenção de um &lt;strong&gt;público&lt;/strong&gt;, cada vez mais e mais, &lt;strong&gt;consciente&lt;/strong&gt; do desastre iminente, fazendo-lhe acreditar que a &lt;strong&gt;tecnologia&lt;/strong&gt; (leia-se, outrossim, toda técnica moderna e sofisticada) poderia ultrapassar e superar o obstáculo, em questão. Esta ilusão só visa perpetuar o sistema de dominação em vigor, evidentemente. O que é facto, como ilustra, demais, a demonstração ancorada na realidade objectiva dos nossos dias e, outrossim, animada por numerosas reportagens, o futuro não se encontra (não está, aliás, seguramente) na tecnologia, &lt;strong&gt;sim&lt;/strong&gt;, efectivamente &lt;em&gt;et pour cause&lt;/em&gt;, numa &lt;strong&gt;nova ordenação das relações sociais&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;(3)      E, um tanto ou quanto, em jeito de &lt;strong&gt;remate assisado&lt;/strong&gt;, o que fará inclinar a balança, neste caso concreto, é a força e a velocidade com as quais poderemos recuperar a exigência da &lt;strong&gt;Solidariedade efectiva&lt;/strong&gt;. Eis porque, mais que nunca, &lt;strong&gt;urge&lt;/strong&gt; pugnar para a edificação, em bases e alicerces sólidos e robustos, de um &lt;strong&gt;novo modelo de Sociedade&lt;/strong&gt; que privilegia o &lt;strong&gt;Ser&lt;/strong&gt; em detrimento do ter. Eis, efectivamente o &lt;strong&gt;autêntico modelo de Sociedade&lt;/strong&gt; para que vale a pena pugnar, visando legar aos nossos vindouros algo de eminentemente substantivo e credível, por motivos e razões assaz óbvios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 08 Abril 2009&lt;br /&gt;FRANCISCO FRAGOSO&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-6419609639425937633?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/6419609639425937633/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=6419609639425937633' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/6419609639425937633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/6419609639425937633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2009/04/um-outro-mundo-e-possivel.html' title='Um outro Mundo é possível'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-3949246045165868872</id><published>2009-04-07T00:01:00.001+01:00</published><updated>2009-04-07T00:08:49.811+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Saúde e Medicina'/><title type='text'>Dia Mundial da Saúde</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;(1)    &lt;strong&gt;O DIA MUNDIAL DA SAÚDE&lt;/strong&gt; se comemora no &lt;strong&gt;Dia 7 Abril desde 1950&lt;/strong&gt;, visando celebrar condignamente a &lt;strong&gt;Criação da Organização Mundial da Saúde&lt;/strong&gt; (&lt;strong&gt;OMS&lt;/strong&gt;), em &lt;strong&gt;1948&lt;/strong&gt;. Assim, desde então, anualmente, a &lt;strong&gt;OMS&lt;/strong&gt; aproveita o ensejo para incrementar a consciência sobre a &lt;strong&gt;Saúde Mundial&lt;/strong&gt;. Neste sentido, organiza relevantes &lt;strong&gt;Eventos&lt;/strong&gt;, a nível internacional, regional e local, visando promover, com real eficácia, o &lt;strong&gt;Tema&lt;/strong&gt; escolhido, em matéria de Saúde.&lt;br /&gt;(2)    Para este Ano, em curso, de &lt;strong&gt;2009&lt;/strong&gt;, o &lt;strong&gt;Tema&lt;/strong&gt; escolhido—“Salvar vidas -- Hospitais seguros em situações de emergência”—salienta a importância  da necessidade imperiosa de garantir que as &lt;strong&gt;Unidades de Saúde&lt;/strong&gt;, sejam elas &lt;strong&gt;Hospitais&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;Centros de Saúde&lt;/strong&gt; possuam resistência necessária para manter o respectivo funcionamento e a Segurança dos &lt;strong&gt;Profissionais de Saúde&lt;/strong&gt;, no desígnio de puderem assegurar um bom atendimento às populações afectas.&lt;br /&gt;(3)     De anotar, que, efectivamente, os &lt;strong&gt;Profissionais&lt;/strong&gt;, os &lt;strong&gt;Edifícios&lt;/strong&gt; e os &lt;strong&gt;Serviços de Saúde&lt;/strong&gt; podem, outrossim, se tornar vítimas em situações de emergência, designadamente, &lt;strong&gt;acidentes&lt;/strong&gt; ou demais outras &lt;strong&gt;catástrofes&lt;/strong&gt; (naturais, biológicas, tecnológicas, sociais ou ainda e, outrossim, conflitos armados). Donde e daí, as &lt;strong&gt;populações&lt;/strong&gt; podem ver-se, desta forma, privadas de Serviços de Saúde cruciais para salvar vidas.&lt;br /&gt;(4)     Como se pode aperceber, o &lt;strong&gt;Tema&lt;/strong&gt; eleito sublinha a importância que assume proceder, de modo que os &lt;strong&gt;Estabelecimentos de Saúde&lt;/strong&gt; sejam suficientemente sólidos e robustos para resistir a estes perigos e estejam em condições, a despeito de tudo, prestar serviços adequados, concomitantemente as populações directamente atingidas e as Comunidades limítrofes. Já agora, entende-se por &lt;strong&gt;Estabelecimentos de Saúde&lt;/strong&gt; todos os locais apetrechados e capacitados para outorgar &lt;strong&gt;Cuidados de Saúde&lt;/strong&gt;, desde os hospitais especializados e terciários até os Centros de cuidados Primários e os dispensários locais.&lt;br /&gt;(5)     Enfim e, em suma: &lt;strong&gt;O Dia Mundial da Saúde&lt;/strong&gt; é o principal acontecimento que permite à &lt;strong&gt;OMS&lt;/strong&gt; dar a conhecer as prioridades sanitárias planetárias. Este ano, a Organização e os seus Parceiros Internacionais sublinharam, com ênfase, quão importante representa investir adequadamente no âmbito das infra-estruturas sanitárias capacitadas para resistir, com eficácia, ao perigo e corresponder, simultaneamente às necessidades imediatas da População. Apelam identicamente, aos &lt;strong&gt;responsáveis&lt;/strong&gt; para a implantação de &lt;strong&gt;sistemas&lt;/strong&gt; que permitem fazer face às situações de urgência, no interior dos Estabelecimentos (por exemplo, nos casos dos incêndios, etc.) e, sem pôr em perigo a continuação e sequência respectiva dos cuidados apropriados necessários, obviamente.&lt;br /&gt;(6)     Finalmente: Vale a pena, apresentar umas &lt;strong&gt;breves notas&lt;/strong&gt; acerca do perfil do actual &lt;strong&gt;Director Geral da OMS&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;a.      Trata-se da &lt;strong&gt;Dr.ª Margaret CHAN&lt;/strong&gt;, chinesa de nascimento (e de nacionalidade respectiva), que foi nomeada para o referido cargo pela &lt;strong&gt;Assembleia Mundial da Saúde&lt;/strong&gt;, na data de &lt;strong&gt;9 Novembro 2006&lt;/strong&gt;. Antes da sua nomeação desempenhava o cargo de &lt;strong&gt;Sub Directora Geral&lt;/strong&gt;, no âmbito das Enfermidades Transmissíveis e era o &lt;strong&gt;Representante do Director Geral&lt;/strong&gt;, encarregado da &lt;strong&gt;Gripe Pandémica&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;b.     De consignar, que antes de ingressar na &lt;strong&gt;OMS&lt;/strong&gt;, foi durante nove anos consecutivos &lt;strong&gt;Director da Saúde&lt;/strong&gt; em &lt;strong&gt;Hong Kong&lt;/strong&gt; (&lt;strong&gt;China&lt;/strong&gt;). Nesta qualidade, foi confrontada, designadamente com a primeira &lt;em&gt;exaltação&lt;/em&gt; humana de Gripe aviaria a &lt;strong&gt;H5N1&lt;/strong&gt;, em &lt;strong&gt;1997&lt;/strong&gt; e logrou triunfar no combate do &lt;strong&gt;Sindroma respiratório agudo severo&lt;/strong&gt; (&lt;strong&gt;SRAS&lt;/strong&gt;), em &lt;strong&gt;Hong Kong&lt;/strong&gt;, no ano de &lt;strong&gt;2003&lt;/strong&gt;. Implantou identicamente, &lt;strong&gt;novos serviços&lt;/strong&gt;, visando prevenir as enfermidades e promover uma melhor Saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 7 Abril 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dr. Francisco FRAGOSO&lt;br /&gt;(Médico).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-3949246045165868872?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/3949246045165868872/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=3949246045165868872' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/3949246045165868872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/3949246045165868872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2009/04/dia-mundial-da-saude.html' title='Dia Mundial da Saúde'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-8703127817113608295</id><published>2009-04-02T22:58:00.003+01:00</published><updated>2009-04-02T23:14:09.476+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>CANTO para a nossa MUSA de Sempre</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Na demanda de uma &lt;strong&gt;Arte “Poética”&lt;/strong&gt; inovadora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sem forma revolucionária não há&lt;br /&gt;Arte revolucionária.”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VLADIMIR MAIOKÓVSKI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Eu não forneço nenhuma regra para que&lt;br /&gt;uma pessoa se torne poeta e escreva versos.&lt;br /&gt;E, em geral, tais regras não existem. Chama-se poeta&lt;br /&gt;Justamente o homem que cria estas regras poéticas.”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VLADIMIR MAIAKÓVSKI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Et pour cause&lt;/em&gt;, outrossim e, ainda,&lt;br /&gt;O Mestre de sempre,&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VLADIMIR MAIAKÓSVIKI&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;“O Teatro deve ser um espectáculo detonante.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As &lt;strong&gt;Terras&lt;/strong&gt;, abruptas e desérticas, ávidas áridas…&lt;br /&gt;Na sua quietude, beata&lt;br /&gt;Vorazmente &lt;strong&gt;bebem&lt;/strong&gt; no mamilo da Aurora&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Velo&lt;/strong&gt; doce e &lt;strong&gt;Negro&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;Não parecem se subtrair do ónus do Sono.&lt;br /&gt;Circundadas pelo &lt;strong&gt;Silêncio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Murmúrios&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leite matinal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A quem prestam a maior atenção?&lt;br /&gt;A quem contemplam?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sim&lt;/strong&gt;, quem aqui habita: as coisas&lt;br /&gt;O ar e a luz?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Oh my God!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Que homem (ou mulher) vai inventar&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;primeira chaga&lt;/strong&gt;?&lt;br /&gt;E a &lt;strong&gt;eclosão&lt;/strong&gt; dos &lt;strong&gt;lábios inertes&lt;/strong&gt;?&lt;br /&gt;Paisagem solidificada numa palavra!&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Paysage solidifié sur une parole&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Solidified landscape in a word&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bista djondjodu n’un palabra&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela &lt;strong&gt;Letra&lt;/strong&gt; construímos (construída) a &lt;strong&gt;sílaba humana&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E da sílaba humana, edificando (edificada)&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;palavra/vocábulo/lexema&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E da &lt;strong&gt;Palavra&lt;/strong&gt; surde, &lt;em&gt;ipso facto&lt;/em&gt;, a &lt;strong&gt;Linguagem humana&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Este espelho da alma&lt;br /&gt;Meio de Comunicação com outrem&lt;br /&gt;Elemento de sociabilidade,&lt;br /&gt;Sinal de reconhecimento e de&lt;br /&gt;Pertença à uma Comunidade&lt;br /&gt;A um Grupo e&lt;br /&gt;A uma Cultura…&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Não me falem (não nos falem) de &lt;strong&gt;Cicatriz&lt;/strong&gt;. Este&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cerne/Imo&lt;/strong&gt; azul vermelho&lt;br /&gt;Oculta a &lt;strong&gt;minha viagem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(a nossa viagem).&lt;br /&gt;Sonego (sonegamos) a treva arvorada na linha de Horizonte.&lt;br /&gt;Abro (abrimos) o &lt;strong&gt;Mundo&lt;/strong&gt;, sub-repticiamente exauro (exauramos) a&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ordem&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Pois que, já só haverá ensejo/desígnio para&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;intrépido Verão&lt;/strong&gt;, evidentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai o &lt;em&gt;élan&lt;/em&gt; que me transporta&lt;br /&gt;(nos transporta)&lt;br /&gt;Me conduzirá (nos conduzirá)&lt;br /&gt;Até ti, nossa &lt;strong&gt;Musa de sempre&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Diva viva&lt;/strong&gt;, feita de virtude&lt;br /&gt;E, assim, afirmo&lt;br /&gt;(afirmamos)&lt;br /&gt;Que mesmo assim, neste &lt;strong&gt;Momento Azado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quiçá transviado, pois que não será o término da Viagem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma &lt;em&gt;missa&lt;/em&gt; de Solidão,&lt;br /&gt;Se enredando de sigilos&lt;br /&gt;Uma etapa remota, longe do meu (do nosso) Império&lt;br /&gt;Da Terra e de inocência.&lt;br /&gt;Oh! Os teus olhos verão!&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tes yeux verront&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Your eyes will see&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bus odjus t’odja dretu&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mar e Céu&lt;/strong&gt; trespassados por uma prega de areia e Saibro!&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mer et Ciel coupés par un pli de sable&lt;/em&gt; !&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sea and Sky cut by a sand fold&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mar y Seu satadjadu pur un préga di rea&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ó egrégia Verdade, que iluminas o meu Coração,&lt;br /&gt;Concede-me (concede-nos) a Graça de que não&lt;br /&gt;Sejam as trevas a falar-me (a falar-nos!)...&lt;br /&gt;A minha vista (a nossa vista) está obscurecida…,&lt;br /&gt;Porém, consegui (conseguimos) lembrar de Ti.&lt;br /&gt;Ouvi (ouvimos) a tua Voz…&lt;br /&gt;Que me gritava (nos gritava) para regressar.&lt;br /&gt;Escutei-a (escutamo-la) com relutância&lt;br /&gt;Por causa dos homens desagradados.&lt;br /&gt;Todavia, eis me (eis nos) de novo de volta,&lt;br /&gt;Sequioso e desejoso da Tua Fonte.&lt;br /&gt;E que ninguém me impeça (nos impeça) de aproximar dela.&lt;br /&gt;Pois dela beberei (beberemos) e viverei (viveremos!).&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis porque, acreditar é abrir-se, sair de si próprio,&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Confiar, obedecer, arriscar, pôr-se&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;No percurso existencial em direcção&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Às coisas “que não se vêem”&lt;/em&gt;: Eis a eloquente&lt;br /&gt;Assunção da positiva Postura&lt;br /&gt;De autêntico &lt;strong&gt;Acolhimento activo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Conducente à introdução no Mistério da Vida Plena…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para principiar para além do &lt;strong&gt;Verbo&lt;/strong&gt;, eis então:&lt;br /&gt;O prazer das praias&lt;br /&gt;O banquete das ancas&lt;br /&gt;A &lt;em&gt;reemergência&lt;/em&gt; das águas&lt;br /&gt;A audácia dos seios virgens&lt;br /&gt;O périplo da Luz (da espádua ao ventre)&lt;br /&gt;As coxas belamente singulares, enfim…&lt;br /&gt;Até aos seixos da praia, polidos pelos pés humanos. &lt;strong&gt;Sim&lt;/strong&gt;, efectivamente&lt;br /&gt;Todo o Mar infinito,&lt;br /&gt;Na sua vastidão, tranquilo&lt;br /&gt;Se derrama entre estas margens inóspitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, destarte,&lt;br /&gt;Os meus &lt;strong&gt;Lábios&lt;/strong&gt; (os nossos lábios) empedernirão…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Boca seca&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;E, por seu turno, o meu &lt;strong&gt;Corpo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O nosso &lt;strong&gt;Corpo&lt;/strong&gt; sucumbirá (desfeito em pó),&lt;br /&gt;Nos &lt;strong&gt;arcanos da Matriz primordial da Terra&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;E só me restará&lt;br /&gt;(nos restarão)&lt;br /&gt;Estas &lt;strong&gt;conquistas de delírio&lt;/strong&gt; que aniquilam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh! O teu (o nosso) &lt;strong&gt;Silêncio&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Oh! Ton (notre) Silence&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Oh! Your (our) Silence&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bu (nos) &lt;strong&gt;Silensu&lt;/strong&gt;!...&lt;strong&gt;Silensu&lt;/strong&gt;!...&lt;strong&gt;Silensu&lt;/strong&gt;!...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A &lt;strong&gt;Extensão bárbara&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;Intermitência de um Dia&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Uma &lt;strong&gt;Profusão de Tempo&lt;/strong&gt; arredado de Usufruto).&lt;br /&gt;Entretanto,&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Algures&lt;/strong&gt;, um tudo-nada de Sombra, como&lt;br /&gt;Um &lt;strong&gt;Trejeito&lt;/strong&gt; (cuidado à parte) se enternece…&lt;br /&gt;Enternecendo plenamente.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Oh my God&lt;/em&gt;! A &lt;strong&gt;Vida&lt;/strong&gt;, na sua essência primordial aconteceu, acontecendo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 02 Abril 2009&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;KWAME KONDÉ&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Intelectual Internacionalista/Cidadão do Mundo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-8703127817113608295?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/8703127817113608295/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=8703127817113608295' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/8703127817113608295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/8703127817113608295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2009/04/canto-para-nossa-musa-de-sempre.html' title='CANTO para a nossa MUSA de Sempre'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-6295655731464894372</id><published>2009-04-01T01:21:00.002+01:00</published><updated>2009-04-01T01:27:38.849+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>MAIS UM POEMA CONSTRUÍDO NO MOMENTO AZADO:</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;I&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;       Eis sim, efectivamente,&lt;br /&gt;Meus irmãos, companheiros e peregrinos do "&lt;strong&gt;IMO da PEDRA&lt;/strong&gt;",&lt;br /&gt;Eis sim, o autêntico &lt;strong&gt;Oráculo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Da &lt;strong&gt;Glória e da Liberdade&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Abrir, de par em par,&lt;br /&gt;                             As prisões injustas,&lt;br /&gt;          Desatar os nós do jugo ancestral&lt;br /&gt;          Deixar ir &lt;strong&gt;livres&lt;/strong&gt; os oprimidos&lt;br /&gt;          Quebrar toda a espécie de jugo;&lt;br /&gt;          Repartir o nosso &lt;strong&gt;Pão&lt;/strong&gt; com o esfomeado&lt;br /&gt;          Dar &lt;strong&gt;abrigo&lt;/strong&gt; aos infelizes sem asilo&lt;br /&gt;          Vestir o &lt;strong&gt;desnudo&lt;/strong&gt; e não desprezar o nosso irmão.&lt;br /&gt;Então, &lt;strong&gt;sim&lt;/strong&gt;, efectivamente:&lt;br /&gt;                   A nossa &lt;strong&gt;Luz&lt;/strong&gt; surgirá como a aurora&lt;br /&gt;                   E as nossas &lt;strong&gt;feridas&lt;/strong&gt; não tardarão a cicatrizar;&lt;br /&gt;                   A nossa &lt;strong&gt;Justiça&lt;/strong&gt; irá na nossa vanguarda, &lt;strong&gt;segura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;                   E na retaguarda a &lt;strong&gt;Glória da Liberdade, luzente&lt;/strong&gt; se arvora no&lt;br /&gt;                                                                                      Horizonte…&lt;br /&gt;E, então, destarte, a&lt;br /&gt;                             &lt;strong&gt;Egrégia Glória&lt;/strong&gt;, em alto e bom som&lt;br /&gt;                                                Prontamente assevera:&lt;br /&gt;                   “Eis me aqui, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Irmãos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;!”…Avante!...Avante!...Avante!...&lt;br /&gt;Companheiros, Peregrinos da caminhada da Existência…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;II&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh! &lt;strong&gt;Natureza Mãe&lt;/strong&gt;,&lt;br /&gt;          &lt;strong&gt;Tu&lt;/strong&gt; que, das fecundas entranhas,&lt;br /&gt;Destes a todos os &lt;strong&gt;Povos do Mundo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;                             Uma única origem&lt;br /&gt;E, neste &lt;strong&gt;Momento azado&lt;/strong&gt;, quereis reuni-los&lt;br /&gt;                             Numa só &lt;strong&gt;Família&lt;/strong&gt;,&lt;br /&gt;Concedei que os &lt;strong&gt;Homens&lt;/strong&gt; se reconhecem &lt;strong&gt;irmãos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;                                      E, na solidariedade&lt;br /&gt;Promovam o desenvolvimento de cada povo,&lt;br /&gt;Para que, com os recursos que dispusestes, e,&lt;br /&gt;                   Quão ubíqua omnipresente, no &lt;strong&gt;IMO&lt;/strong&gt; da tua douta sapiência,&lt;br /&gt;                                      Disponibilizastes&lt;br /&gt;Para toda a Humanidade&lt;br /&gt;E se afirmem os &lt;strong&gt;Direitos&lt;/strong&gt; de cada Homem&lt;br /&gt;E a &lt;strong&gt;Comunidade humana&lt;/strong&gt; possa conhecer uma&lt;br /&gt;                   Era de Igualdade, de Progresso e de Paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E,&lt;br /&gt;          &lt;strong&gt;Agora tu, Rai di Tabanka&lt;/strong&gt;,&lt;br /&gt;                   Rei dos reis&lt;br /&gt;                   Rei dos Homens&lt;br /&gt;                   &lt;strong&gt;Rei genuíno do Planeta&lt;/strong&gt;,&lt;br /&gt;                             Todo,&lt;br /&gt;          Nesta tua hora, nesta nossa hora, na &lt;strong&gt;Hora de todas as Verdades&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Não deixes, ao abandono, o teu &lt;strong&gt;Povo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nem desprezes, outrossim a sua &lt;strong&gt;Vetusta Herança&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                   Deste modo, destarte,&lt;br /&gt;                             Então, efectivamente:&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;Sentença&lt;/strong&gt; retornará a ser &lt;strong&gt;equitativa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E &lt;strong&gt;Todos de coração Recto&lt;/strong&gt;, venerá-la-ão…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois sim, &lt;strong&gt;Irmãos&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Peregrinos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;                   É a &lt;strong&gt;Hora certa&lt;/strong&gt;,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        &lt;strong&gt;  A Hora da Liberdade Plena&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 23 Outubro 2008&lt;br /&gt;KWAME KONDÉ(Intelectual Internacionalista/Cidadão do Mundo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-6295655731464894372?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/6295655731464894372/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=6295655731464894372' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/6295655731464894372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/6295655731464894372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2009/04/mais-um-poema-construido-no-momento.html' title='MAIS UM POEMA CONSTRUÍDO NO MOMENTO AZADO:'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-2225458040488152053</id><published>2009-03-28T21:03:00.002Z</published><updated>2009-03-28T21:10:09.534Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura geral'/><title type='text'>Capitalismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Cap.it.al.ism&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;                   &lt;em&gt;An economic system in which a country’s businesses and industry are controlled and run for profit by private owners rather than by the Government.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;          &lt;strong&gt;Cap.it.al.ist&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;                   &lt;em&gt;A person who supports capitalism&lt;/em&gt;;&lt;br /&gt;                   &lt;em&gt;A person who owns or controls a lot of wealth and uses it to produce more wealth&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          &lt;strong&gt;Capitalismo&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;                   Etimologia: &lt;em&gt;Capital&lt;/em&gt;+&lt;em&gt;ismo&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;a)      Sistema económico baseado na legitimidade dos bens privados e na irrestrita liberdade de comércio e indústria, com o principal objectivo de adquirir lucro.&lt;br /&gt;b)     Sistema social em que o capital está em mãos de empresas privadas ou indivíduos que contratam mão-de-obra em troca de salário.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Capitalista&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;          Etimologia: &lt;em&gt;Capital&lt;/em&gt;+&lt;em&gt;ista&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;          Diz-se do indivíduo que possui capital e vive da sua renda.&lt;br /&gt;          Diz-se, outrossim de ou sócio que é responsável pela parte financeira da organização de uma empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Capitalisme&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;1)    &lt;em&gt; Système économique dans lequel les moyens de production appartiennent à des propriétaires particuliers&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;2)     &lt;em&gt;Dans le vocabulaire marxiste, régime économique, politique et social poursuivant la recherche systématique du profit grâce à l’exploration des travailleurs par les propriétaires des moyens de production et d’échange&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Capitaliste&lt;/strong&gt; :&lt;br /&gt;          &lt;em&gt;Celui qui possède les moyens de production&lt;/em&gt; ;&lt;br /&gt;          &lt;em&gt;Celui qui est favorable au régime capital&lt;/em&gt;iste.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Néo-capitalisme&lt;/strong&gt; :&lt;br /&gt;          &lt;em&gt;Forme moderne du capitalisme, liant les finalités sociales à la recherche du profit et admettant dans certains cas l’intervention de l’État&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         &lt;strong&gt; Desenvolvimento do Tema&lt;/strong&gt; :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          No plano etimológico, o lexema &lt;strong&gt;Capital&lt;/strong&gt; é oriundo do latim “&lt;em&gt;capitalis&lt;/em&gt;”, de “&lt;em&gt;caput&lt;/em&gt;”, a cabeça, na acepção posse de animais (“gado de parceria”, “gado de meias”). Por seu turno, a sua acepção no âmbito económico surgiu no século &lt;strong&gt;XVI&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;          E, na sua essência primordial, a expressão &lt;strong&gt;Capitalismo&lt;/strong&gt; assume como o regime económico e jurídico de uma sociedade na qual os meios de produção não pertencem aos que os utilizam.&lt;br /&gt;          Grosso modo, o &lt;strong&gt;Capitalismo&lt;/strong&gt; se encontra edificado sobre:&lt;br /&gt;                    &lt;em&gt;&lt;strong&gt;A empresa privada&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;;&lt;br /&gt;                   &lt;em&gt;&lt;strong&gt;A liberdade das permutas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;;&lt;br /&gt;                   &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A procura de provento/lucro reputado como um ressarcimento pelo risco a que se expõe&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;;&lt;br /&gt;                   &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A acumulação do capital&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;          De anotar que, na prática, cada uma das características, acima enunciadas, pode-se encontrar, mais ou menos acentuada, outorgando à noção de capitalismo uma enorme diversidade das suas formas respectivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          E explicitando, de modo consentâneo e, outrossim por imperativo pedagógico, temos então:&lt;br /&gt;          ---O &lt;strong&gt;Capitalismo hodierno&lt;/strong&gt;, que se caracteriza por uma distribuição do capital entre vários, até mesmo, uma autêntica “multidão”, de proprietários, accionistas, etc., procura, outrossim, mais segurança e um certo poder, visando influenciar as decisões políticas. Deste modo, o lucro realizado pela empresa tem tendência a se repartir muito mais entre o Estado e a própria empresa (auto-financiamento que incrementa, não obstante, o seu valor) em detrimento da distribuição de mais-valias imediatas (leia-se os dividendos) aos accionistas.&lt;br /&gt;          ---Por sua vez, para o &lt;strong&gt;Marxismo&lt;/strong&gt;, o &lt;strong&gt;capitalismo&lt;/strong&gt; é um sistema político, económico e social cujo princípio fundamental consiste na procura sistemática de mais-valias obtidas graças à exploração dos trabalhadores pelos proprietários dos meios de produção e de distribuição. O seu fim é transformar, a maior parte possível, destas mais-valias em capital suplementar que engendrará, por seu turno, mais mais-valias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          &lt;strong&gt;Enfim e, em suma&lt;/strong&gt;: para o capitalismo, tudo tende a tornar mercadoria e, em primeiro lugar, o próprio homem (a Saúde, o Sangue, os Órgãos humanos, obviamente, a procriação…), a Educação, o Conhecimento, a Investigação científica, a Cultura e as Obras artísticas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 27 Março 2009&lt;br /&gt;KWAME KONDÉ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-2225458040488152053?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/2225458040488152053/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=2225458040488152053' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/2225458040488152053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/2225458040488152053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2009/03/capitalismo.html' title='Capitalismo'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-1187854908715312103</id><published>2009-03-27T00:02:00.002Z</published><updated>2009-03-27T00:09:44.961Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Dia 27 de Março de 2009: Dia Mundial do Teatro:</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;(1)   De feito, na verdade, foi na Cidade de &lt;strong&gt;Viena&lt;/strong&gt; (Áustria), no remoto ano da Graça de &lt;strong&gt;1961&lt;/strong&gt;, que, no decurso do &lt;strong&gt;9º Congresso Mundial&lt;/strong&gt; do Instituto Internacional do Teatro (&lt;strong&gt;IIT&lt;/strong&gt;), por proposta do finlandês &lt;strong&gt;Kaarlo Arvi KIVIMAA&lt;/strong&gt; (n-1904), feita em nome do Centro Finlandês, foi, então, instituído o &lt;strong&gt;DIA MUNDIAL DO TEATRO&lt;/strong&gt;. E, já lá vão precisamente, &lt;strong&gt;48 anos&lt;/strong&gt; e, no âmbito do Calendário dos &lt;strong&gt;Dias Mundiais do Teatro&lt;/strong&gt; este de &lt;strong&gt;2009&lt;/strong&gt; é o &lt;strong&gt;QUADRAGÉSIMO SÉTIMO&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;(2)   Deste modo, desde o ano de &lt;strong&gt;1962&lt;/strong&gt;, anualmente, a &lt;strong&gt;27 de Março&lt;/strong&gt; (data da abertura da estação 1962 do Teatro das Nações, em Paris) o &lt;strong&gt;Dia Mundial do Teatro&lt;/strong&gt; é comemorado pelos Centros Nacionais do &lt;strong&gt;IIT&lt;/strong&gt; existentes presentemente, numa centena de Países do Mundo, assim como, por demais outros membros da Comunidade Teatral Internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(3)   Por seu turno, o &lt;strong&gt;Instituto Internacional do Teatro&lt;/strong&gt; (&lt;strong&gt;IIT&lt;/strong&gt;), criado em &lt;strong&gt;1948&lt;/strong&gt;, numa louvável e histórica iniciativa da &lt;strong&gt;UNESCO&lt;/strong&gt; e de &lt;strong&gt;Personalidades ilustres&lt;/strong&gt; no domínio do Teatro é, com efeito, assumidamente, a mais importante organização não governamental, no âmbito das &lt;strong&gt;Artes da Cena&lt;/strong&gt;, possuindo robustas conexões formais (relações de consulta e de associação) junto da &lt;strong&gt;UNESCO&lt;/strong&gt;. O &lt;strong&gt;IIT&lt;/strong&gt; procura "&lt;em&gt;à encourager les échanges internationaux dans le domaine de la connaissance et de la pratique des Arts de la Scène, stimuler la création et élargir la coopération entre les gens de Théâtre, sensibiliser l’opinion publique à la prise en considération de la création artistique dans le domaine du Développement, approfondir la compréhension mutuelle afin de participer au renforcement de la &lt;strong&gt;Paix&lt;/strong&gt; et de l’&lt;strong&gt;Amitié&lt;/strong&gt; entre les peuples, s’associer à la défense des idéaux et des buts définis par l’&lt;strong&gt;UNESCO&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(4)   De anotar, ainda que as &lt;strong&gt;manifestações&lt;/strong&gt; que assinalam o &lt;strong&gt;DIA MUNDIAL DO TEATRO&lt;/strong&gt; permitem concretizar os objectivos, acima enunciados. Eis porque, anualmente, uma &lt;strong&gt;Personalidade&lt;/strong&gt; do mundo do Teatro ou uma outra individualidade conhecida pelas suas qualidades de “coeur” e de espírito é convidada a partilhar as suas reflexões acerca do tema do Teatro e da Paz entre os povos. Esta Mensagem denominada &lt;strong&gt;MENSAGEM INTERNACIONAL&lt;/strong&gt; é traduzida numa vintena de idiomas. E, outrossim, será lida perante dezenas de milhares de espectadores antes da representação da noite nos teatros, pelo Mundo inteiro, impresso em centenas de quotidianos e difundida pela rádio e televisão nos cinco (5) Continentes. Vem, mesmo a propósito e, um tanto ou quanto, a talhe de foice, elucidar que a primeira Mensagem Internacional produzida, para os devidos efeitos, no longínquo ano de &lt;strong&gt;1962&lt;/strong&gt;, foi da autoria e lavra do insigne poeta, romancista, dramaturgo, coreógrafo, pintor e cineasta francês, &lt;strong&gt;Jean COCTEAU&lt;/strong&gt; (1889-1963).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(5)   Enfim e, em suma: O &lt;strong&gt;Teatro&lt;/strong&gt; congrega, de modo dialecticamente eloquente e, por sua vez, o &lt;strong&gt;DIA MUNDIAL DO TEATRO&lt;/strong&gt; é a celebração efectiva desta egrégia vontade. Constitui, outrossim e, ainda, um excelente ensejo e uma oportunidade respectiva, para os &lt;strong&gt;Artistas da Cena&lt;/strong&gt; partilhar com o seu público uma determinada visão da sua &lt;strong&gt;Arte&lt;/strong&gt; e a &lt;strong&gt;forma&lt;/strong&gt;, por meio da qual esta Arte pode contribuir para a compreensão humana e para a &lt;strong&gt;Paz&lt;/strong&gt; entre os povos. Finalmente, de consignar, que à difusão mundial da &lt;strong&gt;MENSAGEM INTERNACIONAL&lt;/strong&gt;, se vem vincular numerosos eventos, desde manifestação, mais íntima, até à Grande Celebração Popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posto tudo isto, vamos então, &lt;strong&gt;apresentar&lt;/strong&gt; a &lt;strong&gt;MENSAGEM INTERNACIONAL&lt;/strong&gt; redigida especialmente para o Dia Mundial do Teatro deste Ano de &lt;strong&gt;2009&lt;/strong&gt;, em curso, da autoria e lavra de &lt;strong&gt;Augusto BOAL&lt;/strong&gt;, director teatral brasileiro, de renome mundial e inventor do “Teatro do Oprimido”.&lt;br /&gt;Apresentaremos, nesta nossa “posta”, a dita Mensagem em duas versões, designadamente, no Idioma brasileiro (a versão original) e em inglês.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(I)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;                        Teatro não pode ser apenas um evento – é forma de vida! Mesmo quando inconscientes, as relações humanas são estruturadas em forma teatral: o uso do espaço, a linguagem do corpo, a escolha das palavras e a modulação das vozes, o confronto das ideias e paixões, tudo que fazemos no palco fazemos sempre em nossas vidas: nós somos teatro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Não só casamentos e funerais são espectáculos, mas também os rituais cotidianos que, por sua familiaridade, não nos chegam à consciência. Não só pompas, mas também o café da manhã e os bons-dias, tímidos namoros e grandes conflitos passionais, uma sessão do Senado ou uma reunião diplomática – tudo é teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Uma das principais funções da nossa arte é tornar conscientes esses espectáculos da vida diária onde os atores são os próprios espectadores, o palco é a plateia e a plateia, o palco. Somos todos artistas: fazendo teatro, aprendemos a ver aquilo que nos salta aos olhos, mas que somos incapazes de ver, tão habituados estamos apenas a olhar. O que nos é familiar torna-se invisível: fazer teatro, ao contrário, ilumina o palco da nossa vida cotidiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        &lt;strong&gt;Verdade escondida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Em Setembro do ano passado fomos surpreendidos por uma revelação teatral: nós, que pensávamos viver em um mundo seguro, apesar das guerras, genocídios, hecatombes e torturas que aconteciam, sim, mas longe de nós, em países distantes e selvagens, nós vivíamos seguros com nosso dinheiro guardado em um banco respeitável ou nas mãos de um honesto corretor da bolsa quando fomos informados de que esse dinheiro não existia, era virtual, feia ficção de alguns economistas que não eram ficção, nem eram seguros, nem respeitáveis. Tudo não passava de mau teatro com triste enredo, onde poucos ganhavam muito e muitos perdiam tudo. Políticos dos países ricos fecharam-se em reuniões secretas e de lá saíram com soluções mágicas. Nós, vítimas de suas decisões, continuamos espectadores sentados na última fila das galerias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Vinte anos atrás, eu dirigi Fedra de Racine, no Rio de Janeiro. O cenário era pobre: no chão, peles de vaca; em volta, bambus. Antes de começar o espectáculo, eu dizia aos meus atores: “Agora acabou a ficção que fazemos no dia-a-dia. Quando cruzarem esses bambus, lá no palco, nenhum de vocês tem o direito de mentir. Teatro é a Verdade Escondida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Vendo o mundo além das aparências, vemos opressores e oprimidos em todas as sociedades, etnias, géneros, classes e castas, vemos o mundo injusto e cruel. Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com as nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma!&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Augusto Boal&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(II)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;World Theatre Day Message&lt;br /&gt;Augusto Boal-Message 2009:&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;All human societies are “spectacular” in their daily life and produce “spectacles” at special moments. They are “spectacular” as a form of social organization and produce “spectacles” like the one you have come to see.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Even if one is unaware of it, human relationships are structured in a theatrical way. The use of space, body language, choice of words and voice modulation, the confrontation of ideas and passions, everything that we demonstrate on the stage, we live in our lives.&lt;br /&gt;We are theatre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Weddings and funerals are “spectacles”, but so, also, are daily rituals so familiar that are not conscious of this. Occasions of pomp and circumstance, but also the morning coffee, the exchanged good-mornings, timid love and storms of passion, a senate session or a diplomatic meeting – all is theatre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;One of main functions of our art is to make people sensitive to the “spectacles” of daily life in witch the actors are their own spectators, performances in witch the stage and the stalls coincide. We are all artists. By doing theatre, we learn to see what is obvious but what we usually can’t see because we are only used to looking at it. What is familiar to us becomes unseen: doing theatre throws light on the stage of daily life.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Last September, we were surprised by a theatrical revelation: we, who thought that we were living in a safe world, despite wars, genocide, slaughter and torture which certainly exist, but far from us in remote and wild places. We, who were living in security with our money invested in some respectable bank or in some honest trader’s hands in the stock exchange were told that this money did not exist, that it was virtual, a fictitious invention by some economists who were not fictitious  at all and neither reliable nor respectable. Everything was just bad theatre, a dark plot in which a few people won a lot and many people lost all. Some politicians from rich countries held secret meetings in which they found some magic solutions. And we, the victims of their decisions, have remained spectators in the last row of the balcony.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Twenty years ago, I staged Racine’s Phèdre in Rio de Janeiro. The stage setting was poor: cow skins on the ground, bamboos around. Before each presentation, I used to say my actors: “The fiction we created day by day is over. When you cross those bamboos, none of you will have the right to lie. Theatre is the Hidden Truth”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When we look beyond appearances, we see oppressors and oppressed people, in all societies, ethnic groups, genders, social classes and casts; we see an unfair and cruel world. We have to create another world because we know it is possible. But it is up to us to build this other world with our hands and by acting on the stage and in our own life.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participate in the “spectacle” which is about to begin and once you are back home, with your friends act your own plays and look at what which is obvious.&lt;br /&gt;You were never able to see: that which theatre is not just event; it is a way of life! We are all actors: being a citizen is not living in society, it is changing it.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Augusto Boal&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 27 Março 2009.&lt;br /&gt;KWAME KONDÉ&lt;br /&gt;(Intelectual Internacionalista/ Cidadão do Mundo)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-1187854908715312103?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/1187854908715312103/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=1187854908715312103' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/1187854908715312103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/1187854908715312103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2009/03/dia-27-de-marco-de-2009-dia-mundial-do.html' title='Dia 27 de Março de 2009: Dia Mundial do Teatro:'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-1295761743595635167</id><published>2009-03-19T00:31:00.003Z</published><updated>2009-03-19T22:49:59.209Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>Manipulação Mental</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;"&lt;em&gt;La manipulation mentale est inhérente à tout système&lt;br /&gt;totalitaire. Le nazisme comme le stalinisme&lt;br /&gt;furent de formidables manipulations.&lt;br /&gt;Les sectes adoptent ces mêmes méthodes avec&lt;br /&gt;Une diversité de moyens et d’applications"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bernard Filaire&lt;/strong&gt; – Les sectes – &lt;strong&gt;Flammarion&lt;/strong&gt; – 1994&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não há dúvida nenhuma, que é, efectivamente, nas seitas que se encontra a maior diversidade na utilização dos &lt;strong&gt;processos de manipulação mental&lt;/strong&gt;, denominada, por vezes, outrossim “lavagem de cérebro”. De feito, pela utilização de técnicas sofisticadas de manipulação, a &lt;strong&gt;Seita&lt;/strong&gt; (&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Agrupamento religioso fechado sobre si próprio, criado em oposição às ideias e práticas comuns religiosas dominantes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;), após ter conduzido o adepto a dar crédito que com ela (melhor dito, fazendo-o acreditar &lt;em&gt;bovinamente&lt;/em&gt; mesmo) terá as soluções dos seus problemas, conseguindo, deste modo, doutriná-lo e colocá-lo sob a sua dependência e controlar os seus pensamentos.&lt;br /&gt;Com efeito, a expressão “&lt;strong&gt;lavagem de cérebro&lt;/strong&gt;” é imprópria, porquanto esta noção, em apreço, oriunda das torturas sofridas por prisioneiros americanos durante a guerra da Coreia, não corresponde ao que se verifica e se assiste no caso dos adeptos das seitas. De feito, os antigos membros de seitas insistem sobre o facto que se encontram comprometidos com o seu “livre arbítrio”. Os seus testemunhos mostram que não foram torturados, todavia foram seduzidos por promessas de felicidade para as quais consentiram em pagar um preço assaz robusto e, quão chorudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De consignar, que não nos move aqui a ideia de colocar em causa a liberdade individual de prática religiosa e de crenças, por mais confusas sejam elas. Não é, outrossim, por causa dos seus dogmas que as seitas são criticáveis, &lt;strong&gt;sim&lt;/strong&gt;, efectivamente pelos seus desvios de rumo e os comportamentos nefandos que podem engendrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De salientar assertivamente que a manipulação mental se caracteriza antes pelo &lt;strong&gt;carácter “insidioso” da armadilha que se aferrolha sobre o adepto&lt;/strong&gt;. Deve-se, deste modo, antes considerar este último como vítima sem ele saber por causa do décalage entre o em quê acredita se comprometer e o que será a realidade do seu comprometimento. E, sob a capa de boas intenções, a manipulação mental constitui um temível meio de &lt;strong&gt;influência&lt;/strong&gt; e de &lt;strong&gt;controlo&lt;/strong&gt; pela utilização de procedimentos sobremodo subtis que, subtraídos dos seus objectivos iniciais, envidam em exercer uma influência quão deletéria e ulteriormente convencer no desígnio de alienar a liberdade da vítima e deste facto extrair proveito e benefício, obviamente.&lt;br /&gt;Porém, vendo bem, a manipulação mental só funciona se permanece &lt;strong&gt;completamente dissimulada&lt;/strong&gt;, para que a vítima seja persuadida, de molde a poder dispor livremente dos seus pensamentos e das suas decisões respectivas. Agindo, deste modo, os que implantam a manipulação mental logram adquirir domínio psíquico e físico, poder, proventos e exploração financeira das suas vítimas.&lt;br /&gt;Eis porque, práticas conducentes ao estado deletério de colocação sob influência podem conduzir a alterações no âmbito da formação do pensamento e, outrossim e ainda, à uma perturbação das necessidades fisiológicas e uma desestabilização psicológica. E, o corolário lógico de toda esta acção assaz nefanda é um &lt;strong&gt;incremento da dependência e o isolamento num sistema de crenças&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, rematando, de molde dialecticamente consequente, especialmente nesta &lt;strong&gt;Hora&lt;/strong&gt; de &lt;strong&gt;Todas as Verdades&lt;/strong&gt;, sobre todos os &lt;strong&gt;Cidadãos conscientes&lt;/strong&gt; impende o &lt;strong&gt;Dever&lt;/strong&gt; de denunciar, de modo, o mais veemente possível, todos estes danos e prejuízos respectivos &lt;strong&gt;à dignidade e à integridade humana&lt;/strong&gt;, visto que tais práticas denega ao indivíduo a sua liberdade e o seu direito em dispor de si próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 15 Março 2009&lt;br /&gt;KWAME KONDÉ (Intelectual internacionalista/Cidadão do Mundo) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-1295761743595635167?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/1295761743595635167/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=1295761743595635167' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/1295761743595635167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/1295761743595635167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2009/03/manipulacao-mental.html' title='Manipulação Mental'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-2451977969452608646</id><published>2009-03-08T16:54:00.002Z</published><updated>2009-03-08T16:56:59.375Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>Reacção à Mensagem de Natal do Sr. Primeiro-Ministro de Cabo Verde</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estou de acordo com o Primeiro-Ministro em relação aos seus anseios relativos à cultura:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;           “Queremos que todos os cabo-verdianos, juntos com o Governo, trabalhem para que a cultura, que é a riqueza de nossas almas, seja também a riqueza desta nação. Queremos ter, por exemplo, um festival internacional de teatro, uma feira internacional de música, uma feira internacional de cinema ou de vídeo amador, queremos ter ainda uma feira internacional de artesanato…” &lt;strong&gt;cf: in&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Mensagem de Natal&lt;/em&gt;, NEVES José Maria, 2008.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas para se conseguir realizar todos estes desejos, é preciso um trabalho de base, onde a formação académica se encontre na sua génese. É necessário que haja formações, é imprescindível que haja uma consciência artística (a cultura como acção de cultivar o saber). Não somente como meio de entreter outrem, como diz o Primeiro-Ministro:&lt;br /&gt;“…Queremos fazer de Cabo Verde um centro internacional de entretenimento cultural…”. &lt;strong&gt;Ibidem&lt;/strong&gt;. O entretenimento faz parte da vida social de um povo, mas a meu ver é imprescindível encararmos a cultura como uma forma de educar e consciencializar a sociedade.&lt;br /&gt;Só se deve falar em valorização da cultura quando existe realmente uma consciência do quão este é fundamental na vida de uma sociedade. Para que isto aconteça, deve-se primeiramente criar programas e incrementar hábitos culturais no sentido de contribuir para o desenvolvimento de uma política educativa no âmbito cultural. Um exemplo, é a apresentação de programas que aproximem as crianças dos livros, se pensarmos que os projectos culturais de base devem começar por serem direccionados às camadas infanto-juvenis.&lt;br /&gt;Em relação aos festivais e feiras propostos pelo Sr. Primeiro-Ministro, penso que deve haver actividades deste género para fugir à rotina anual dos já conhecidos festivais municipais: (Baia das Gatas, Gamboa, Santa Maria, etc.) que por sua vez acarretam um grosso valor do orçamento cultural anual, de cada um desses Municípios. Também é importante que haja programações ao longo do ano, e que não sejam somente para deleito da população em geral (concertos de massa), mas também deveria haver concertos de cariz mais erudito para o público interessado (pequenos concertos).&lt;br /&gt;Em relação ao cinema o primeiro passo a dar, segundo o meu ponto de vista, é a reactivação das diversas salas de cinema espalhadas pelos diferentes pólos do país, sendo que este tipo de cinema (Hollywood) já foi em tempos muitíssimo importante para a educação da nossa sociedade e continuará a sê-lo. O cinema teve e continua a ter um papel fulcral na vida social na medida em que mantém as pessoas informadas sobre novas tendências emergentes no mundo inteiro. E a partir desse modelo, há uma grande hipótese de se criar um núcleo de público que futuramente aderirá a um cinema mais “erudito”, para além da pequena elite já existente. É importante deixar claro que não estou a menosprezar nem a dizer que o formato Hollywood não tenha qualidade. O problema é que com a indústria cinematográfica inerente à Hollywood, muitas vezes os guiões dos filmes produzidos por estes são censurados, fazendo com que o produto final que chega aos ecrãs, não seja totalmente fiel às ideias iniciais. Já o cinema documentário ou o cinema de autor aborda questões de cariz mais erudito, e menos sujeitos à censura.&lt;br /&gt;É importante lembrarmos que, antes de pensar em elaborar qualquer programa cultural, primeiramente deve-se criar uma estratégia de captação, mobilização e educação de público, para que este possa ter audiência. Para exemplificar temos um caso paradigmático: o trabalho de captação de publico desenvolvido pela Mindelact, (Festival Internacional de Teatro), sob a direcção de João Branco, em São Vicente, para que este festival fruísse do publico que tem hoje.&lt;br /&gt;E para que seja possível colocar em prática todo este leque de intenções acima referidas é urgentemente necessário que haja uma programação cultural e programadores culturais capacitados. E para que estes programas se realizem é preciso que haja produtores e técnicos competentes. Acima de tudo, para se realizar um programa cultural é preciso ingredientes, ou seja é necessário material artístico (Musica, Teatro, Dança, Pintura, Cinema, Poesia, etc.). Para haver todo este leque de ingredientes inerentes a uma programação cultural, são necessários criadores e artistas (caso contrário, não passaremos de meros importadores). E para que haja artistas, não é simplesmente necessário haver só o dito talento nato. É necessário um estudo aprofundado do conhecimento artístico para que este talento nato se possa desenvolver, e para que o artista possa ganhar a consciência da sua linguagem artística. Para que se consiga ser criador, produtor, programador, técnico etc. Estes últimos carecem do factor estudo no sentido lato da palavra. É preciso frequentar escolas onde haja uma formação teórica e pratica do que se pretende fazer ou estudar, assim como se faz nas outras áreas (Medicina, Engenharia, Economia, entre outros.). É imprescindível pesquisar, conhecer, e interagir com outros profissionais da área. Mas para que tudo isso se possa tornar realidade é fundamental uma consciencialização, a qual se deve iniciar nas escolas (Primárias e Secundárias).&lt;br /&gt;O apoio é um outro factor essencial para que as coisas possam passar de um plano ideológico para um plano prático. Não me refiro só ao apoio financeiro, mas também a outros tipos de apoios que os dirigentes do nosso estado possam empenhar para que os desejos se cumpram, nomeadamente protocolos entre universidades e entidades culturais no exterior, para facilitar a entrada dos jovens estudantes para estas instituições e a restante população de diferentes faixas etárias.&lt;br /&gt;Mesmo que haja pessoas capazes de exercer todo esse leque de funções, é necessário financiamento, porque na ausência de qualquer capital, os projectos não passam de ideias mortas. Todo o projecto artístico e cultural comporta um custo. Se as entidades competentes não estiverem aptas para colaborar neste aspecto, tudo tornar-se-á difícil. E é claro que não me refiro aqui só ao financiamento do Ministério da Cultura, mas também falo em subsídios por parte dos privados, sendo que o consumo e o deleito artístico é um bem comum.&lt;br /&gt;Deve-se desenvolver políticas de mecenato cultural para incentivar os particulares a apoiar os artistas e os projectos culturais.    &lt;br /&gt;                                                                                                              &lt;br /&gt;                                                                                                                &lt;br /&gt;                                                                                   Delgado Ferreira&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-2451977969452608646?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/2451977969452608646/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=2451977969452608646' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/2451977969452608646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/2451977969452608646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2009/03/reaccao-mensagem-de-natal-do-sr.html' title='Reacção à Mensagem de Natal do Sr. Primeiro-Ministro de Cabo Verde'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-6669529688626421978</id><published>2009-03-08T13:21:00.002Z</published><updated>2009-03-08T13:45:18.285Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Tchon di Kauberdi</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Do conteúdo de Verdade, enformando o Magistério&lt;br /&gt;E a Prática teatral respectiva do Grupo Cénico&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TCHON DI KAUBERDI:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para &lt;strong&gt;BRECHT&lt;/strong&gt;, toda a dramaturgia não aristotélica é experimental.&lt;br /&gt;          "&lt;em&gt;En effet, sans aller jusqu’à ce degré de dilution de la &lt;strong&gt;Notion&lt;/strong&gt;, on peut dire que l’expérimentation, au théâtre, concerne tout ou partie de l’activité dramatique, du &lt;strong&gt;Texte&lt;/strong&gt; en passant par l’&lt;strong&gt;Architecture&lt;/strong&gt; et la &lt;strong&gt;Scénographie&lt;/strong&gt;, les &lt;strong&gt;Sons&lt;/strong&gt; et les &lt;strong&gt;Rythmes&lt;/strong&gt;, le &lt;strong&gt;Costume&lt;/strong&gt; et la &lt;strong&gt;Gestuelle&lt;/strong&gt;, ou encore l’&lt;strong&gt;Électronique&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;          D’autre part, si l’expérimentation s’intéresse au tout de l’activité dramatique, elle tend naturellement à réaliser, non des produits cohérents et finis, mais des propositions suffisamment élaborées pour être présentées à un public de juges et de connaisseurs, suffisamment renouvelées et remise en question aussi pour que les expériences s’enchaînent dans une sorte de développement dialectique. (…).&lt;br /&gt;          Enfin, mais quelles qu’elles soient toutes les tentatives de théâtre expérimental travaillent sur une exploration et un renouvellement des pouvoirs de l’espace et du temps, sur la fascination de l’image et l’exaltation du corps, en conjuguant ou non ces trois tendances&lt;/em&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(1)&lt;/strong&gt;    O termo, &lt;strong&gt;Teatro experimental&lt;/strong&gt;, designa, antes uma &lt;strong&gt;atitude&lt;/strong&gt; de &lt;strong&gt;crítica&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;ruptura&lt;/strong&gt;, não só, ante à ordem teatral pré-estabelecida, normalmente centrada numa lógica burguesa (comercial e mercantil, ipso facto), de um teatro com repertório fixo, clássico e de fácil “compreensão” para as massas, outrossim, demais designadamente à ordem social e ideológica que servia de base e esteio a tal teatro. Deste modo et pour cause, &lt;strong&gt;Teatro Experimental&lt;/strong&gt; pode ser outrossim e, ainda, definido como &lt;strong&gt;Teatro de vanguarda&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Teatro laboratório&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Teatro de pesquisa e de Investigação&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;Teatro moderno&lt;/strong&gt;, na genuína acepção da expressão, obviamente.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(2)&lt;/strong&gt;    Com efeito, de consignar avisadamente, que a partir do &lt;strong&gt;século XIX&lt;/strong&gt;, passando pelos movimentos de vanguarda dos anos vinte do século &lt;strong&gt;XX&lt;/strong&gt; pretérito, pelos &lt;strong&gt;inovadores franceses&lt;/strong&gt;, designadamente, o actor, escritor e encenador &lt;strong&gt;Antonin ARTAUT&lt;/strong&gt; (1896-1948) e o actor/encenador &lt;strong&gt;Jacques COPEAU&lt;/strong&gt; (1879-1949) e, sem olvidar, obviamente os &lt;strong&gt;realistas críticos&lt;/strong&gt; como, nomeadamente os dramaturgos/encenadores alemães, &lt;strong&gt;Erwin PISCATOR&lt;/strong&gt; (1893-1966) e &lt;strong&gt;Bertolt BRECHT&lt;/strong&gt; (1898-1956) e, outrossim e, ainda, por uma constelação, quase interminável, de &lt;strong&gt;grupos experimentais&lt;/strong&gt; que surgem no contexto do pós-guerra (sobretudo à partir dos anos &lt;strong&gt;60&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;70&lt;/strong&gt; do mesmo &lt;strong&gt;século XX&lt;/strong&gt; passado), o &lt;strong&gt;Teatro Experimental&lt;/strong&gt; instalou-se no panorama teatral mundial, outorgando voz a uma &lt;strong&gt;necessidade&lt;/strong&gt; que serve uma realidade contemporânea pós-moderna, como tal &lt;strong&gt;auto-reflexiva&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;crítica&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;eclética&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;alternativa&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(3)&lt;/strong&gt;    Envidando, pedagogicamente encontrar alguns pontos de contacto e conexão respectiva, entre todos os movimentos, ora enunciados, &lt;strong&gt;três grandes atitudes distintas&lt;/strong&gt; (muitas vezes interligadas), atitudes que ajudam, aliás, a explicar a origem do &lt;strong&gt;Teatro Experimental&lt;/strong&gt; merecem, &lt;em&gt;ipso facto&lt;/em&gt;, não só, ser conhecidas, como sobretudo estudadas apropriadamente. Ou seja:&lt;br /&gt;a.      Uma atitude técnica e estética inovadoras;&lt;br /&gt;b.     Uma atitude ideológica, social e ética;&lt;br /&gt;c.     E, enfim, uma atitude auto-reflexiva.&lt;br /&gt;Explicitando, apropriadamente, de feito, tendo presentes as inovações (na iluminação, nos espaços arquitectónicos e nos diversos materiais a utilizar) que constituem uma constante ao longo de todo o século XX e agora, já em pleno século XXI, o teatro principia a experimentar, com toda a eficácia possível, as potencialidades que estas inovações oferecem, em substância.&lt;br /&gt;Por outro, para além do &lt;strong&gt;trabalho do texto&lt;/strong&gt;, emerge a figura do &lt;strong&gt;encenador&lt;/strong&gt;, do &lt;strong&gt;director de actores&lt;/strong&gt;, dos &lt;strong&gt;técnicos&lt;/strong&gt;, passando, deste modo, o &lt;strong&gt;espaço teatral&lt;/strong&gt; a explorar &lt;strong&gt;novas linguagens&lt;/strong&gt; e a constituir, outrossim um espaço inovado, já que tenta voltar a impressionar os sentidos através do artifício.&lt;br /&gt;Palcos móveis, cadeiras que se podem remover, número infinito de luzes e som muitas vezes ofuscam, outrossim a autêntica essência do texto, já que, se estas inovações não tiverem um propósito consentâneo, não passam de artifícios vazios e infecundos, obviamente. Eis porque, &lt;strong&gt;COPEAU&lt;/strong&gt; lucidamente critica todos aqueles “inovadores”, que apenas experimentaram, uma perspectiva técnica, perspectiva essa desprovida, porém de sentido dramático e, evidentemente sem objectivos concretos para além da impressão imediata. E segundo o próprio &lt;strong&gt;COPEAU&lt;/strong&gt;, estes autores ficaram a meio do que devia ter sido o seu percurso teatral.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(4)&lt;/strong&gt;    Outras das facetas relevantes do &lt;strong&gt;Teatro Experimental&lt;/strong&gt; diz respeito a sua &lt;strong&gt;função&lt;/strong&gt; eminentemente pedagógica, social, moral e ética. De feito, enquanto assunção cultural e artística de rechaço à ordem estabelecida (assaz vetusta e decadente), o &lt;strong&gt;Teatro Experimental&lt;/strong&gt; ganha, muitas vezes, contornos de teatro de repto, modificando, não só, as temáticas a apresentar, numa atitude de crítica social (positiva), bem como as estratégias dramáticas a utilizar, pois as prístinas serviam outrossim a sociedade, onde vinham exercendo o seu magistério crítico, com elevado sentido de responsabilidade. Deste modo e, nesta dinâmica, se diligencia assertiva e assumidamente, que o &lt;strong&gt;Teatro&lt;/strong&gt; (&lt;strong&gt;vida feita Arte&lt;/strong&gt;), não só, desperte para novas temáticas, como outrossim, que as suas linguagens mudem, para melhor reflectirem as suas &lt;strong&gt;mensagens&lt;/strong&gt;, muitas vezes de ruptura (na acepção pertinentemente didáctica), face ao poder em vigor.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(5)&lt;/strong&gt;    Estamos, neste particular a pensar, concretamente, nas &lt;strong&gt;históricas propostas teatrais&lt;/strong&gt; oriundas do fecundo magistério de &lt;strong&gt;PISCATOR&lt;/strong&gt; (Teatro proletário), bem como as de &lt;strong&gt;BRECHT&lt;/strong&gt; (Teatro épico). Ambas tentam chamar à atenção do &lt;strong&gt;Público&lt;/strong&gt; para uma classe humilhada, marginalizada política e socialmente e, para a necessidade imperiosa de uma &lt;em&gt;démarche&lt;/em&gt; conducente à uma radical mudança no &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt;. Nesta dinâmica, as técnicas teatrais rompem outrossim com as convenções estabelecidas. Os heróis trágicos clássicos, de estatuto social elevado, são substituídos por heróis que representam grupos sociais humilhados, muitas vezes, sem nome, pois o indivíduo dava lugar a um esforço colectivo. De feito, este teatro denominado de “engagement” e, que visava a edificação de uma nova ordem mundial conducente, &lt;em&gt;ipso facto&lt;/em&gt;, ao modelo de sociedade, privilegiando o &lt;strong&gt;Ser&lt;/strong&gt; em detrimento do ter, dispunha de novas técnicas e uso de materiais, que servissem adequadamente para o efeito almejado e, outrossim melhor espelhassem a &lt;strong&gt;Mensagem&lt;/strong&gt; a transmitir, sob o signo e imperativo, eminentemente didáctico-pedagógico, designadamente a utilização de áudio visuais e linguagens por vezes, um tanto ou quanto, jornalísticas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(6)&lt;/strong&gt;    Finalmente, de consignar, com ênfase, o caris auto-reflexivo, outrossim presente no Magistério de actuação do &lt;strong&gt;Teatro Experimental&lt;/strong&gt;. De feito, aliás, como a própria designação indica, &lt;strong&gt;experimental&lt;/strong&gt; remete-nos para a experiência e tentativa. Deste modo, este tipo de teatro outorga grande importância ao próprio processo teatral, em si, obviamente. Eis porque, no âmbito desta dinâmica, uma peça é escrita, &lt;em&gt;re-escrita&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;re-interpretada&lt;/em&gt;, discutida, modificada, trabalhada dialecticamente entre encenador, actores e público. Na verdade, uma peça, para muitos grupos teatrais jamais está terminada, chegando, por vezes, ao ponto de constituir apenas um exercício de especulação pluri significativa (aparentemente). Por outro lado, os próprios textos, muitas vezes, abordam problemáticas teatrais, procurando o lugar e essência do teatro na realidade e da realidade no teatro. Entramos, assim, já no domínio do metateatro, ou seja do teatro que tem como objecto de criação, o próprio processo teatral, desconstruindo e desmascarando o seu universo fictício e artificial. Donde e daí, evidentemente, &lt;strong&gt;Teatro&lt;/strong&gt; se mistura, desta forma, com a realidade, desafiando, em última análise, a própria definição e conceito de Teatro.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(7)&lt;/strong&gt;    Enfim e, em suma, como remate consentâneo, podemos e devemos asseverar que o &lt;strong&gt;Teatro Experimental&lt;/strong&gt; assumirá sempre, no âmbito da sua pragmática existencial efectiva, como uma autêntica e verdadeira &lt;strong&gt;voz de Liberdade plena&lt;/strong&gt; contra qualquer ordem nefanda estabelecida, ou um qualquer preconceito. &lt;strong&gt;Sim&lt;/strong&gt;, efectivamente estamos ante um &lt;strong&gt;Teatro&lt;/strong&gt; que dá voz ao outro, que explora os domínios &lt;strong&gt;inter- e multi-culturais&lt;/strong&gt;, que baseia a sua prática &lt;strong&gt;na inovação e reciclagem constantes&lt;/strong&gt;, que abarca e recria técnicas vetustas e modernas, como sendo o filme, a televisão, a dança, a pintura, o circo, a literatura, a música, a informática, a expressão corporal. Eis porque, efectiva e evidentemente, nasce e renasce, com potencialidades, cada vez mais ilimitadas, num elevado e verídico &lt;strong&gt;crescendo artístico e estético&lt;/strong&gt;, culminando, destarte, numa &lt;strong&gt;assunção dialecticamente consequente&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 07 Março 2009&lt;br /&gt;KWAME KONDÉ&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-6669529688626421978?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/6669529688626421978/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=6669529688626421978' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/6669529688626421978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/6669529688626421978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2009/03/tchon-di-kauberdi.html' title='Tchon di Kauberdi'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-5435815569286156000</id><published>2009-03-04T00:07:00.001Z</published><updated>2009-03-04T00:12:04.146Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura geral'/><title type='text'>Esperanto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Etimologicamente, o &lt;strong&gt;lexema/vocábulo Esperanto&lt;/strong&gt; busca, fundo, a sua origem, no pseudónimo &lt;em&gt;Esperanto&lt;/em&gt; (à letra “o que espera”) usado por &lt;strong&gt;Ludwig Lazarus ZAMENHOF&lt;/strong&gt;, natural de &lt;strong&gt;Varsóvia&lt;/strong&gt;. Mais concretamente: trata-se, efectivamente de lexema oriundo do radical &lt;em&gt;esper&lt;/em&gt; (latim: &lt;em&gt;sper&lt;/em&gt;-de &lt;em&gt;sperãre&lt;/em&gt;+&lt;em&gt;ant&lt;/em&gt;). De acrescentar, outrossim e ainda, que o &lt;strong&gt;vocábulo&lt;/strong&gt; foi, durante muito tempo, o pseudónimo do criador da Língua em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          &lt;strong&gt;Esperanto&lt;/strong&gt;: N. m. (de &lt;em&gt;esperi&lt;/em&gt;, “celui qui espère”, pseudonyme de &lt;strong&gt;ZAMENHOF&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;          &lt;em&gt;Espérantisme&lt;/em&gt; : Mouvement en faveur de la propagation de l’Espéranto.&lt;br /&gt;          &lt;em&gt;Espérantiste&lt;/em&gt; : adjectif et nom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          &lt;em&gt;Es. per anto&lt;/em&gt; :&lt;br /&gt;          An artificial language invented in 1887 as a means of international communication, based on the main European languages but with easy grammar and pronunciation.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          O &lt;strong&gt;Esperanto&lt;/strong&gt; é uma língua internacional, artificial, inventada no ano de &lt;strong&gt;1887&lt;/strong&gt; pelo médico polaco &lt;strong&gt;Lazarus Ludwig ZAMENHOF&lt;/strong&gt; (1859-1917).&lt;br /&gt;          A sua &lt;strong&gt;Gramática&lt;/strong&gt; é bastante simplificada e o seu &lt;strong&gt;Vocabulário&lt;/strong&gt; respectivo funda-se nalgumas raízes comuns a várias línguas Europeias, tiradas principalmente do Grego e do Latim. E, a partir destes radicais, desinências fixas exprimem o valor das palavras. Deste modo, temos então, que o o final indica que se trata de um &lt;strong&gt;substantivo&lt;/strong&gt;, o &lt;em&gt;a&lt;/em&gt; que se trata de um &lt;strong&gt;adjectivo&lt;/strong&gt;, o &lt;em&gt;e&lt;/em&gt; de um &lt;strong&gt;advérbio&lt;/strong&gt;, o &lt;em&gt;j&lt;/em&gt; de um &lt;strong&gt;plural&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;          Enfim e, em suma: Tendo em conta, a sua &lt;strong&gt;regularidade&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;da estrutura&lt;/strong&gt; e pela &lt;strong&gt;simplicidade&lt;/strong&gt; óbvia é reputada como a mais perfeita das chamadas línguas internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          &lt;strong&gt;Esperantista&lt;/strong&gt;: N/m/f: pessoa que se dedica ao ensino ou a aprendizagem do Esperanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 03 Fevereiro 2009&lt;br /&gt;KWAME KONDÉ&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-5435815569286156000?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/5435815569286156000/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=5435815569286156000' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/5435815569286156000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/5435815569286156000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2009/03/esperanto.html' title='Esperanto'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-3407448078957630495</id><published>2009-03-03T00:13:00.004Z</published><updated>2009-03-03T00:27:57.050Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>Ainda sobre o Dia Internacional da Língua Materna</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em complemento oportuno da nossa “posta” anterior, vamos apresentar, nesta nossa “posta” de hoje, a &lt;strong&gt;Mensagem Internacional do Dia Internacional da Língua Materna&lt;/strong&gt; da autoria do Director-Geral da &lt;strong&gt;UNESCO&lt;/strong&gt;, o Senhor &lt;strong&gt;Koichiro MATSUURA&lt;/strong&gt;, na sua versão original (em francês), na versão portuguesa (versão criada por K. KONDÉ) e na versão cabo-verdiana (versão, outrossim da lavra de KWAME KONDÉ).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JOURNÉE INTERNATIONALE DE LA LANGUE MATERNELLE&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A l’issue des douze mois consacrés aux célébrations de l’Année internationale des langues, cette nouvelle édition de la Journée internationale de la langue maternelle du 21 février 2009 permet d’entamer une nouvelle phase de réflexion et de bilan.&lt;br /&gt;Dix ans après la proclamation de la journée par la Conférence générale de l’UNESCO sur proposition du Bangladesh, quel bilan tirer ? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Un constat s’impose. Après avoir mis l’accent sur la reconnaissance par chaque communauté de l’importance de sa propre langue maternelle, la Journée a progressivement suscité l’attention de la communauté internationale sur les fondements de la diversité linguistique et du multilinguisme. En outre, il est devenu patent que les langues, constitutives de l’identité des individus et des peuples, sont un élément central pour atteindre les objectifs de l’Education pour tous et ceux du Millénaire pour le développement.&lt;br /&gt;Un nombre croissant et de plus en plus diversifié d’acteurs, issus d’organisations gouvernementales et de la société civile, reconnaissent que les langues se situent au cœur de toutes les manifestations de notre vie sociale, économique et culturelle. Les liens entre éducation multilingue (associant langue maternelle, langue nationale et langue internationale), Education pour tous, et objectifs du Millénaire pour le développement, constituent désormais des piliers de toute stratégie au service du développement durable.&lt;br /&gt;Nous avons le vif espoir que sous l’impulsion de la campagne de communication conduite par l’UNESCO lors de l’Année internationale des langues 2008, des résultats concrets en faveur de l’usage des langues maternelles comme du multilinguisme se feront jour, et que ces enjeux resteront au cœur de l’action des gouvernements et des agences de coopération.&lt;br /&gt;Au-delà de l’intérêt suscité par l’Année et des centaines de projets de promotion des langues lancés en 2008, une évaluation de l’impact de l’Année internationale des langues sera conduite dans les prochains mois pour mesurer l’importance des langues pour le développement, la paix et la cohésion sociale.&lt;br /&gt;Dans ce contexte, à l’occasion de la dixième édition de la Journée internationale de la langue maternelle, je lance un appel pour que les nombreuses déclarations et initiatives annoncées au cours de 2008 soient suivies de mesures concrètes et durables.&lt;br /&gt;Je formule le vœu, en particulier, que les gouvernements mettent en place, dans le cadre de leurs systèmes éducatifs formels et non formels et au sein des administrations, mesures visant à assurer la coexistence harmonieuse et fructueuse des langues de chaque pays. C’est ainsi que nous saurons préserver et promouvoir des environnements multilingues soucieux du respect de toutes les expressions de la diversité culturelle.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;KOICHIRO MATSUURA&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;MENSAGEM DO DIA INTERNACIONAL DA LÍNGUA MATERNA&lt;br /&gt;versão portuguesa da lavra de KWAME KONDÉ:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No término dos doze meses consagrados às comemorações do Ano Internacional das línguas, esta nova edição do Dia Internacional da Língua Materna de 21 Fevereiro 2009 permite entabular uma nova fase de reflexão e de balanço.&lt;br /&gt;Dez anos após a proclamação do Dia pela Conferência geral da UNESCO sobre proposta de Bangladesh, que balanço extrair?&lt;br /&gt;Uma verificação autenticada se impõe. Após ter colocado o acento tónico no conhecimento por cada Comunidade da importância da sua própria língua materna, o Dia suscitou progressivamente à atenção da Comunidade Internacional acerca dos fundamentos da diversidade linguística e do multilinguismo. Além disso, tornou patente que as línguas, constitutivas da identidade dos indivíduos e dos povos, constituem um elemento central para atingir os objectivos da Educação para todos e os do Milenário para o desenvolvimento.&lt;br /&gt;Um número crescente e, cada vez mais, diversificado de actores, oriundos de organizações governamentais e da sociedade civil, reconhecem que as línguas se situam no cerne de todas as manifestações da nossa vida social, económica e cultural. Os vínculos entre educação multilingue (associando língua materna, língua nacional e língua internacional), Educação para todos e, objectivos do Milenário para o desenvolvimento, constituem doravante pilares de toda estratégia ao serviço do desenvolvimento sustentável.&lt;br /&gt;Temos a viva esperança que sob a impulsão da campanha de comunicação conduzida pela UNESCO aquando do Ano Internacional das línguas em 2008, resultados concretos a favor do uso das línguas maternas como do multilinguismo evidenciar-se-ão e, que estes desafios permanecerão no centro da acção dos governos e das agências de cooperação.&lt;br /&gt;Para além do interesse suscitado pelo Ano e das centenas de projectos de promoção das línguas lançados em 2008, uma avaliação do impacto do Ano Internacional das línguas será conduzida nos próximos meses para medir a importância das línguas para o desenvolvimento, a paz e a coesão social.&lt;br /&gt;Neste contexto, a propósito da décima edição do Dia Internacional da Língua Materna, lanço um apelo para que as numerosas declarações e iniciativas anunciadas no decurso de 2008 sejam seguidas de medidas concretas e duradouras.&lt;br /&gt;Formulo, em particular, o voto para que os governos implantem, no quadro dos seus sistemas educativos formais e não formais e, no seio das administrações, medidas, visando assegurar a coexistência harmoniosa e frutuosa das línguas de cada país. É, deste modo, que poderemos preservar e promover ambientes multilingues, preocupados pelo respeito de todas as expressões da diversidade cultural.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MENSAJI di DIA INTERNASIONAL di LINGUA MATERNU:&lt;br /&gt;Verson Kauberdianu fetu pa Kwame KONDÉ&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na fin di duzi mes didikadu na salabrason d’Anu Internasional di Línguas, es nobu idison di Dia Internasional di Língua Maternu di 21 di Febreru di 2009 ta pirmiti kria un nobu mumentu di rafletison y di balansu.&lt;br /&gt;Des Anus odipos di pruklamason di Dia pa kunferensa jeral d’UNESCO sobri pruposta di BANGLADESHI, ki balansu nu debi tra?&lt;br /&gt;Un fatu e sertu. Dispôs di ter kalokadu asentu na kunhisimentu pa kada kumunidadi d’npurtansia di si propri língua maternu, Dia ten manenti tchomadu tenson di kumunidadi internasional serka di bazi di diversidadi linguistiku y di multillinguismu. Len disu, torna klaru ki línguas, alisersu d’identidadi d’individu y di pobus, e un ilimentu sentral p’aikansa prupostus d’Idukason pa tudu mundu y kes di Milennário pa dizinvolvimentu.&lt;br /&gt;Un nunbru kirsedu y kada bes mas, diversifikadu d’atoris, bindus d’organizasons gubernamental di sosiadadi sibil, ta rakonxe ki línguas ta situa na sentru di tudu manifestason di nos bida sosial, ikunomika y kultural. Ligason entri Idukason multilingui (djuntu língua maternu, língua nasional y língua internasional), Idukason pa tudu Mundu y prupostu di Milénio pa dizinvolvimentu sustentável.&lt;br /&gt;Nu ten speransa bibu ki dibaxu inpulson di kanpanha di kumunikason kunduzidu pa UNESCO kandu d’Anu Internasional di línguas 2008, razultadus konkretus afabor d’uzu di línguas y, ki es dizafiu-li ta fika na sentru d’ason di gubernus y d’ajensias di kuperason.&lt;br /&gt;P’alen di nteresi labantadu p’Anu y sentenas di prujetus di ptumuson di linguas lansadu n 2008, un balansu d’inpaktu d’Anu Internasional di lenguas ta ba ser kunduzidu na prosimu mês pa midi inpurtansa di linguas pa dizinvolvimentu, pa pas y kueson susial.&lt;br /&gt;Nes kondison-li, p’okasion di desimu idison di Dia Internasional di Lingua Maternu, nu ta lansa un pididu pa ki kes tchada di diklarasons y inisiasons nutisiadu na korida di 2008 for sigidu di mididas kunkretu y ki ta dura tcheu tenpu.&lt;br /&gt;Hn ta fase votu, in partikular, ki Gubernus ta plania, na kuadru di si sistemas idukativu klaru y non klaru y, na meiu di dimistrasons, mididas pa sugura kunvivensa dretu y di purbetu di linguas di kada País. So asin, nu ta podi konserba y kria nbientis multilingui, prokupadu pa ruspetu di tudu spreson di diversidadi kultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 21 Fevereiro 2009&lt;br /&gt;KWAME KONDÉ&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-3407448078957630495?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/3407448078957630495/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=3407448078957630495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/3407448078957630495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/3407448078957630495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2009/03/ainda-sobre-o-dia-internacional-da.html' title='Ainda sobre o Dia Internacional da Língua Materna'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-6158531404709625594</id><published>2009-02-21T22:32:00.002Z</published><updated>2009-02-21T22:44:25.765Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>Dia Internacional da Língua Materna - 21 de Fevereiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O &lt;strong&gt;Dia Internacional da Língua Materna&lt;/strong&gt;, proclamado pela &lt;strong&gt;Conferência Geral&lt;/strong&gt; da &lt;strong&gt;UNESCO&lt;/strong&gt;, em Novembro do ano de &lt;strong&gt;1999&lt;/strong&gt;, se comemora, anualmente, desde &lt;strong&gt;Fevereiro 2000&lt;/strong&gt; afim de promover a &lt;strong&gt;diversidade linguística e cultural&lt;/strong&gt;, do mesmo modo que, o &lt;strong&gt;Multilinguismo&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;            De anotar, que este &lt;strong&gt;Evento cultural&lt;/strong&gt;, busca fundo, a sua origem respectiva, no “Language Movement Day”, comemorado em &lt;strong&gt;Bangladesh&lt;/strong&gt; desde &lt;strong&gt;1952&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;            Por outro, esta &lt;strong&gt;décima Edição do Dia Internacional da Língua Materna&lt;/strong&gt;, a ter lugar na data de &lt;strong&gt;21 Fevereiro 2009&lt;/strong&gt;, constitui, outrossim e, ainda, o ensejo para lembrar aos Estados-membros o objectivo desta comemoração: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;o reconhecimento da diversidade linguística e a importância respectiva de uma Educação multilingue&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            Com efeito, as línguas constituem os &lt;strong&gt;instrumentos&lt;/strong&gt; mais poderosos para preservar e desenvolver o &lt;strong&gt;Património material e imaterial&lt;/strong&gt;. Donde e daí, que tudo o que for feito para promover a difusão das línguas maternas servirá, não só, unicamente, para encorajar a diversidade linguística e a educação multilingue, outrossim, porém, para sensibilizar mais (em maior número, mais tempo) no atinente às tradições linguísticas e culturais do Mundo inteiro e para inspirar uma Solidariedade edificada na compreensão, na tolerância e no diálogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            E, precisando, consentânea e apropriadamente as nossa ideias, temos então que:&lt;br /&gt;            (A) No ano de &lt;strong&gt;1999&lt;/strong&gt;, a &lt;strong&gt;Conferência Geral&lt;/strong&gt; da &lt;strong&gt;UNESCO&lt;/strong&gt; adoptou a &lt;strong&gt;Resolução 37&lt;/strong&gt;, recomendando &lt;strong&gt;medidas&lt;/strong&gt; para a promoção do multilinguismo, inclusive, promovendo um &lt;strong&gt;acesso universal&lt;/strong&gt; ao &lt;em&gt;cyberespace&lt;/em&gt; e o multiculturalismo nas redes de informação mundiais. Enfim, vale a pena consignar, que foi no ano de &lt;strong&gt;2000&lt;/strong&gt;, que, pela primeira vez, se celebrou o &lt;strong&gt;Dia Internacional da Língua Materna&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Efectivamente, no ano de &lt;strong&gt;1999,&lt;/strong&gt; a &lt;strong&gt;21 de Fevereiro&lt;/strong&gt; foi declarado &lt;strong&gt;Dia Internacional da Língua Materna&lt;/strong&gt; pela &lt;strong&gt;UNESCO&lt;/strong&gt;. Na verdade, neste mesmo dia, em &lt;strong&gt;1952, cinco (5) estudantes de Dacca&lt;/strong&gt; deram as suas vidas, no desígnio que o &lt;strong&gt;Bangla&lt;/strong&gt; fosse eleito e declarado &lt;strong&gt;Idioma oficial&lt;/strong&gt; no que era, então, na época, o &lt;strong&gt;Paquistão Este&lt;/strong&gt; e, que, ulteriormente tornou &lt;strong&gt;Bangladesh&lt;/strong&gt; após a &lt;strong&gt;Guerra de Libertação&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Deste modo, numa mensagem lida no decurso da cerimónia da primeira manifestação, o &lt;strong&gt;Secretário-Geral das Nações Unidas&lt;/strong&gt;, de então, &lt;strong&gt;Kofi ANNAN&lt;/strong&gt; trouxe o seu apoio ao &lt;strong&gt;Dia Internacional da Língua Materna&lt;/strong&gt;, tendo asseverado que se impõe, mais que nunca, &lt;em&gt;incutir no Espírito de todos os Povos a força do valor das Línguas&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;            Reafirmando a enorme responsabilidade, que se impende sobre todos, sem excepção, na preservação da diversidade das línguas, &lt;strong&gt;Kofi ANNAN&lt;/strong&gt; apelou para que todos envidassem esforços acrescidos, visando preservar as línguas, enquanto &lt;strong&gt;Património partilhado da Humanidade&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Não deixa de se nos afigurar pertinente, informar, no âmbito da História dos Dias Internacionais da Língua Materna, o seguinte:&lt;br /&gt;            --- As &lt;strong&gt;Celebrações do Dia Internacional da Língua Materna&lt;/strong&gt;, nos anos &lt;strong&gt;2000&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;2001&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;2003&lt;/strong&gt;, respectivamente constituíram uma óbvia ocasião para discursos e permutas de ideias conduzidos por universitários, linguistas, funcionários, associações culturais e demais outros representantes de Estados membros, sobre &lt;strong&gt;Temas da Cultura&lt;/strong&gt;, da &lt;strong&gt;Educação&lt;/strong&gt; e das &lt;strong&gt;Línguas&lt;/strong&gt;. Identicamente, através do Mundo, numerosas actividades locais culturais tiveram lugar, designadamente a Leitura de Poesia nas escolas, exposições e exibição de peças de teatro. Outrossim e, ainda, programas de rádio e televisão produzidos por médias locais e nacionais foram emitidos e exibidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A &lt;strong&gt;Comemoração&lt;/strong&gt; do &lt;strong&gt;Dia Internacional da Língua Materna&lt;/strong&gt; se encontra na primeira fila dos esforços da &lt;strong&gt;Organização&lt;/strong&gt;, visando uma promoção eficaz da diversidade linguística e da Educação multilingue. Demais, vale a pena atentar avisadamente, nos termos em que se exprimiu o Senhor &lt;em&gt;Kochino Matsuura&lt;/em&gt;, actual Director-geral da &lt;strong&gt;UNESCO&lt;/strong&gt;, aquando do &lt;strong&gt;Dia Internacional da Língua Materna&lt;/strong&gt;, na data de &lt;strong&gt;21 Fevereiro 2002&lt;/strong&gt;. Ou seja : “Aujourd’hui plus que jamais, recherchons la compréhension, et la reconnaissance des autres peuples et des autres cultures en respectant leurs langues et les modes de pensée que s’expriment à travers elles."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Enfim e, um tanto ou quanto, em jeito de &lt;strong&gt;remate oportuno&lt;/strong&gt;, efectivamente:&lt;br /&gt;            --- Uma &lt;strong&gt;Cultura de Paz&lt;/strong&gt; só se pode construir num espaço, onde toda gente tem o direito de utilizar a sua Língua Materna, plena e livremente, em todas as diferentes circunstâncias da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O &lt;strong&gt;Instituto Internacional do Teatro&lt;/strong&gt; (&lt;strong&gt;IIT&lt;/strong&gt;) apoia a Resolução da &lt;strong&gt;UNESCO&lt;/strong&gt; que afirma que o reconhecimento e o respeito para com a diversidade cultural no domínio da linguagem inspiram uma solidariedade baseada na compreensão, na tolerância e no diálogo. Eis porque, obviamente toda acção que favorece a utilização das línguas maternas serve, não unicamente, para encorajar a diversidade linguística e a Educação multilingue, outrossim nos sensibiliza mais para a multiplicidade das tradições linguísticas e culturais no Mundo.&lt;br /&gt;            Demais, pela via da Resolução enunciada que foi adoptada pelo seu vigésimo oitavo Congresso, “”Utopia 2000”realizado em Marseille (França), em Maio de &lt;strong&gt;2000&lt;/strong&gt;, o Instituto Internacional do Teatro se associa à &lt;strong&gt;UNESCO&lt;/strong&gt; para comemorar e celebrar o &lt;strong&gt;Dia Internacional da Língua Materna&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Finalmente:&lt;br /&gt;            O &lt;strong&gt;Dia Internacional da Língua Materna&lt;/strong&gt; constitui uma oportunidade para as pessoas do Teatro do Mundo inteiro, fazer compartilhar o carácter único de cada cultura, cujo o idioma é o vector. Os vocábulos, a língua assumem, outrossim, um papel chave no mundo do teatro.&lt;br /&gt;            Além disso, enquanto defensor dos direitos culturais de cada povo e da manutenção de uma universalidade, passando pela diversidade cultural, o &lt;strong&gt;IIT&lt;/strong&gt; considera o &lt;strong&gt;Dia Internacional da Língua Materna&lt;/strong&gt; como uma maravilhosa ocasião de cumprir este &lt;strong&gt;nobre objectivo&lt;/strong&gt; e lança um apelo às comunidades teatrais através do Mundo para se associar a este Dia, tal como foi declarada pela &lt;strong&gt;UNESCO&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;            Com efeito, evidentemente, se as Línguas nacionais estão ameaçadas de extinção, são, ipso facto, os teatros nacionais que se encontram ameaçados. Donde, o &lt;strong&gt;IIT&lt;/strong&gt; acredita sinceramente que o &lt;strong&gt;Teatro&lt;/strong&gt; pode desempenhar um papel importante na preservação dos direitos das Línguas Maternas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 20 Fevereiro 2009&lt;br /&gt;KWAME KONDÉ&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-6158531404709625594?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/6158531404709625594/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=6158531404709625594' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/6158531404709625594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/6158531404709625594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2009/02/dia-internacional-da-lingua-materna-21.html' title='Dia Internacional da Língua Materna - 21 de Fevereiro'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-8199517855323555506</id><published>2009-02-13T00:24:00.002Z</published><updated>2009-02-13T00:35:26.531Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>Prosseguindo o Estudo da Noção/Conceito de Cultura:</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;"Le marxisme, par son universalisme&lt;br /&gt;et son mondialisme, fut en quelque sorte&lt;br /&gt;la seconde vague de l’entrée de l’Orient&lt;br /&gt;intellectuel dans la modernité.&lt;br /&gt;Peut-être le temps est-il venu d’écrire&lt;br /&gt;Et de diffuser un «manifeste mondialiste», un&lt;br /&gt;&lt;em&gt;manifeste mondial des intellectuels&lt;/em&gt;,&lt;br /&gt;ou encore un &lt;em&gt;manifeste des intellectuels&lt;br /&gt;mondialistes&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Ce manifeste commencerait ou se terminerait par&lt;br /&gt;Une phrase du genre : «Intellectuel de&lt;br /&gt;Tous les pays, unissez-vous!»&lt;br /&gt;S’il est vrai qu’un spectre -celui du mondialisme-&lt;br /&gt;Hante la Planète, il faut créer une internationale des intellectuels."&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gérard LECLERC&lt;/strong&gt;, filósofo francês (n-1943),&lt;br /&gt;&lt;em&gt;in&lt;/em&gt; &lt;em&gt;LA MONDIALISATION CULTURELLE&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;(1)&lt;/strong&gt;   Com efeito, evidentemente, a &lt;strong&gt;Noção de Cultura&lt;/strong&gt; entendida, &lt;em&gt;lato sensu&lt;/em&gt;, remete, por seu turno, para os modos de vida e de pensamento. Posição esta, actualmente, amplamente admitida, mesmo se isso não progride, por vezes, sem determinadas ambiguidades. De anotar, porém, que nem sempre constitui o caso. Demais, por outro, desde que apareceu no século &lt;strong&gt;XVIII&lt;/strong&gt;, a ideia moderna de cultura suscitou, continua e ininterruptamente &lt;strong&gt;debates&lt;/strong&gt; sobremodo vivos e, assaz acesos. De feito, qualquer que seja o sentido preciso que pôde ser outorgado ao vocábulo (aliás, as definições nunca faltaram), discrepâncias sempre subsistiram acerca da sua aplicação a tal ou tal realidade. Na verdade, o uso da noção de cultura introduz directamente na ordem simbólica, no que tange ao sentido, isto é, ao sobre quê é mais difícil de se conhecer e se perceber.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(2)&lt;/strong&gt;   Assumidamente, nada é genuinamente natural no Homem. Inclusive as funções humanas que correspondem a necessidades fisiológicas, como a fome, o sono, o desejo sexual, etc., &lt;em&gt;ipso facto&lt;/em&gt;, informadas pela cultura, pois que as sociedades não outorgam exactamente respostas idênticas a estas necessidades. &lt;em&gt;A fortiori&lt;/em&gt;, nos domínios, onde não existe constrangimento biológico, os comportamentos são orientados pela cultura. Eis porque, a imposição: “Seja natural”, amiúde prescrita às crianças, em particular nos meios burgueses, significa, na realidade, ou seja: “Seja conforme ao modelo da cultura que te foi transmitida”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(3)&lt;/strong&gt;   Efectivamente, se todas as populações possuem idêntico &lt;em&gt;stock&lt;/em&gt; genético, se diferenciam pelas suas escolhas culturais, cada uma, inventando soluções originais para os problemas que se lhes deparam. Todavia, estas diferenças não são irredutíveis umas às outras, tendo em conta a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;unidade genética da Humanidade&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, pois representam &lt;em&gt;&lt;strong&gt;aplicações de princípios culturais universais&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, aplicações susceptíveis de evoluções e, outrossim, de transformações.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(4)&lt;/strong&gt;   Donde e daí, a &lt;strong&gt;Noção de Cultura&lt;/strong&gt; se revela, por conseguinte, o instrumento adequado para terminar com as explicações naturalistas dos comportamentos humanos. Importante consignar, com ênfase: &lt;strong&gt;a natureza, no homem, é&lt;/strong&gt; completamente &lt;strong&gt;interpretada pela cultura&lt;/strong&gt;. Deste modo, as diferenças que poderiam se apresentar, as mais vinculadas a propriedades biológicas particulares, como, por exemplo, a diferença dos sexos, não podem elas mesmas jamais se observar “no estado bruto” (natural) visto que, por assim dizer, a cultura se apoderou disso imediatamente. &lt;strong&gt;Sim&lt;/strong&gt;, efectivamente, a&lt;strong&gt; divisão sexual dos papéis e das tarefas nas sociedades humanas&lt;/strong&gt; resulta fundamentalmente da cultura e, eis porque, varia de uma sociedade para outra.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(5)&lt;/strong&gt;   E, em jeito de remate assertivo, não há dúvida nenhuma, que, na realidade, o &lt;strong&gt;Homem&lt;/strong&gt; é eminentemente um &lt;strong&gt;ser de cultura&lt;/strong&gt;. De feito, o dilatado e longo processo de hominização (processo evolutivo pelo efeito do qual uma descendência de primatas originou a espécie humana), encetado há, aproximadamente, quinze (&lt;strong&gt;15&lt;/strong&gt;) milhões de anos, consistiu fundamentalmente a passar de uma adaptação genética ao ambiente natural, à uma adaptação cultural. Demais, no decurso desta evolução, que culminou no Homo sapiens sapiens, o primeiro Homem, se operou uma formidável regressão dos instintos, “substituídos” progressivamente pela cultura, isto é, por esta adaptação imaginada e controlada pelo homem que se revela muito mais funcional que a adaptação genética, porquanto é, na verdade, muito mais flexível e maleável, consequentemente mais fácil e, mais rapidamente transmissível. Eis porque, no fundo, no fundo, a &lt;strong&gt;Cultura&lt;/strong&gt; permite ao Homem, não unicamente, se adaptar ao seu meio, outrossim, porém, adaptar a si próprio, às suas necessidades e aos seus projectos, para melhor dizer e, por outras palavras, a &lt;strong&gt;Cultura torna possível a transformação da Natureza&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 12 Fevereiro 2009&lt;br /&gt;KWAME KONDÉ&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-8199517855323555506?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/8199517855323555506/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=8199517855323555506' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/8199517855323555506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/8199517855323555506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2009/02/prosseguindo-o-estudo-da-nocaoconceito.html' title='Prosseguindo o Estudo da Noção/Conceito de Cultura:'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-7994939034594135493</id><published>2009-02-05T23:06:00.001Z</published><updated>2009-02-05T23:08:30.194Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Dissertando sobre a Música, com o pensamento assestado sobre uma nova dinâmica para a arte/ciência dos sons no nosso País-Arquipélago</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Para principiar: Dizer a música&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;pensar a música&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Colocar, tout court, esta singela questão “o que é a música?”, é se situar, veridicamente, não na esfera da música, porém, sim, na do discurso sobre a música, mais precisamente do discurso filosófico. Dito de outro modo: já, colocando esta simples questão, abandona-se o âmbito/domínio da emoção e do afecto, o da instantaneidade, para, ao contrário, se colocar no âmbito/domínio da mediação e, numa percuciente asserção, no do conceito. Por conseguinte, o mero facto de colocar esta questão se arvora denso de pressuposto, sendo o pressuposto primordial desta questão se assumir como, algo segundo o qual se pode, de uma forma absolutamente legítima, pôr a questão do genuíno e autêntico sentido da música. Seja ainda: o facto de colocar esta questão supõe que se admite que da música, do afecto imediato que nos obtém até ao discurso que envida conceptualizar, determinar, não há dispersão, nem disfarce. Dito de outra forma: se a música é, antes de tudo, algo que se escuta, existe possibilidade – e necessidade, para o filósofo – dizer a música, pensar a música, plena e absolutamente. Eis, efectivamente, no fundo, o cerne da questão...&lt;br /&gt;Se se admite que o discurso sobre a música jamais deforma a apreensão/percepção da música, isto supõe, mais uma vez, que não pode, por forma alguma, opôr dois domínios, que seriam, por um lado, uma compreensão imediata da música que relevaria do mero sentimento e, por outro, uma interrogação sobre a música (seja um discurso sobre a música) que relevaria do simples conceito. Dito de outro modo: não se pode absolutamente opôr o sentimento ou afecto ao conceito, na medida em que o sentimento não é primeiro e imediato, isto é, independente de todo o conhecimento e, por conseguinte, de toda a dimensão conceptual, porém, pelo contrário, completamente condicionado por um conhecimento e, mais amplamente por uma cultura que são primeiros, majestosa e efectivamente.&lt;br /&gt;Pode-se, designadamente ilustrar esta ideia com exemplos extraídos da música – e reatar sobre este ponto o que se encontra e o que se lê nas histórias da música e, mais extensivamente nos livros sobre a música. O facto de saborear uma música, de apreciá-la, de fruir, por conseguinte, ter (possuindo avisadamente) um sentimento do belo quando se a escuta, eis algo que pressupõe um conhecimento, ou mais plenamente uma cultura permitindo a identificação do diferente/diverso. Não podemos apreciar uma obra musical se só entendemos no que escutamos um caos desordenado que se despedaça e se fragmenta em todos os sentidos. Donde e daí, a dificuldade para saborear os tipos de música que não se inscrevem na nossa cultura. Atentemos, aliás, no seguinte exemplo, ou seja: para o homem ocidental formado no que se designa por sistema tonal (sistema, aliás, assaz peculiar à música ocidental) experimenta, obviamente uma natural dificuldade, no atinente à compreensão de uma obra de música chinesa ou de música africana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim e, em suma, como escreve lucidamente o insigne filósofo alemão, Friedrich Nietzche (1844-1900), aprende-se a gostar da música – na acepção, em que, mesmo se não se tem consciência, se está familiarizado, não unicamente com tal tipo de instrumentação ou orquestração, tal tipo de organização rítmica, outrossim, porém e, sobretudo, com tal tipo de hierarquização e determinação das alturas. Com efeito, destarte, a música tonal talha e hierarquiza as alturas em tons e meio-tons de sorte que o homem ocidental está necessariamente perdido desde que ouve uma música na qual se opera com quartos de tons (mesmo se certos e determinados compositores hoje, nos nossos dias, designadamente os representantes da música espectral, entre outros, utilizam os micro-intervalos).&lt;br /&gt;Se então não se poderia opôr à questão inicial e de fundo, aliás, nesta nossa avisada elocubração e, destarte, objectar que a música não pode ser o objecto de um discurso, porque é objecto de uma apreensão e de uma compreensão imediatas que não passam pelo conceito, é, na verdade, todo singelamente porque não há compreensão imediata que seria conceptual e que, como se asseverou, a apreensão e a compreensão de uma obra musical, nesse caso mesmo que se os crê imediatos, são mediadas – sem mesmo que se dê conta se não se presta atenção – pela cultura que se possui, isto é, por toda uma rede de sentidos que foi progressivamente adquirida desde a nossa infância, e cujos resultados se sedimentaram em nós, cultura que apenas nos permite haver uma apreensão estética e, por conseguinte, poder apreciar uma obra musical.&lt;br /&gt;Neste sentido, pode-se avisadamente reatar uma expressiva tese kantiana. É, de feito, a ideia resumida na conspícua expressão de “revolução copérnica”.&lt;br /&gt;Enunciemos muito sucintamente esta ideia: sustenta Kant que não se pode distinguir, como se fez até aí na filosofia, o objecto e o conhecimento ou representação do objecto, na medida em que o objecto não é nada de outro, pour moi qui en parle, que o conhecimento ou a representação que tenho disso.&lt;br /&gt;Na verdade... verdade, o diverso que aparece à sensibilidade, seja o dado sensível, só pode ser identificado, determinado através dos conceitos dos quais dispomos, isto é, o nosso conhecimento. Deste modo, não se pode falar e, por conseguinte, colocar um objecto que seria um objecto em si, o que Kant designa precisamente da “coisa em si”, a saber o objecto tal como é em si mesmo e para si próprio, independentemente do conhecimento que temos disso (as nossas representações), porquanto somos nós que falamos deste objecto e que fala disso, precisamente a partir da nossa própria consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Donde e daí, nesta dinâmica perspectiva respectiva, a nossa questão já não é nada mais a de se suspeitar do discurso e de saber se o discurso sobre a música não estaria condenado a deformar a música, pois que exclui desde então o irracionalismo (teoria que nega à razão humana a primazia que o racionalismo lhe outorga) sob todas as suas formas, obviamente.&lt;br /&gt;No fundo, no fundo, a nossa questão é a de saber como um discurso sobre a música é possível: trata-se efectivamente de distinguir, entre a diversidade dos discursos efectivos que incidem sobre a música, os que são legítimos e os que não são.&lt;br /&gt;À guisa de oportuno e percuciente remate, pode-se distinguir dois grandes tipos de discursos sobre a música.&lt;br /&gt;O primeiro consiste em falar de si antes de falar da própria coisa. A obra musical já não é então um pretexto, visto que, o do qual falamos, é do estado de alma que em nós produz, gerando-o majestosamente. Afirmar de um trecho de música que é alegre ou que é triste, que evoca tal sentimento, é pretender e crer que este sentimento está inscrito no fragmento de música em si mesmo, sem dar conta que é meramente suscitado ou provocado em nós de uma forma contingente pela música, de sorte que o nosso juízo é inteiramente subjectivo e pode pretender à universalidade nula. Que se experimenta, independentemente do juízo de valor que se produz sobre ele, descrever um trecho de música à maneira da qual se pode descrever uma peça de teatro, uma pintura ou outrossim um filme: sendo dado que a música, por essência, não é uma arte figurativa ou representativa, é, destarte e, ipso facto, impossível de descrever uma obra musical à maneira da qual se narra um filme ou uma peça de teatro. Melhor ainda: como se pode produzir um juízo de facto sobre uma obra musical sem conhecer, pelo menos, os rudimentos do solfejo (exercício musical de leitura ou entoação de notas), que sozinhos permitem descrever esta?&lt;br /&gt;O segundo tipo de discurso sobre a música consiste na análise técnica, no seu aspecto seco e árido. Que nos ensina, porém, propriamente um discurso que marca, não unicamente a tonalidade e os temas, mas as modulações e a forma de que procede o desenvolvimento? Se entendermos a música sem poder lê-la, ela se nos apresenta como um abismo/precipício entre o que entendemos e a teorização do crítico que decompõe o todo nos seus elementos. E é, efectivamente, idêntico para o que sabe ler uma partitura (conjunto das partes – vozes e instrumentos – que constituem uma obra musical). E,  na sequência óbvia, emerge então a pertinente questão, ou seja: que conexão existe entre uma mera descrição de ordem musicológica das características de uma obra musical e a natureza de uma emoção que faz que essa obra nos agrade mais que as demais outras e nos parece encerrar outrossim uma significação infinita cuja análise não se poderá jamais dar conta – seja um excedente de sentido que faz o encanto desta obra e poder permanecer inefável e indicível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe, então, como facilmente se pode depreender do arrazoado, acima expendido, um paradoxo (proposição ou opinião contrária à comum) do discurso sobre a música. De feito, é que não se poderia produzir o atoleiro/impasse sobre considerações técnicas que apenas permitem edificar veridicamente o discurso da obra de arte, isto é, autenticá-lo como incidindo sobre a obra sobre a qual pretende incidir e, por conseguinte, neste sentido validá-la. Contudo e, sem embargo, o discurso técnico permanece da ordem do juízo de facto que analisa e decompõe, que reduz um todo vivo nos seus elementos, entre os quais se estabelece uma causalidade mecânica – em suma, que falta o que constituir precisamente a vida e, por conseguinte, o sentido da obra musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez postos os considerandos, enformando o conteúdo do que intitulamos de principar, vamos prosseguir a nossa dissertação, conquanto, numa perspectiva mais dextramente directa, como complemento óbvio ao já exposto, que sublinhe-se, se asumia, ao contrário, num tom mais de índole filosófica.&lt;br /&gt;Donde então:&lt;br /&gt;O lexema música, oriundo do latim música, do grego mousiké (das musas, das belas-artes, especialmente dos sons) assume, buscando fundo, na sua magistral essência, antes de tudo, o seu verídico conceito/noção de arte e ciência de combinar harmoniosamente os sons. Explicitando adequada e pertinentemente: como ciência pertence aos domínios da acústica (parte da física que trata do som/estudo das relações dos intervalos, detectando as propriedades das cordas vocais); como arte situa-se no âmbito das manifestações do espírito, cuja interpretação pertence à estética (que diz respeito ao sentimento do belo).&lt;br /&gt;Donde e destarte, no primeiro caso os limites são propostos pelo ouvido, visto que o mundo da música é o audível. Já, entretanto, no segundo caso ergue-se uma complexa problemática de carácter filosófico e psicológico, postulada pelas noções conceituais de Arte e Belo e respectivos reflexos no ser humano.&lt;br /&gt;De salientar, consignando expressivamente que a ciência musical vive da sua matéria específica, que é o som e a escrita. Por seu turno, a arte musical, realizada sobre o signo do Espírito, nasce da inspiração e afirma-se na exteriorização. A inspiração dificilmente supre a ausência da técnica e nem toda técnica se consegue exprimir em termos de inspiração.&lt;br /&gt;Enfim e, em suma, numa sagaz e facunda asserção, a música é o som organizado e intencional, plena e absolutamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assentando dialecticamente as ideias, temos então que a emissão, transmissão e captação do som correspondem a outros tantos fenómenos físicos perfeitamente caracterizados. Nesta perspectiva e dinâmica, a matéria musical é, ipso facto, irreal, artificialmente depurada dos sons naturais e artificiosamente produzida pela voz humana ou pelos instrumentos.&lt;br /&gt;Importa sublinhar que o som, não é mais, nem menos, o resultado da vibração do ar quando resulta, periódica e regular. De contrário, temos o ruído, evidentemente.&lt;br /&gt;A altura, a duração, a intensidade e o timbre são as qualidades do som. A distinção das vozes e dos instrumentos é outorgada virtuosamente pelo timbre.&lt;br /&gt;As relações entre os sons estão organizadas em bases lógicas de fundamentação matemática, sendo que cada som se arvore acompanhado de séries de sons, os harmónios, de verificação prática e científica.&lt;br /&gt;Prosseguindo pedagogicamente este nosso estudo, temos que o som em movimento gera o ritmo, elemento essencial da música e anterior a qualquer concepção musical. Os povos primitivos puderam ignorar a harmonia e até a melodia, porém todos e em todas as épocas e latitudes conheceram o ritmo, pois que faz parte integrante da vida onde quer que ela se manifeste. Compete, sim e, demais, ao homem captá-lo e organizá-lo adentro de esquemas inteligíveis.&lt;br /&gt;De feito, essa é, aliás, a função da música desde os ritmos livres da música grega ou cristã, por exemplo, monódica ou polifónica até às mais complexas.&lt;br /&gt;Não se deve confundir o ritmo com o compasso que se refere a grupos regulares de unidades de tempo, separados por uma barra cortando a pauta verticalmente com determinados apoios. Hodiernamente, o ritmo desperta (e tem despertado sobremaneira) a curiosidade de estudiosos e pedagogos para uma maior relevância na compreensão do estudo da música.&lt;br /&gt;Importa consignar, que dois sons sucessivos formam um intervalo que, por seu turno, tocado concomitantemente faz um acorde que pode ser de dois, três ou mais sons. O acorde, ainda e outrossim, a juízo do ouvido arvora em consonante ou dissonante. De anotar, que a definição de consonância anda vinculada à história da evolução da música e processa-se na medida em que os sons naturais harmónicos vão entrando no uso corrente. Enfim, os acordes são maiores ou menores conforme fazem parte duma escala maior ou menor, sendo o significado desigual nas várias formas de cultura.&lt;br /&gt;No Ocidente, uma escala é uma série de vários sons de frequências distintas que aumentam em progressão aritmética, aceitando que a derradeira tem o dobro das vibrações da primeira na relação matemática 2:1, que é a sua oitava. Destarte, designa-se frase musical uma série de sons que se sucedem em obediência a certa lógica, tal como as palavras num poema.&lt;br /&gt;A nota que serve de base ao discurso musical cria a tonalidade, sendo, por seu turno, modulação a passagem de um tom a outro. Constituem a harmonia o estudo do acorde e a sua respectiva concatenação, cuja leitura é feita partindo da base do acorde.&lt;br /&gt;Consiste o contraponto na construção de várias melodias interdependentes, considerando as relações de nota com nota (punctum contra punctum) ou frase com frase (contraponto imitativo). Vale a pena consignar que historicamente, a harmonia é ulterior ao contraponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abordando agora a questão que se prende com a escrita musical somos coagidos a asseverar, com efeito, que, na verdade, criar um sistema de escrita que pudesse reter a música para durar no tempo não foi tarefa fácil, pelo contrário. De feito, medeiam muitos milhares de anos entre os sinais dispersos que ostentam símbolos musicais e os primeiros documentos escritos de música escrita. Pode afirmar-se que a evolução de música em qualquer parte do mundo se processou na razão directa dos métodos de escrita inventados para a fixar na matéria, desde a pedra, o papiro e o pergaminho até ao papel. O mais vetusto e prístino dos sistemas que se conhece, abonados documental e teoricamente é o grego. As notações babilónicas, assírias ou egípcias e demais outras aparecem como subsidiárias daquele, a despeito da dificuldade de separar eventuais e possíveis influências entre todas.&lt;br /&gt;O mais antigo documento escrito da música helena é o papiro que contém certa passagem da tragédia de Eurípedes (século V a.C.), a despeito de se saber da existência da escrita desde o princípio do século VII a.C. Deve-se ao senador Alípio (século IV d.C.) um tratado sobre a matéria, as Tábuas, que notam uns 1600 sinais ou interpretações de sinais! Efectivamente, era uma notação completa para todos os graus dos 15 tons e para os três géneros de música, o diatónico, o cromático e o enarmónico, além das nomenclaturas para os instrumentos. Por motivos pouco claros todo este acervo notacional se perdeu, infelizmente. Donde e daí que foi necessário recomeçar do nada e do vazio respectivo. Após um longo processo de tentativas, a imprensa veio fixar, em definitivo, a escrita musical do Ocidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Actualmente, todo o executante tem na sua frente uma partitura escrita, onde estão indicados os diferentes sinais a reproduzir: notas, ritmos, movimentos, etc. Antes do advento do ano mil e do canto gregoriano, os músicos não usufruiam desta vantagem, pois a memória e a tradição oral bastavam. A complexidade crescente da música tornou a notação (conjunto de sinais) indispensável, conquanto já na Mesopotâmia, no Egipto, na Grécia e em Bizâncio tivesse havido algumas tentativas em tal sentido. Porém, como estes sistemas são de decifração/interpretação difícil, o Ocidente teve de os recriar. O canto gregoriano, tirando partido da experiência bizantina, baseada nos acentos gramaticais, recorreu a uma espécie de estenografia/taquigrafia (arte de escrever por abreviaturas com a rapidez com que se fala), de acentos, intervalos e ritmos. Eis-nos assim e destarte ante a época da prístina escrita neumática.&lt;br /&gt;No século XI, o monge e musicólogo italiano, Guido d’Arezzo (c.990 – c.1050) codificou o emprego da pauta e o nome das notas. Utilizava-se outrossim, nesse tempo, o alfabeto: a (la), b (si), etc., ainda em uso na Alemanha e Inglaterra – o ‘b’ representando uma nota indefinida, grave ou aguda, que determinará ulteriormente, o princípio da alteração para o bemol, bequadro e sustenido. Quanto ao ritmo, o neuma primitivo dará origem a um sistema complicado, de proporções por conexões (uma breve mais uma longa), a tablatura do alaúde, etc.&lt;br /&gt;Em resumo/ressunta: foram efectivamente necessários sete séculos para que fosse elaborado o solfejo clássico, tal como se apresenta nos nossos dias. Porém, hoje a música electrónica não se condiciona a ele, originando, destarte, uma notação estabelecida sobre bases dissemelhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No atinente à estética, de feito, a própria natureza da música consente a oscilação entre o apreço da técnica e a linguagem do Espírito. Já Aristóteles (384 – 322 a.C.) e o filósofo e músico grego Aristóxeno (375 e 360 a.C.) a defenderam das limitações acústicas dos discípulos do filósofo grego Pitágoras (cerca de 580 – 500 a.C.), em nome dos direitos da percepção (aísthesis) de raiz espiritual. A diferença entre o tempo matemático-objectivo e o tempo musical-subjectivo, bem como entre sons físicos e artísticos e dinamismo acústico e psíquico, foi e continua a ser terreno fértil para largas divagações de tom mais ou menos polémico. A Antiguidade contentou-se em situar o problema em termos pragmáticos de ordem moral. A estética musical dos helenos fundava-se na doutrina do ethos, que consistia em atribuir a cada composição um determinado sentimento susceptível de actuar sobre o espírito. Os aspectos do ethos agrupavam-se em três principais: o diastáltico, o exicástico e sistáltico. Os efeitos desta doutrina culminaram na filosofia de Aristóteles e Platão, perdendo prestígio com outras demais escolas filosóficas como as do filósofo Demócrito (460 – 370 a.C.), a dos Sofistas e Estóicos.&lt;br /&gt;O neopitagorismo e o neoplatonismo reacenderam as velhas teorias estéticas musicais que, com algumas modificações, passaram ao ambiente cristão, dominando toda a Idade Média até ao Renascimento. O prestígio jamais abalado da música na sociedade favoreceu a curiosidade pelo fenómeno em si, visto por uns, numa espécie de dialéctica matemática e, por outros, num idealismo demasiado abstracto. Porém, sendo a música exterior à natureza das coisas, insere-se entre o objecto e o mistério que o prolonga. Donde advém toda a dificuldade que dificulta significativamente avançar um juízo único e definitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim e, em suma: o desenvolvimento e a aceitação social da música, conduziu esta sublime Arte a uma diferenciação formal, cada vez maior. De tal mdo que, conforme as aplicações práticas a que está sujeita, a música pode ser abstracta, concreta, vocal, coral, religiosa, profana, de câmara, de dança, instrumental, a capella, livre, medida ou mensural, de cena, de cinema, militar, popular, descritiva, sinfónica, de jazz, etc., etc. As actuais experiências sobre a música electrónica e a música concreta ultrapassam o âmbito tradicional das leis acústicas e da estética, criando situações sonoras que, se podem reputar adentro de uma linha evolutiva da história da música, contudo, não conseguem afirmar-se, numa linha de progresso. Eis porque, se afigura veridicamente manifesta estabelecer a dissociação entre a técnica e a arte. De feito, o eclipse desta anuncia a morte da música introduzida num mundo trans-histórico...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À guisa de percuciente remate, para terminar:&lt;br /&gt;No sentido de uma melhor elucidação do conceito/noção do lexema música e, visando, acima de tudo, posicionar dialéctica e adequadamente o seu húmus de fundo (leia-se, outrossim, o seu peculiar conteúdo de verdade), na verdade...verdade, de feito, sob o patrocínio da musa Euterpe (uma das nove musas, na mitologia greco-romana, inspiradora da música, representada com uma flauta, instrumento do culto dionisíaco) – dizíamos –, a “arte de combinar sons” se afigura ser a mais misteriosa das artes. Com efeito, se, na realidade, a música pode imitar a natureza (o canto dos pássaros, etc.), não representa visualmente nada, como a pintura ou a escultura, que, mesmo abstractas oferecem à visão superfícies de volumes materiais, ou a poesia, que emprega palavras, palavras que designam majestosamente objectos, ideias ou sentimentos.&lt;br /&gt;Baseada em sons naturais ou artificiais, a música parece só representar a si própria, tornando-se difícil explicar, a despeito dos estudos feitos, o porquê da magia que exerce sobre o mais íntimo do nosso ser.&lt;br /&gt;Finalmente, se foi necessário situar a música em relação às demais outras artes, plásticas ou literárias, é não só, para definir a sua natureza singular, outrossim, porém, para lembrar que a evolução desta se deve, outrossim e ainda, à acção das demais outras artes. Vinculada primeiro à palavra/vocábulo, tornou-se melodia (combinação dos sons sucessivos, como os que produz o canto de uma só voz) e ulteriormente à dança (movimentos rítmicos do corpo), fazendo surgir o movimento do corpo consoante as diversas figuras, regidas por certas convenções. Enfim, conduzida a imitar a Natureza, tornou-se descritiva.&lt;br /&gt;Ipso facto et pour cause, todas as suas formas dependem da arte da proporção. Dito por outras palavras, sempre se assumiu, como que uma arquitectura em movimento. Com efeito, só se tornou música, no sentido exacto e genuíno, quando as leis da tonalidade foram descobertas, graças aos esforços e pesquisas dos organistas e cravistas: primeiro com a fuga (composição musical em estilo polifónico, na qual se desenvolve um pequeno tema, reproduzindo-o em imitações livres), em seguida com a sonata (peça musical para instrumentos em que as partes divergem em carácter e andamento).&lt;br /&gt;O romantismo (“movimento espiritual de alcance europeu que exibiu, em toda parte, os rasgos do impulso revolucionário e do dinamismo aberto) irá exprimir através dela (obviamente a sonata) os estados de alma do compositor ou das personagens, reais ou imaginárias, respectivamente na música de câmara, música sinfónica, ópera.&lt;br /&gt;De consignar, acentuando que hoje em dia, o significado da música depende de novas concepções, que de modo nenhum rompem com a sua origem, que ainda consiste em combinar os sons de molde a serem aceites pela nossa sensibilidade e sentimento.&lt;br /&gt;O conhecimento da música é inseparável da sua técnica, componentes, som, ritmo, arquitectura e realização instrumental. Uma vez tornada linguagem moldada em formas ao serviço do culto ou da diversão, a aventura histórica da música está intimamente vinculada à do homem e às suas ideias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota final: Esta nossa “posta” é dedicada a todos os elementos do TCHON DI KAUBERDI, com votos de um avisado estudo, evidentemente…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 03 Fevereiro 2009.&lt;br /&gt;KWAME KONDÉ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-7994939034594135493?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/7994939034594135493/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=7994939034594135493' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/7994939034594135493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/7994939034594135493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2009/02/dissertando-sobre-musica-com-o.html' title='Dissertando sobre a Música, com o pensamento assestado sobre uma nova dinâmica para a arte/ciência dos sons no nosso País-Arquipélago'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-5711162233524283320</id><published>2009-02-03T23:15:00.003Z</published><updated>2009-02-03T23:22:24.304Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>Estudo da problemática do conceito de cultura</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A Cultura é um bem fundamental,&lt;br /&gt;Necessário, ipso facto, à Vida e ao&lt;br /&gt;Crescimento do Homem, um património&lt;br /&gt;Comum do qual todos as pessoas recebem e para&lt;br /&gt;O qual todos contribuem, evidentemente.&lt;br /&gt;Eis porque,&lt;br /&gt;Cada Cultura é chamada a abrir-se&lt;br /&gt;Ao Diálogo inter-cultural e ao&lt;br /&gt;Encontro, outrossim&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Com a Excelência e o Sublime.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Uma Cultura consciente das suas limitações&lt;br /&gt;E disponível para a pesquisa/investigação é,&lt;br /&gt;Não só, fecunda, outrossim, porém, consentânea&lt;br /&gt;Para receber todos os demais apports oriundos da&lt;br /&gt;Lavra do Homem, na sua assunção transcendentalmente&lt;br /&gt;Criador.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;(1)&lt;/strong&gt; O Homem não tem instintos inatos e seguros como os animais. Aprende a viver, assimilando e elaborando a herança que recebe das gerações pretéritas e pelo contributo dos contemporâneos, inserindo-se activamente, num processo de comunicação interpessoal e social.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(2)&lt;/strong&gt; Por outro, num grupo humano, muitos indivíduos comunicam e cooperam, criando Cultura, ou seja: um conjunto orgânico de significados e de formas,”diferentes modos de usar as coisas, de trabalhar e de se exprimir, de praticar a religião e de formar os costumes, de estabelecer leis e instituições jurídicas, de desenvolver as Ciências e as Artes e de cultivar a beleza”. No fundo e, de uma forma assaz compreensiva e abrangente, um Estilo pessoal de vida e uma Escala de valores muito própria e declaradamente peculiar.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(3)&lt;/strong&gt; Com efeito &lt;em&gt;et pour cause&lt;/em&gt;, no âmbito do dinamismo da Comunicação humana, forma-se e transmite-se a Cultura. As pessoas contribuem para criá-la com as suas decisões e, são por ela condicionadas, no exercício da sua Liberdade. Eis porque, &lt;em&gt;ipso facto&lt;/em&gt;, aliás, a Cultura é o seu ambiente histórico, um Bem tão importante e relevante, como a Saúde física, a Segurança afectiva e a auto-suficiência económica. Donde e daí, obviamente, promover uma Cultura rica de valores significa promover o Homem, pois que o Cidadão consciente, movido pela beleza e pelo encanto das coisas humanas, sabe, tem, aliás, consciência que impende sobre si, a elevada missão de servir a pessoa e a Sociedade por meio da Criação e da transmissão da Cultura.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(4)&lt;/strong&gt; Efectivamente e, sem embargo, a actividade cultural é eminentemente um empenhamento inesgotável, individual e colectivo, elo qual “os Homens cultivam a si próprios, isto é, procuram melhorar as suas condições de vida”. Deste modo, desenvolvem as suas consciências e capacidades operativas, enquanto transformam a Natureza, organizam a convivência social, interpretam a realidade e exprimem as suas experiências espirituais.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(5)&lt;/strong&gt; Donde, &lt;em&gt;ipso facto &lt;/em&gt;e&lt;em&gt; a fortiori&lt;/em&gt;, no âmbito desta enunciada dinâmica, a Cultura se assume como um sistema de elementos relacionados entre si e em contínua evolução histórica: elementos interpretativos como a língua, a literatura, a arte, o espectáculo, a ciência e a religião; elementos sociais, como os costumes, as leis e as instituições; elementos activos, como a técnica, a economia e os produtos. Neles encarna o sentido geral da vida e as experiências fundamentais da família, da amizade, da convivência, do trabalho, da beleza, do sofrimento, do passamento/trespasse e da deidade. Enfim e, em suma: evidentemente, com efeito, cada povo encontra na Cultura a sua real Identidade, a sua alma colectiva, o seu património magnificente, acumulado de geração em geração, &lt;em&gt;ad aeternum&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(6)&lt;/strong&gt; Enfim e, em suma, a Cultura, como eloquente emanação viva da Inteligência humana assumida no verdadeiro esplendor da plena faceta de Génio criador não se coaduna, obviamente com o modelo de Sociedade do ter, em que ela (a cultura), outrossim e, ainda a Saúde, a Educação, o Conhecimento…são abusivamente convertidos em mercadoria e, por isso mesmo susceptível (eis) de ser comercializado (s), sem dó, nem piedade. É o estultilóquio arvorado, de forma mais infecunda possível, no apogeu de uma estratégia ideológica, quão absurda e abstrusa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(7)&lt;/strong&gt; De feito, no âmbito do modelo de Sociedade que privilegia o ter em detrimento do Ser tudo tende a se tornar mercadoria, em primeiro lugar o Homem (a Saúde, o Sangue, os Órgãos, a Procriação…), a Educação, o Conhecimento (obviamente, a Cultura), a Investigação científica, as Obras artísticas…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(8)&lt;/strong&gt; Sim, efectivamente, a Cultura só se sente bem, integrado e inserido no Modelo de Sociedade em que se privilegia o Ser em detrimento do ter, onde, aliás, encontra o seu natural ambiente histórico, ao contrário do modelo de Sociedade, que privilegia o ter em detrimento do Ser, modelo que busca, fundo, as suas premissas primordiais no funesto e nefando regímen económico e jurídico de uma Sociedade na qual os meios de produção e criação respectiva não pertencem aos que os utilizam e empregam, evidentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 03 Fevereiro 2009.&lt;br /&gt;KWAME KONDÉ&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-5711162233524283320?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/5711162233524283320/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=5711162233524283320' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/5711162233524283320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/5711162233524283320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2009/02/estudo-da-problematica-do-conceito-de.html' title='Estudo da problemática do conceito de cultura'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-1666457381993441448</id><published>2009-01-28T19:28:00.001Z</published><updated>2009-01-28T19:33:17.234Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medicina do Trabalho/Saúde Ocupacional'/><title type='text'>Da "Cultura de empresa"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;(a)&lt;/strong&gt;      A noção de “Cultura de empresa” é oriunda do mundo da empresa e conheceu, de modo assaz célere, um enorme êxito. Foi, efectivamente, nos Estados Unidos da América que pela primeira vez, a expressão apareceu, precisamente nos anos setenta do século XX pretérito. Com efeito, pensava-se, que o tema da cultura de empresa devia permitir colocar o acento sobre a importância do factor humano na produção.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(b)&lt;/strong&gt;     Não deixa de ser bastante significativo que o tema da Noção da cultura de empresa se tenha desenvolvido no momento de uma crise económica. Eis porque, é assaz provável que o êxito que encontrou este tema foi devido ao facto que pôde aparecer como uma resposta à crítica que suscitavam as empresas em pleno período de crise do emprego e de reestruturação industrial. De consignar, que face à dúvida e à suspeição, o uso da noção de cultura representava então, para os dirigentes da empresa, um meio estratégico para obter dos trabalhadores a sua identificação e a sua adesão aos objectivos que tinham definidos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(c)&lt;/strong&gt;     Destarte, a ideia de cultura de empresa pareceu acreditada, aliás, pelas consequências devidas às fusões ou às concentrações de empresas que tiveram lugar em grande número na fase precedente de crescimento económico. Deste modo, obviamente, o choque das “mentalidades” e as dificuldades relacionais que disso tinham resultado conduziam a reflectir em termos novos acerca do funcionamento da empresa. Demais, a Imagem que os assalariados podiam ter da sua empresa como instituição robusta, destinada, ipso facto, a perdurar eternamente, se degrada, a pouco e pouco, desmoronando-se com a irrupção da crise económica e as reestruturações industriais.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(d)&lt;/strong&gt;     Trata-se, por conseguinte, para as equipas de direcção, nos anos oitenta do século XX pretérito reabilitar a empresa através de um discurso humanista, visando obter dos assalariados comportamentos leais e eficazes. Assim, no âmbito do elóquio empresarial, se joga sobre a polissemia do vocábulo “cultura”, conquanto predomine o sentido antropológico. Todavia, a utilização antropológica assumida normalmente é a mais controversa, o que remete para uma concepção da cultura como relevando de um universo hermético, mais ou menos imutável, caracterizando uma colectividade supostamente homogénea de contornos bem delimitados. Eis porque, ante esta concepção redutora da cultura, esta é admitida por hipótese, susceptível, determinar as atitudes e os comportamentos dos indivíduos. Donde e daí, aliás, a cultura de empresa, nesta perspectiva, se admite ser capaz de impor o seu sistema de representações e de valores aos membros da organização.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(e)&lt;/strong&gt;      E, rematando, de modo pertinente, decididamente, encarada sob este ângulo, a cultura de empresa não é uma noção analítica, sim, efectivamente, uma autêntica manipulação ideológica do conceito etnológico de cultura, destinada a legitimar a organização do trabalho no seio de cada empresa. Deste modo, a empresa pretende definir a sua cultura como define os seus cargos: por outras palavras (para melhor dizer), aceitar o emprego, significa logicamente aceitar a cultura da empresa (entendida nessa acepção, obviamente).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(f)&lt;/strong&gt;       E, em jeito de remate consentâneo destas três “postas” dedicadas à temática da Medicina do Trabalho/Saúde Ocupacional, vamos tecer umas pertinentes considerações acerca do lugar que ocupa a equipa médica na empresa. Ou seja:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;         (1)&lt;/strong&gt;    A lógica de rentabilidade que preside o funcionamento de uma empresa não é, ipso facto, a do médico do trabalho e da sua equipa respectiva.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;         (2)&lt;/strong&gt;    Todavia, presentemente como outrora, o principal recurso da empresa é sobremodo o dos homens que emprega.Com efeito existe um vínculo, assaz robusto entre a qualidade do trabalho na empresa e o bem-estar dos assalariados. Não deixa de se afigurar oportuno consignar, que, efectivamente, esta noção ora enunciada, não é frequentemente tomada em conta pelo executivo, quer por desconhecimento, quer por alheamento óbvio.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;       (3)&lt;/strong&gt;    De feito, o objectivo prosseguido pela equipa do serviço de Medicina do Trabalho consiste em preservar o bem-estar dos assalariados graças às suas acções de prevenção. E, a melhor forma de atingir este objectivo é saber apresentar à empresa os seus conselhos de modo compreensível, claro, concreto e objectivo, tendo em conta o contexto do momento. Tudo isto, visando, evidentemente, o desígnio de melhor fazer aceitar e fazer viver no quotidiano as suas acções de prevenção como trunfos e não como obstáculos e desvantagens impostos pela regulamentação.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;       (4)&lt;/strong&gt;    Finalmente, deste modo, uma prevenção bem adaptada pode se traduzir outrossim para a empresa numa imagem de marca interna e externa mais moderna ou mais dinâmica e por custos menores mensuráveis por indicadores objectivos (absentismo, taxa de rotação do pessoal, acidentes e enfermidades de origem profissional).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 28 Janeiro 2009&lt;br /&gt;KWAME KONDÉ&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-1666457381993441448?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/1666457381993441448/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=1666457381993441448' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/1666457381993441448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/1666457381993441448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2009/01/da-cultura-de-empresa.html' title='Da &quot;Cultura de empresa&quot;'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-8127730159743165780</id><published>2009-01-27T00:14:00.001Z</published><updated>2009-01-27T00:17:47.770Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medicina do Trabalho/Saúde Ocupacional'/><title type='text'>Empresa e Medicina do Trabalho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;          A Empresa é uma entidade económica e social cujo objectivo principal é obter a melhor compensação/contrapartida financeira no atinente aos produtos ou aos serviços que propõe ao mercado. De anotar, avisadamente, que da boa utilização dos proventos realizados a respeito dos constrangimentos da concorrência nacional ou internacional, dependem, em grande parte, o crescimento e a sobrevivência da empresa.&lt;br /&gt;          De feito, em princípio, as Empresas representam o terreno das acções da equipa médica do Trabalho em matéria de Prevenção dos riscos profissionais.&lt;br /&gt;          Eis porque, o conhecimento das Empresas não se deve limitar unicamente à vigilância dos assalariados e aos conselhos deduzidos no âmbito de domínio dos riscos. Identicamente, se estende ao conjunto dos desafios aos quais são confrontados no desígnio que os conselhos prodigalizados têm, em elevada consideração, o contexto sócio-económico, por conseguinte, sejam concretamente realizáveis em prazos razoáveis. Na verdade, estes desafios modelam no seio das empresas, concomitantemente, as suas organizações internas e a qualidade das conexões entre os homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          De consignar, que, na realidade, na maioria dos casos, as empresas podem se situar, num dos três sectores de actividade, que se distingue, usualmente: o sector primário, o sector secundário e o sector terciário.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(1)&lt;/strong&gt;   O &lt;u&gt;Sector Primário&lt;/u&gt;: as empresas que se enquadram neste sector são as cujo o valor acrescentado provém da exploração de um recurso natural ou de uma matéria-prima. E, por seu turno, as principais actividades relevando deste sector são a agricultura, a pesca, a energia e as minas. Enfim, de anotar, avisadamente, que este sector, cada vez mais, se torna marginal, nas economias dos países, por consequência dos custos de exploração, demasiado elevados, ou então, por esgotamento dos recursos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(2)&lt;/strong&gt;   O &lt;u&gt;Sector Secundário&lt;/u&gt;: este sector corresponde ao conjunto das actividades industriais. A importância do valor acrescentado da produção em produtos acabados é função da quantidade e da natureza das transformações sofridas pelas matérias-primas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(3)&lt;/strong&gt;   O &lt;u&gt;Sector Terciário&lt;/u&gt;: é o sector dos serviços vendáveis (pagantes) ou não vendáveis (financiados pelo imposto) tais como o comércio, os transportes, a banca, a Saúde ou os Serviços Públicos. Hodiernamente, a tendência é para o predomínio, cada vez mais, robusto deste sector em detrimento dos dois sectores precedentes que sofrem a pressão concorrencial dos Países recentemente industrializados.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(4)&lt;/strong&gt;   Todavia, de sublinhar, que, efectivamente, a impermeabilidade entre os três sectores parece, cada vez menos, nítida pelo facto da evolução célere das técnicas de exploração e da própria organização das empresas propendem para uma robusta integração das actividades complementares com o objectivo de um melhor benefício e rendibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquematicamente, se pode dividir o funcionamento de uma empresa, grosso modo, em dois principais grupos de acção:&lt;br /&gt;                   ---as &lt;u&gt;acções externas&lt;/u&gt; em acção directa com os fornecedores e os clientes;&lt;br /&gt;                   ---as &lt;u&gt;acções internas&lt;/u&gt; dizem respeito ao funcionamento geral da empresa.&lt;br /&gt;                   Explicitando adequadamente:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(A)&lt;/strong&gt;   Das acções externas:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1)&lt;/strong&gt;     A inovação, a qualidade, a quantidade, os prazos de colocação no mercado, a adequação da estratégia comercial no mercado e o custo de fabrico dos produtos ou dos serviços em relação à concorrência constituem os principais critérios que devem dominar as empresas para assegurar a rendibilidade das suas actividades respectivas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2)&lt;/strong&gt;     As funções vinculadas directamente por este objectivo são as funções: direcção geral, compra, produção, logística e venda. Como sustentáculo/apoio a estas funções intervêm as funções investigação/recherche/pesquisa e desenvolvimento, qualidade e manutenção.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3)&lt;/strong&gt;     Estas sete (7) funções constituem o cerne produtivo da empresa. É identicamente, a seu nível que se reconhecerão o essencial dos problemas de Segurança, de Saúde e de Higiene no trabalho.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(B)&lt;/strong&gt;   Das acções internas:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1)&lt;/strong&gt;     Para existir as empresas devem saber se dotar de uma organização eficaz ao nível do pessoal e de uma organização performante ao nível dos meios. E, para responder a estes objectivos, as funções relações humanas, comunicação interna e externa, finanças, sistema de informação, segurança industrial e higiene e segurança são implantadas com uma amplitude que tem em consideração necessidades específicas e da dimensão respectiva de cada empresa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2)&lt;/strong&gt;     Enfim e, em suma: se afigura, assaz imperativo para a Equipa médica entabular uma sólida e robusta rede de relações com estas últimas funções no desígnio que as acções de Prevenção sejam realizadas com o máximo de coerência e de co-optimização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 26 Janeiro 2009.&lt;br /&gt;KWAME KONDÉ&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-8127730159743165780?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/8127730159743165780/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=8127730159743165780' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/8127730159743165780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/8127730159743165780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2009/01/empresa-e-medicina-do-trabalho.html' title='Empresa e Medicina do Trabalho'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-426763230128702260</id><published>2009-01-22T22:53:00.001Z</published><updated>2009-01-22T22:55:29.436Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medicina do Trabalho/Saúde Ocupacional'/><title type='text'>Sobre a Medicina do Trabalho/Saúde Ocupacional</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não há dúvida nenhuma, que, realmente, a Medicina do Trabalho evoluiu e progrediu, sobremaneira, nestas derradeiras décadas, por razões óbvias. De feito, de mera competência se transformou numa autêntica especialidade médica a full time. Deste modo, da simples noção de Medicina do trabalho, propende a ampliar o seu campo de acção para a Saúde no Trabalho/Saúde Ocupacional.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;          O contexto social identicamente se transformou, no âmbito planetário. Eis porque, por seu turno, a Medicina do Trabalho vê-se, ainda, coagida, na boa acepção da expressão, a evoluir, cada vez mais e, mais, adaptando-se pelo seu modo de formação e exercício respectivo, evidentemente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;          Hodiernamente, existe no mundo médico, como, aliás, no seio do grande público, um interesse crescente para os efeitos deletérios do ambiente, particularmente do ambiente de trabalho sobre a Saúde.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Precisando, adequadamente as coisas, de feito, da legislação caucionando a protecção dos assalariados ao ordenamento das condições de trabalho, da toxicologia às campanhas de saúde pública, da epidemiologia à patologia profissional, numerosíssimos são os domínios de pesquisa/recherche/investigação que legitimam o interesse crescente das valências de Saúde no Trabalho.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;          Enfim, se afigura elucidativo consignar, com ênfase, que, efectivamente um médico consciente não pode, como, aliás, não deve falar de cura, se o seu paciente, conquanto clinicamente curado, se reconhece assumidamente incapaz de exercer a sua profissão. Por sua vez, um empresário/gestor sensato e responsável não pode e, nem deve, falar de trabalho organizado ou eficiente se este causa dano/lesão/prejuízo à Saúde física ou mental dos trabalhadores da sua empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(1)&lt;/strong&gt;        O campo de acção da Medicina do Trabalho/Saúde Ocupacional/Medicina Ocupacional encontra expresso pelo vasto e amplo domínio da Segurança, da Saúde e da Higiene dos Trabalhadores no seu local/lugar/ambiente de Trabalho. Eis porque, a Medicina do Trabalho/Saúde Ocupacional se assume, no estado actual dos conhecimentos médicos, como uma Especialidade pluridisciplinar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(2)&lt;/strong&gt;        Donde e daí, os conhecimentos preceituados relevam da Patologia Profissional, da Toxicologia, da Epidemiologia, da Higiene Industrial e da Ergonomia. Demais, outrossim, identicamente sujeita às profundas mutações. Deste modo, as acções de prevenção primária realizadas à montante da exposição dos trabalhadores aos riscos físicos, químicos e biológicos propendem a se desenvolver, cada vez mais e, mais. Por seu turno, a prevenção secundária caracterizada pela vigilância e o rastreio precoce, num estádio reversível das afecções vinculadas ao trabalho, regista avanços regulares e significativos, graças, designadamente aos apports da Toxicologia Fundamental.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(3)&lt;/strong&gt;        Com efeito, como às demais outras valências médicas, a Medicina do Trabalho/Saúde Ocupacional evolui, obviamente e, de que maneira. Esta evolução é perceptível sobre quatro (4) planos, designadamente, a saber:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;a.&lt;/strong&gt;      O domínio dos conhecimentos de base: se desenvolve e se diversifica pela assunção dos modos de exposição dos trabalhadores a riscos novos que se revelam estar ordinariamente (ou quase sempre e, porque não, a maior parte da vezes) associados e de intensidade instável;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;b.&lt;/strong&gt;     A planificação e a utilização destes conhecimentos no terreno: este aspecto diz respeito, designadamente ao leque das possibilidades de vigilância dos operadores tanto no plano individual como colectivo;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;c.&lt;/strong&gt;     O contexto económico: trata-se de constrangimento que gere activa e profundamente a vida das empresas e que influi, exercendo a sua acção no comportamento dos assalariados, designadamente quando as perspectivas de desenvolvimento ou de crescimento económico se fazem incertas;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;d.&lt;/strong&gt;     Enfim, o contexto regulamentar, obviamente.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eis porque, rematando pedagogicamente, se antolha, sobremodo importante conhecer, de forma consequente, o lugar e o espaço dos conceitos de multidisciplinaridade, de Prevenção primária, de planeamento e de avaliação que estão já divulgados ou correntemente utilizados nas demais outras especialidades médicas ou ainda, de molde mais imediata, no âmbito do próprio funcionamento da empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 22 Janeiro 2009.&lt;br /&gt;KWAME KONDÉ&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-426763230128702260?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/426763230128702260/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=426763230128702260' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/426763230128702260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/426763230128702260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2009/01/sobre-medicina-do-trabalhosade.html' title='Sobre a Medicina do Trabalho/Saúde Ocupacional'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-7413491695031227078</id><published>2009-01-19T00:16:00.003Z</published><updated>2009-01-19T00:19:46.631Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Decisão e Vontade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;(a)&lt;/strong&gt; Decidir é declarar a sua vontade. Eis uma asserção, sem dúvida, defensável na sua originalidade, por razões, assaz óbvias. Todavia, o que importa é saber em que sentido a Decisão política é uma Declaração. Deste modo, o que está comprometido é uma modalidade bem particular, ipso facto. Na verdade, estamos ante uma declaração que não incide sobre o estado efectivo do mundo exterior. Demais, não se trata, outrossim, de asseverar o que isso é da realidade, como numa declaração de roubo. Nem tão pouco, acerca de um dever ser, pois que, efectivamente, a recomendação, a autoridade moral não constituem decisões. Nem, outrossim, acerca do mundo interior do que declara a sua vontade. Não é questão na decisão dos seus desejos, das suas razões identicamente. Sim, evidentemente, os motivos ou os móbeis da decisão, quando, na verdade, outrossim, são enunciados, não fazem parte da decisão ela mesma. De feito, aliás, não constituem nisso, o máximo (quando muito), o preâmbulo e podem ajudar na sua compreensão respectiva. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(b)&lt;/strong&gt; Com efeito, obviamente, a decisão política como declaração incide sobre o futuro: assevera ao que será. Não o faz sobre o modo de vaticínio/prognóstico ou da previsão/presciência (não está vinculado nem ao necessário, nem ao provável), porém, da prescrição (enuncia de modo performativo: isso será assim porque eu assevero (asseveramos) que isso será assim). Neste sentido, parece fervorosamente próxima do Verbo Criador: “Que a luz se faça!”Este paralelo é, aliás, demasiado antigo: a summa potestas do poder político se, naturalmente equiparou à potência divina. De sublinhar, que se trata, aliás, de uma figura recorrente na retórica da soberania. No entanto e, sem embargo, este parentesco é, pelo menos, assaz capcioso, evidentemente. De feito, de consignar, que se potência divina se caracteriza pela sua dependência imediata (“E a luz se fez”), em contrapartida, o poder político de decidir é todo mediação: passa por se efectuar pela vontade dos que ele comanda. O efeito que ele requer é a obediência. É a obediência que cumpre a prescrição. O estudo desta mediação é, por conseguinte, bem singular, porquanto a obediência aparece concomitantemente como efeito e condição da prescrição: uma vez, a decisão seja executada, a obediência aparecerá como efeito da autoridade que a tomou, mesmo que seja ignorada, tornando a colocar em questão a autoridade, ela aparecerá com a sua condição.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(c)&lt;/strong&gt; Argumentar-se-á que este pode ser, outrossim, o caso da potência divina. Quando não se trata de criar, porém, proibir (“Não tocarás a árvore…”), é pela mediação da vontade humana que a autoridade divina visa se realizar, efectivamente. Requer, obviamente, uma obediência, facto que prova que possa ser transgredido. Todavia, exactamente, abrindo o espaço no qual esta obediência pode se realizar (o que denominar-se-á então liberdade), visto que a autoridade divina não releva da decisão, sim, ipso facto, do conselho, ou antes do imperativo. Por outro, faz da autoridade um motivo da obediência, pois que, pelo contrário, é a obediência como efeito da autoridade que requer a decisão política. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(d)&lt;/strong&gt; Prosseguindo, pedagogicamente, de anotar, que, na verdade, a desobediência à autoridade divina não coloca, de modo nenhum, em questão, a potência e, nem a autoridade de Deus. Opostamente, a desobediência generalizada esvazia a autoridade política de toda a sua consistência. E, raciocinando, no âmbito desta dinâmica, eis porque, a questão tão importante que se prende com o direito de resistência não consiste em saber se pode recusar uma decisão da autoridade política, porém, se pode desobedecer-lhe, pois que, efectivamente, o poder de decidir e não a decisão particular é, seguramente a aposta. Deste modo, se verifica, aliás, de novo que a generalidade se encontra essencialmente vinculada à decisão política. De feito, individual a transgressão permanece uma infracção, generalizada. Por seu turno, generalizada aniquila a autoridade. De sublinhar, outrossim avisadamente que a desobediência civil é uma acção política poderosa. E, explicitando adequadamente as coisas, não há dúvida nenhuma, que a abstenção, a sua forma, concomitantemente radical e a mais degradada, é susceptível de colocar em perigo o poder democrático, privando-o do seu fundamento, porquanto o voto é, antes de tudo, uma autorização. Além disso, mais ainda que o número dos que votam em seu favor, o número dos votantes contribui para a autoridade da Lei.&lt;br /&gt;Enfim e, em suma: se a autoridade divina e a autoridade política repercutem um no outro, pela obediência que exigem, para a liberdade dos a quem se dirigem é, na verdade, de modo sobremaneira dissemelhante. Com efeito, a desobediência/transgressão ou a revolta deixam intacta a autoridade divina, no entanto, aniquilam a autoridade política.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(e)&lt;/strong&gt; A decisão política, como autoridade/poder é, por conseguinte, simultaneamente autoridade à e autoridade de. Enuncia, aliás, de forma canónica, principiando pela designação expressa dos a quem se dirige e se requesta pelo enunciado da decisão tomada. Destas duas dimensões, isso é evidente, a primeira define o estatuto da segunda e faz da declaração da vontade uma decisão. Este ponto possui uma importância quão apreciável e, assaz notável, pois que indica o modo sobre o qual a Decisão Política mantém conexões com a problemática da vontade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(f)&lt;/strong&gt; Ser-se-ia tentado, com efeito, deixando-se levar pela definição, mais comum, da decisão (este acto pelo qual uma vontade se determina), analisar a decisão política como uma decisão que transformar-se-ia política no que ela se significaria num segundo tempo como autoridade dirigida para outras vontades. Porém, aparece, neste caso, em concreto, que a relação é inversa. Ou seja: não é antes porque ela se dirige a outrem, exigindo a sua obediência voluntária como a decisão política diz, primeiramente respeito à vontade?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(g)&lt;/strong&gt; Dito, destarte, de uma outra forma: o conceito da vontade que se encontra no esteio/fundamento no de decisão política não devolve, em primeiro lugar, à forma da subjectividade na sua conexão com o objecto (pretendo algo), no entanto, efectivamente à uma estrutura de inter-subjectividade (pretendo, pretendemos que veles). E, precisando apropriadamente, esta estrutura, em apreço e análise, é, outrossim, a da autoridade divina. Todavia, figura divina e figura política são, assaz dissemelhantes, como a monstra, aliás, a autoridade parental, num compromisso instável entre si, oscilando, ora de um lado, ora do outro: Faz-me obséquio, obedece! Na verdade, retomando o fio da nossa elocubração, de um certo modo, é porque ela constitui perante si vontades das quais ela exige a obediência como a decisão política, por um efeito de retorno, manifesta a decisão como expressão de uma vontade. Donde e daí, como relação e como acto de decisão política não admite a vontade de indivíduos pré-outorgados, sim, efectivamente, servindo-se como a sua co-construção.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(h)&lt;/strong&gt; Um dos efeitos mais perversos do poder é, realmente, assaz eloquente a esse respeito. É uma manifestação comum do servilismo como ultrapassar as ordens do que detém o poder, antecipando as suas tomadas de decisão, sobre a vaga expressão de um desejo, o sinal anunciador de uma intenção, a interpretação de um gesto ou de uma mímica, até o mero juízo que tal poderia constituir a sua decisão. O servilismo antecipa-se de uma autoridade que não formulou. O ser servil faz da vontade presumida de um outro uma autoridade para a sua própria vontade. É a sua vontade de consentir que faz uma decisão da vontade presumida do a quem pretende deleitar. Fazendo isto, manifesta, aliás, claramente que, na conexão de autoridade, é a vontade do que obedece que é constitutiva da à qual ele obedece.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(i)&lt;/strong&gt; E, rematando assertivamente, aparece, deste modo, que os dois conceitos e a vontade aos quais a noção de decisão política possui relações (por um lado, se define pelo seu objecto, o que é decidido, por outro pelos que ela coage) constituem uma relação que se poderia qualificar de contra intuição. De feito e, na verdade, enquanto ela exige a obediência dos que a quem ela se declara como decisão que a decisão política se manifesta como expressão de uma Vontade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 18 Janeiro 2009.&lt;br /&gt;KWAME KONDÉ&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-7413491695031227078?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/7413491695031227078/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=7413491695031227078' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/7413491695031227078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/7413491695031227078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2009/01/deciso-e-vontade.html' title='Decisão e Vontade'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-1936224024051249797</id><published>2009-01-07T00:38:00.000Z</published><updated>2009-01-07T00:40:36.476Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Vivendo a Vida e a Existência, Na sua Essência primordial…</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Noite de profundo amor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;            E de doçura fúnebre,&lt;br /&gt;            Que brota no topo da montanha, &lt;strong&gt;amarga&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;            No passo sombrio dos &lt;strong&gt;guerreiros&lt;/strong&gt;,&lt;br /&gt;            Desces, &lt;strong&gt;dor negra&lt;/strong&gt;,&lt;br /&gt;            Do mais elevado nada, &lt;strong&gt;nua&lt;/strong&gt;,&lt;br /&gt;            Num perfume de pranto,&lt;br /&gt;            Com armadura d’ouro e de delito &lt;strong&gt;firmado&lt;/strong&gt;,&lt;br /&gt;            &lt;strong&gt;Obscura&lt;/strong&gt;, esperando a &lt;strong&gt;aurora fria&lt;/strong&gt;, amada. Eis, então&lt;br /&gt;Que convocas ante os meus olhos (os nossos olhos),&lt;br /&gt;            O &lt;strong&gt;coro remoto dos mortos&lt;/strong&gt; trespassado por sofrimentos loucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não perdoais os virtuosos mortos,&lt;br /&gt;                        Ainda &lt;strong&gt;luzentes&lt;/strong&gt;,&lt;br /&gt;Para cavais as clareiras,&lt;br /&gt;                        Onde o &lt;strong&gt;Sangue&lt;/strong&gt;, à espera,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cobre roseirais edénicos? ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                    Lisboa, 09 Novembro de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                KWAME KONDÉ&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-1936224024051249797?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/1936224024051249797/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=1936224024051249797' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/1936224024051249797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/1936224024051249797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2009/01/vivendo-vida-e-existncia-na-sua-essncia.html' title='Vivendo a Vida e a Existência, Na sua Essência primordial…'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-2322451364465673564</id><published>2009-01-07T00:32:00.000Z</published><updated>2009-01-07T00:36:44.563Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Da Política (2)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;(I) Ainda, no âmbito, da Noção/Conceito/Definição de Política,&lt;br /&gt;Para principiar adequadamente esta “Posta”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(A) É um facto assente, que os filósofos da Política, desde PLATÃO e ARISTÓTELES esforçaram-se por investigar assertivamente os fundamentos e os fins do Poder e, na sequência, propuseram, muitas vezes, formas ideais de organização da Cidade. A um nível mais modesto, denomina-se Política à acção do Governo, num domínio determinado (política social, económica, etc.), ou ainda, a luta quotidiana pelo Poder.&lt;br /&gt;(B) Com efeito, a Ordem e a Segurança constituem necessidades vitais de qualquer comunidade humana, sejam quais forem, as suas estruturas ou o seu grau de evolução. Donde e daí, na verdade, mesmo nas Sociedades primitivas encontramos uma organização capaz de assegurar a Ordem interna e a Segurança externa. Como se pode perceber constituem estas Noções fundamentais a própria essência da Política, concretamente na sua acepção etimológica, ou seja: “Organização da Cidade”.&lt;br /&gt;(C) Todavia, a Economia e a Educação, bem assim, como a Religião e a Cultura, que caracterizam identicamente a Sociedade humana, são influenciadas pelo exercício do poder e, por conseguinte, pela própria Política, evidentemente.&lt;br /&gt;(D) Por seu turno, o Estudo das modalidades de atribuição e de exercício respectivo deste poder constitui o objecto central da Ciência Política. Esta, por sua vez, examina, em particular, o funcionamento dos diversos tipos de regime (autoritários ou liberais), o papel de determinados grupos, nomeadamente, os partidos ou os sindicatos, em cotejo, com o poder, outrossim e, ainda, a atitude dos cidadãos face a este último (obviamente), etc. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(II) Nos meandros da Decisão Política:&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(1) Que a Política seja, por excelência, o lugar da decisão, isto parece, assaz evidente. Destarte achar-se-ia seduzido ver aí, com efeito, as questões essenciais e recorrentes que constituem o campo da filosofia política. E, indagando ponderadamente, no âmbito desta dinâmica, na verdade: ---Se a Política, com efeito, se outorga como esfera de decisão, a noção genuinamente de decisão não está ela no seu fundo?&lt;br /&gt;---Desde que seja questão de uma decisão política e de um poder de decidir, decidir não poderia unicamente significar Vontade/intenção.&lt;br /&gt;Eis porque, efectivamente e, por conseguinte, estamos ante, uma conexão política, que é constitutiva da decisão. Destarte, que a Política esteja subjacente à noção comum de decisão, aliás, o vocabulário ordinário (do “império sobre si” da língua clássica à “independência” da linguagem contemporânea), o sugere clara e manifestamente. De feito, a noção de decisão política comporta, deste modo, uma espécie de circularidade, pois que a decisão é, suposta designar a essência da Política e a política constituir o paradigma da decisão. Assim, como lastrada do lado da positividade pela referência implícita à potência que ela envolve, a Decisão Política é, por conseguinte, marcada, na ordem conceptual por uma espécie de fragilidade de constituição.&lt;br /&gt;(2) Deste modo et pour cause, para principiar adequadamente, vamos admitir a seguinte hipótese, ou seja, uma decisão política é decisão cujo o objecto é eminentemente político, melhor dito, uma decisão assumida, no âmbito político. Nesta perspectiva, a noção de decisão é então assumida, numa acepção sobremodo lata (a decisão política resulta de uma noção geral da decisão), pois que é, efectivamente, do lado do seu objecto que ela encontra a sua delimitação. Distinguir-se-á, por conseguinte, das decisões que poderiam possuir outros objectos, dizer respeito a outros domínios. Neste sentido, falar-se-á, por exemplo, de decisões económicas ou jurídicas, quiçá morais, até mesmo técnicas.&lt;br /&gt;(3) Haverá então, no âmbito do Direito, uma teoria geral da decisão, como teoria da decisão em geral e das aplicações desta teoria da decisão em diversos domínios, do qual a Política. De consignar, que, efectivamente, uma tal perspectiva possui, na verdade, uma consistência: Sim, existe uma Teoria geral da decisão, originariamente elaborada no horizonte da Ciência económica, formalizada, de modo lógico-matemático e aplicada no quadro de grandes pensamentos políticos contemporâneos.&lt;br /&gt;(4) De anotar, outrossim, que dos seus pressupostos teóricos e da sua origem histórica respectiva, profundamente ancorados no solo das teorias económicas das quais procedem, estes pensamentos encasulam três características peculiares e fundamentais, designadamente:&lt;br /&gt;---Pensam as decisões colectivas como coalescências de decisões individuais, construídas sobre o paradigma da escolha e postulam a equivalência das noções de escolha e de decisão;&lt;br /&gt;---Pensam a escolha decisional como processo de hierarquização racional de preferências.&lt;br /&gt;---Enfim e, em suma: se definem, por conseguinte, elas mesmas, como teorias da escolha racional.&lt;br /&gt;De anotar, que encontrar-se-á estas características nas teorias morais como corolários.&lt;br /&gt;Importante consignar que a pragmática de “partir de la décision conduira donc à penser la décision politique comme dérivée de décisions individuelles ».&lt;br /&gt;(5) Todavia, é de toda uma outra maneira que se pode encarar a relação da Política com a decisão, pois que asseverar de uma decisão que ela é política pode, tudo, afinal, significar que a decisão, ela, em si mesma, é de natureza política. Já não é, então, o objecto da decisão que é político, sim, efectivamente, a decisão política que poder-se-á asseverar: politiza o seu objecto. Já não é a preferência que faz a decisão, sim, efectivamente, a capacidade em fazer valer esta preferência, obviamente. Deste modo, Política será então, esta decisão que possui valor executório: por isso, é necessário entender que ela é uma vontade que vale para outras vontades e deste facto é realmente efectiva. E, de anotar, com ênfase, que estes dois elementos são indissociáveis. É, outrossim, seu poder determinar outras vontades para lhe obedecer, que faz da vontade política uma decisão. Demais, no fundo, no fundo é da obediência que ela extrai a sua efectividade.&lt;br /&gt;(6) De feito, o Poder de mandar/governar que é o seu, faz da sua vontade, uma decisão e desta uma realidade. A vontade que comanda, a vontade decisiva é a vontade soberana, como vontade superior, a que a transporta. Esta tese, diversamente modulada, desempenha um papel maior no âmbito da Filosofia política hodierna. Demais, não implica necessariamente uma conexão de dominante/dominador à dominado: o conceito da democracia, pelo contrário, implica a identidade do que decide e do para quem vale a decisão. Na verdade, não releva forçosamente da dependência pessoal, pois que a decisão pode ser colectiva e assumir o carácter de Lei. Deste modo, eis porque, não permanece menos, no seu próprio conceito de autoridade. Assim, efectivamente: partir da política conduzirá, por conseguinte, a pensar a decisão, não em termos de escolha racional preferencial, porém de vontade habilitada para governar as demais outras vontades.&lt;br /&gt;(7) A decisão política pode, por conseguinte, ser abordada sob o ângulo do poder de decidir ou de processo de decisão, do comando da deliberação. Vê-se, deste modo, que se comprometer, numa ou noutra destas vias, pensar a decisão como escolha ou como comando, equivaleria à postular teses robustas e, sobremodo, distintas quanto à natureza da decisão como resultado de um processo provindo de vontades individuais Eis porque, nesta dinâmica, o espaço político se assume, então, como um autêntico espaço de deliberação.&lt;br /&gt;(8) Evidentemente, destarte, definir a decisão como comando/autoridade, significa conceber o poder político como poder para uma vontade capaz de coagir outras vontades. Donde então, a vontade ser a condição de primeira e estruturante do espaço político que constitui.&lt;br /&gt;(9) Demais, de consignar, outrossim, que nada, a priori, não proíbe, nem garante, que estas duas vias possam se conjugar. Poder-se-ia asseverar que, na sua acepção corrente, a noção moderna de democracia (particularmente, a democracia parlamentar) assenta, num conceito da decisão como vontade (é a soberania do Povo) e se utiliza como processo de escolha racional preferencial (é o modelo do debate democrático). Porém, esta conjugação, supondo que se lhe possa reconhecer uma consistência, implica a polarização da noção de decisão: como escolha racional e como soberana. Pode-se, identicamente, assinalar e especificar que se encontra suspensa por uma noção equívoca da vontade e por uma distinção do entendimento e da vontade da qual é permitido interpelar os pressupostos e a pertinência política. Tudo isto significa fazer trabalhar a fragilidade conceptual da noção de decisão Política, não para colmatar o que vamos experimentar.&lt;br /&gt;(10) Assim, se encontra configurado um sistema de duplo constrangimento. Deste modo, em vez de tratar a decisão política como decisão aplicada à Política e inscrever a análise, no contexto pressuposto de uma teoria geral da decisão, o que se impõe, é, evidentemente, avançar para algo de mais consistente e de fundamento, dialecticamente consequente, ou seja: dar forma a um conceito propriamente político da decisão. De feito, é pelo contrário, analisando a noção da decisão política que se experimentará colocar em questão esta polarização. Quiçá, encontrar-se-á aí um expediente susceptível de repor em obra, afinal, a noção de decisão como a de Política.&lt;br /&gt;E, rematando, assertivamente, temos então que esta escolha metodológica sobrepõe reptos e desafios importantes para a Filosofia política, ou seja:&lt;br /&gt;---Pode-se pensar a decisão política como processo de deliberação sem a derivar da escolha preferencial dos indivíduos?&lt;br /&gt;---Pode-se pensar uma racionalidade propriamente política da decisão?&lt;br /&gt;Eis, efectivamente, as vias que, urge explorar, porquanto vale a pena, por razões e motivos, assaz óbvios…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 04 Dezembro 2009.&lt;br /&gt;KWAME KONDÉ &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-2322451364465673564?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/2322451364465673564/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=2322451364465673564' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/2322451364465673564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/2322451364465673564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2009/01/da-poltica-ii.html' title='Da Política (2)'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-25070145146011964</id><published>2009-01-02T21:41:00.000Z</published><updated>2009-01-07T00:37:04.579Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Da Política (1)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;A comunidade política e a autoridade pública &lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Têm o seu fundamento na Natureza humana…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Todos os cidadãos, sem excepção, têm o dever de &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Tomar parte na actividade política, entendida como&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Serviço para o bem comum.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;A autoridade pública, por sua vez, tem, outrossim, o&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Dever de guiar e coordenar, respeitando os direitos das&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Pessoas e das comunidades intermédias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;(&lt;b&gt;I&lt;/b&gt;)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Com efeito, &lt;b&gt;Muitos &lt;/b&gt;desconfiam da &lt;b&gt;Política&lt;/b&gt;, preferindo-se manter à distância. &lt;b&gt;Outros &lt;/b&gt;entram nela para fortalecerem &lt;b&gt;interesses pessoais&lt;/b&gt; ou de &lt;b&gt;grupo&lt;/b&gt;. &lt;b&gt;Demais outros&lt;/b&gt;, por fim, fazem disso uma espécie de &lt;b&gt;messianismo&lt;/b&gt;, por pretenderem libertar o &lt;b&gt;Homem&lt;/b&gt; de todos os seus males (…).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Todavia, o que é facto é que a &lt;b&gt;acção política autêntica &lt;/b&gt;é sinónimo de &lt;b&gt;Serviço para o bem comum&lt;/b&gt;, por isso mesmo, deve ser exercida e assumida, com a mais elevada transparência e competência possível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Na sua essência primordial, o &lt;b&gt;bem comum &lt;/b&gt;de uma &lt;b&gt;população&lt;/b&gt; consiste “no conjunto de condições de vida social que permitem aos indivíduos, famílias e associações alcançarem mais plena e facilmente a própria perfeição”. Engloba, outrossim, todos os &lt;b&gt;direitos fundamentais da pessoa&lt;/b&gt;, os &lt;b&gt;valores morais&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;culturais&lt;/b&gt; que constituem &lt;b&gt;objecto de consenso geral&lt;/b&gt;, as &lt;b&gt;estruturas &lt;/b&gt;e as &lt;b&gt;leis de conveniência&lt;/b&gt;, a &lt;b&gt;prosperidade &lt;/b&gt;e &lt;b&gt;segurança&lt;/b&gt;: A sua &lt;b&gt;figura histórica global&lt;/b&gt; é &lt;b&gt;mutável&lt;/b&gt; e tem de ser incessantemente definida, consoante, as &lt;b&gt;exigências da liberdade e da solidariedade&lt;/b&gt;. É, efectivamente, em função desse &lt;b&gt;bem&lt;/b&gt; que existe a &lt;b&gt;comunidade política&lt;/b&gt;. Eis porque, todos, sem excepção, devem contribuir para a sua &lt;b&gt;implantação&lt;/b&gt;, a mais consentânea e consequente possível, com &lt;b&gt;empenhamento perseverante e decidido&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Por outro, se antolha, assaz percuciente, sublinhar que os &lt;b&gt;Cidadãos &lt;/b&gt;são concomitantemente, &lt;b&gt;destinatários e protagonistas da Política&lt;/b&gt;. São, destarte, &lt;i&gt;ipso facto&lt;/i&gt;, coagidos em consciência a observar as leis verdadeiramente &lt;b&gt;justas &lt;/b&gt;e &lt;b&gt;equitativas&lt;/b&gt;. Têm, outrossim e, ainda, o &lt;b&gt;direito-dever&lt;/b&gt; de aprovar ou não, o sistema político, eleger os governantes e controlar o seu trabalho e desempenho respectivo. Inseridos nas comunidades intermédias e nas associações, devem, outrossim e, ainda, participar na &lt;b&gt;gestão &lt;/b&gt;de numerosos serviços, sobretudo, nos sectores e áreas da &lt;b&gt;Educação&lt;/b&gt;, da &lt;b&gt;Cultura&lt;/b&gt;, da &lt;b&gt;Saúde &lt;/b&gt;e da &lt;b&gt;Assistência&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;De salientar, que a &lt;b&gt;legitimidade &lt;/b&gt;de um &lt;b&gt;governo &lt;/b&gt;mede-se pela sua &lt;b&gt;capacidade de respeitar &lt;/b&gt;e de &lt;b&gt;apoiar os direitos das pessoas &lt;/b&gt;e, identicamente, dos &lt;b&gt;sujeitos sociais intermédios&lt;/b&gt;. De feito, os bons governantes são os que exercem o poder a favor do &lt;b&gt;Povo &lt;/b&gt;e com o &lt;b&gt;Povo&lt;/b&gt;, pois que, na verdade, a autoridade é “vicária da multidão”. É evidente, aliás, que a possibilidade de participação é diferente, conforme as &lt;b&gt;condições culturais &lt;/b&gt;e as &lt;b&gt;situações históricas&lt;/b&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Enfim, é necessário haver sempre um &lt;b&gt;governo da sociedade &lt;/b&gt;que, não se limita a servir de intermediário dos interesses privados: &lt;b&gt;Sim&lt;/b&gt;, é necessário, efectivamente, que este governo em questão&lt;b&gt; saiba &lt;/b&gt;enquadrar o &lt;b&gt;pluralismo &lt;/b&gt;dentro de regras precisas e guiá-lo para &lt;b&gt;objectivos históricos &lt;/b&gt;e bem &lt;b&gt;concretos&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Finalmente, quanto ao &lt;b&gt;exercício da autoridade&lt;/b&gt;, só conseguem governar correctamente aqueles que “não olham para o poder da categoria em si mesmo, mas para a igualdade de condições e não gozam por ocuparem lugares superiores, mas por fazerem o bem aos outros”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;(&lt;b&gt;II&lt;/b&gt;)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;Da Noção de Política&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;E, em jeito de oportuna &lt;b&gt;Nota Prévia&lt;/b&gt;:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Na verdade, no âmbito etimológico, o &lt;b&gt;Lexema Política &lt;/b&gt;é oriundo do vocábulo grego &lt;i&gt;“polis”&lt;/i&gt;que significa “a cidade”, que por seu turno, era na &lt;b&gt;Grécia antiga &lt;/b&gt;o &lt;b&gt;modelo de sociedade &lt;/b&gt;mais espalhado. Representava, efectivamente, o &lt;b&gt;conjunto dos cidadãos &lt;/b&gt;de uma cidade, que possuíam &lt;b&gt;direitos específicos &lt;/b&gt;e, bem &lt;b&gt;codificados&lt;/b&gt;, salvo os que aí viviam, mas que não haviam, aí nascidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;De feito, na sua essência primordial, a &lt;b&gt;cidade &lt;/b&gt;era uma comunidade organizada, que assentava numa vontade de viver em comum, com regras comuns, a fim de fazer sempre prevalecer o &lt;b&gt;interesse geral&lt;/b&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;No fundo, no fundo, aliás, a &lt;b&gt;Política &lt;/b&gt;define e serve-se dos &lt;b&gt;princípios das relações &lt;/b&gt;entre governantes e governados. Enfim e, em suma: corresponde à “arte e a prática do governo nas sociedades humanas”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="FR"  style="font-size:14;"&gt;La politique consiste dans la volonté de conquête&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="FR"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Et de conservation du pouvoir", &lt;b&gt;Paul VALÉRY&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="FR"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;(1871-1945), escritor francês.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="FR"  style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-LEFT: 56.25pt; TEXT-INDENT: -21pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;(1)&lt;span style="font-family:';font-size:7;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;A &lt;b&gt;Política &lt;/b&gt;é uma &lt;b&gt;actividade humana&lt;/b&gt;. Neste aspecto, reflecte o &lt;b&gt;conjunto das aspirações &lt;/b&gt;e, outrossim dos defeitos e das imperfeições dos seres humanos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-LEFT: 56.25pt; TEXT-INDENT: -21pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;(2)&lt;span style="font-family:';font-size:7;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;A &lt;b&gt;Política &lt;/b&gt;se ocupa dos assuntos públicos, apoiando-se nas instituições outorgadas ou a estabelecer e instaurar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-LEFT: 56.25pt; TEXT-INDENT: -21pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;(3)&lt;span style="font-family:';font-size:7;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;Donde, por conseguinte, a &lt;b&gt;Política &lt;/b&gt;não é forçosamente uma actividade moral. Nos Séculos &lt;b&gt;XVII &lt;/b&gt;e &lt;b&gt;XVIII&lt;/b&gt;, a &lt;b&gt;política &lt;/b&gt;fazia parte da moral, na medida em que perseguia objectivos ponderados e justos em si mesmo (justiça social, segurança individual…). Opostamente, nas aplicações hodiernas, o acento é colocado sobre a prática, ou seja, a &lt;b&gt;lógica da política &lt;/b&gt;não é a moral e, deste modo, não se pode fazer política, se afiançando que se será inevitavelmente justo e equitativo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-LEFT: 56.25pt; TEXT-INDENT: -21pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;(4)&lt;span style="font-family:';font-size:7;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;Numa &lt;b&gt;Democracia&lt;/b&gt;, a &lt;b&gt;Política &lt;/b&gt;deve-se apoiar sobre um &lt;b&gt;debate organizado&lt;/b&gt;, procurando a redução das oposições pela deliberação e a discussão. Deste modo, obviamente não é uma síntese de dissemelhantes lógicas e opiniões. Traduz antes a &lt;b&gt;posição da maioria dos membros de uma Sociedade&lt;/b&gt;, tal como pôde ser exarada nas instituições que constituem a &lt;b&gt;sede de debates&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-LEFT: 56.25pt; TEXT-INDENT: -21pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;(5)&lt;span style="font-family:';font-size:7;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;Com efeito &lt;i&gt;et pour cause&lt;/i&gt;, não existe cumprimento das decisões do poder sem legitimidade. Nesta perspectiva, o &lt;b&gt;decisor político &lt;/b&gt;deve, por conseguinte, se apoiar na &lt;b&gt;tradição&lt;/b&gt;, no seu &lt;b&gt;carisma&lt;/b&gt; ou melhor ainda na &lt;b&gt;razão &lt;/b&gt;e nas &lt;b&gt;leis &lt;/b&gt;(legitimidade racional-legal, conforme os ensinamentos da lavra do economista e sociólogo alemão, &lt;b&gt;Max WEBER &lt;/b&gt;(1864-1920), visando, destarte, obter uma &lt;b&gt;evolução da Sociedade&lt;/b&gt; consoante o seu &lt;b&gt;projecto&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-LEFT: 58.5pt; TEXT-INDENT: -23.25pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;(A)&lt;span style="font-family:';font-size:7;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;De acordo com o filósofo grego &lt;b&gt;PLATÃO&lt;/b&gt; (427-347), a &lt;b&gt;Política &lt;/b&gt;é um saber teórico. Esta abordagem leva a supor concebíveis, a &lt;b&gt;concepção &lt;/b&gt;e a &lt;b&gt;construção &lt;/b&gt;de uma &lt;b&gt;política ideal&lt;/b&gt;, consoante ao &lt;b&gt;um ideal de Justiça &lt;/b&gt;e de &lt;b&gt;razão&lt;/b&gt;. Por seu turno, o escritor e político italiano, &lt;b&gt;Nicolau MAQUIAVEL &lt;/b&gt;(1469-1527), pelo contrário, defende, concretamente, na sua famigerada obra &lt;i&gt;O Príncipe &lt;/i&gt;que a &lt;b&gt;Política &lt;/b&gt;é uma arte prática, um conjunto de técnicas e de conluios e conspirações, visando a tomada e a conservação do Poder.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-LEFT: 58.5pt; TEXT-INDENT: -23.25pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;(B)&lt;span style="font-family:';font-size:7;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;De consignar, que esta &lt;b&gt;oposição &lt;/b&gt;se encontra na distinção, frequentemente efectuada entre “o” político e “a” política. Nesta perspectiva, o &lt;b&gt;político &lt;/b&gt;constitui o lugar da teoria, do discurso racional acerca do sentido da evolução de um grupo social. Por sua vez, a &lt;b&gt;Política &lt;/b&gt;situar-se ia num grau muito inferior: o lugar dos conflitos, das lutas de influência, dos combates. Ora, esta distinção é, sem dúvida nenhuma, mais uma diferença de acento do que uma verdadeira e autêntica oposição. Existe, efectivamente, um &lt;b&gt;constante vai-e-vem &lt;/b&gt;enrtre as duas noções, ou seja, o &lt;b&gt;Político&lt;/b&gt; não pode ignorar o real e a contingência; reciprocamente, uma &lt;b&gt;Política &lt;/b&gt;que se limita a gerir, o dia-a-dia, as dificuldades está votada, &lt;i&gt;ab initio&lt;/i&gt;, ao malogro/fracasso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-LEFT: 58.5pt; TEXT-INDENT: -23.25pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;(C)&lt;span style="font-family:';font-size:7;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;De feito, &lt;b&gt;toda Política&lt;/b&gt; dialecticamente consequente, exige uma definição perspícua e objectiva de &lt;b&gt;objectivos&lt;/b&gt;, transitando para além do quotidiano e, outrossim, uma &lt;b&gt;reflexão sazonada &lt;/b&gt;acerca do que ela deveria ser. De anotar, que a &lt;b&gt;política &lt;/b&gt;maneia sobre dois &lt;b&gt;registros transitórios&lt;/b&gt;, designadamente:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-LEFT: 89.25pt; TEXT-INDENT: -18pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;a.&lt;span style="font-family:';font-size:7;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;O &lt;b&gt;instantâneo&lt;/b&gt;, na medida em que &lt;b&gt;uma política &lt;/b&gt;se constrói a partir de &lt;b&gt;decisões instantâneas &lt;/b&gt;e &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-LEFT: 89.25pt; TEXT-INDENT: -18pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;b.&lt;span style="font-family:';font-size:7;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;A &lt;b&gt;duração&lt;/b&gt;, porquanto a &lt;b&gt;política implica Deliberações&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Debates&lt;/b&gt; e, propende em organizar a &lt;b&gt;Sociedade&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-LEFT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;(D) Enfim, recorrer a &lt;b&gt;acções coerentes&lt;/b&gt;, num domínio dado, experimentar resolver &lt;b&gt;problemas concretos &lt;/b&gt;que se colocam na &lt;b&gt;esfera pública &lt;/b&gt;assenta numa &lt;b&gt;concepção organizada do Mundo &lt;/b&gt;e dos &lt;b&gt;valores&lt;/b&gt;. Donde e daí, efectivamente, uma &lt;b&gt;política &lt;/b&gt;se determina em função da percepção que o &lt;b&gt;decisor político &lt;/b&gt;possui da &lt;b&gt;Sociedade&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-LEFT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-LEFT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-LEFT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-LEFT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-LEFT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;E, rematando pertinente e ponderadamente, temos, então, que:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-LEFT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;A &lt;b&gt;Política &lt;/b&gt;tem por objectivo o &lt;i&gt;governo &lt;/i&gt;das sociedades humanas. A sua execução implica, por conseguinte, &lt;b&gt;escolhas&lt;/b&gt;. Visa, outrossim e, sobretudo à &lt;b&gt;execução das decisões &lt;/b&gt;tomadas e à &lt;b&gt;estabilidade do Poder&lt;/b&gt; investido. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-LEFT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-LEFT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;Lisboa, 02 Janeiro 2009.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-LEFT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;KWAME KONDÉ&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-25070145146011964?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/25070145146011964/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=25070145146011964' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/25070145146011964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/25070145146011964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2009/01/da-poltica.html' title='Da Política (1)'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-7318304341374021895</id><published>2008-12-31T00:16:00.000Z</published><updated>2008-12-31T00:18:33.050Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>A Educação como descoberta da vocação pessoal</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFragoso%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 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                            &lt;/span&gt;industrie, c’est qu’elle a honte, c’est qu’elle a peur de &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: right; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;                             &lt;/span&gt;s’enseigner elle-même ; pour toute humanité, enseigner, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: right; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;                             &lt;/span&gt;au fond, c’est enseigner ; une société qui n’enseigne pas,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: right;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;                             c’est une société qui ne s’aime pas, qui ne s’estime pas"&lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: right;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;                                      &lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;Charles PÉGUY &lt;/b&gt;(1873-1914), escritor francês.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 38.25pt; text-align: justify; text-indent: -20.25pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;(1)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;Não há dúvida nenhuma, que a &lt;b style=""&gt;reflexão filosófica&lt;/b&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;é eminentemente “análise criadora”. De consignar, avisadamente que é necessário partir do &lt;b style=""&gt;todo em filosofia&lt;/b&gt;, pois que, o &lt;b style=""&gt;todo &lt;/b&gt;nos é outorgado, à primeira vista. A nós compete saber incorporá-lo, assimilando-o proficuamente para além dos saberes sectoriais, especializados que são os nossos. De anotar, outrossim e, ainda, que a &lt;b style=""&gt;interiorização &lt;/b&gt;é análise desta &lt;b style=""&gt;totalidade inicial&lt;/b&gt;, pois que a análise é a própria &lt;i style=""&gt;démarche &lt;/i&gt;da &lt;b style=""&gt;criação filosófica&lt;/b&gt;. Aqui, ou seja, neste caso, em concreto, se ultrapassa, aliás, o quadro do ensino da filosofia. Todavia, não vai mais além, a não ser que se consegue contribuir para fazer tomar consciência aos alunos que a &lt;b style=""&gt;filosofia é um todo&lt;/b&gt; do qual devem aprender alguns elementos para poder ulteriormente transformar em seu proveito próprio, o que significa ter êxito numa &lt;b style=""&gt;tarefa&lt;/b&gt;, quão árdua e, quão difícil. Deste modo &lt;i style=""&gt;et pour cause&lt;/i&gt;, se contribuiu, efectivamente, para uma real &lt;b style=""&gt;Educação do Homem&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 38.25pt; text-align: justify; text-indent: -20.25pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;(2)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;De anotar, antes de mais, que a &lt;b style=""&gt;experiência concreta da Pedagogia filosófica&lt;/b&gt; é sempre uma experiência de frustração para o docente, que mede, concomitantemente, a &lt;b style=""&gt;exigência da Totalidade da Filosofia &lt;/b&gt;em si e de per si e o pouco de resultado que obtém dos alunos que permanecem demasiado alheios à &lt;b style=""&gt;profundidade da &lt;/b&gt;&lt;i style=""&gt;démarche &lt;/i&gt;&lt;b style=""&gt;filosófica&lt;/b&gt;. Enfim, de acentuar, todavia, que através da &lt;b style=""&gt;decepção momentânea &lt;/b&gt;é uma grande e nobre tarefa que se cumpriu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 38.25pt; text-align: justify; text-indent: -20.25pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;(3)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;Sim&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;, efectivamente, os que ensinam a &lt;b style=""&gt;Filosofia &lt;/b&gt;não mensuram a &lt;b style=""&gt;eficácia do seu ensino&lt;/b&gt;, assim como, quando reflectimos, não estamos nós próprios habilitados da nossa &lt;b style=""&gt;originalidade&lt;/b&gt; por si mesma. Porém, pode-se ter a esperança de aí chegar, na condição, contudo, de não fazer disso um objectivo fundamental, porquanto, na realidade, o &lt;b style=""&gt;único objectivo fundamental &lt;/b&gt;é a &lt;b style=""&gt;Verdade&lt;/b&gt;, pois que é, a &lt;b style=""&gt;única coisa &lt;/b&gt;que nos possa outorgar a força susceptível de superar todos os obstáculos, &lt;b style=""&gt;obstáculos inumeráveis&lt;/b&gt;, que, aliás, são &lt;b style=""&gt;inerentes &lt;/b&gt;ao &lt;b style=""&gt;Pensamento filosófico &lt;/b&gt;e que nada poderá fazer desaparecer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 38.25pt; text-align: justify; text-indent: -20.25pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;(4)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;Todavia, o &lt;b style=""&gt;acto filosófico &lt;/b&gt;transporta em si mesmo, a &lt;b style=""&gt;marca &lt;/b&gt;da “qualidade principal do Homem”, ou seja, a &lt;b style=""&gt;capacidade de se superar a si próprio&lt;/b&gt;. Donde, aliás, as dificuldades particulares da &lt;b style=""&gt;reflexão filosófica abstracta &lt;/b&gt;não devem fazer olvidar o &lt;b style=""&gt;valor peculiar &lt;/b&gt;e &lt;i style=""&gt;sui generis&lt;/i&gt;, de &lt;b style=""&gt;cada ser humano&lt;/b&gt;. Demais, é perfeitamente possível que, lá onde o &lt;b style=""&gt;saber&lt;/b&gt; não passa, se transmite um ensino profundo, concreta e obviamente, a &lt;b style=""&gt;aprendizagem de valor humano&lt;/b&gt;. &lt;b style=""&gt;Sim&lt;/b&gt;, no fundo, no fundo, a &lt;b style=""&gt;responsabilidade pessoal constitui matéria&lt;/b&gt; para &lt;b style=""&gt;Educação&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 38.25pt; text-align: justify; text-indent: -20.25pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;(5)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;Vale a pena, trazer à colação, por razões óbvias, os avisados &lt;b style=""&gt;ensinamentos &lt;/b&gt;do psicanalista inglês,&lt;b style=""&gt; Donnald W. WINNICOTT &lt;/b&gt;(1896-1971), o mais assisado e esclarecido dos psicólogos da criança do Século XX pretérito, pois que, de feito, soube asseverar claramente que não havia educação que não se fundamente na &lt;b style=""&gt;Ideia de responsabilidade&lt;/b&gt;. Opostamente, à &lt;b style=""&gt;tendência &lt;/b&gt;que visava em extrair da psicanálise freudiana uma doutrina naturalista que privaria o indivíduo da sua responsabilidade moral, &lt;b style=""&gt;WINNICOTT&lt;/b&gt; mostrou, mera e simplesmente que a criança de mama possuía uma responsabilidade relativamente à sua mãe e que a &lt;b style=""&gt;tarefa formadora e orientadora &lt;/b&gt;consistia em fazer-lhe tomar consciência da sua responsabilidade com respeito a outrem. Com efeito, suprimir a criança toda responsabilidade, significa, &lt;i style=""&gt;ipso facto&lt;/i&gt;, recusar-lhe a dignidade de ser humano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 38.25pt; text-align: justify; text-indent: -20.25pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;(6)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;Donde, &lt;i style=""&gt;ipso facto&lt;/i&gt;, a &lt;b style=""&gt;tarefa educativa&lt;/b&gt;, edificada sobre esta &lt;b style=""&gt;necessidade de educar a criança no sentimento da sua responsabilidade&lt;/b&gt;, consiste precisamente em encontrar o &lt;b style=""&gt;justo equilíbrio&lt;/b&gt; entre uma ausência total de responsabilidade e uma responsabilidade demasiado árdua e excessiva. De feito, oprimir a criança com uma responsabilidade à qual não pode fazer face e que não possui as forças morais conducentes a uma assunção efectiva, é completamente outrossim, assaz nocivo para a &lt;b style=""&gt;Educação&lt;/b&gt; da sua personalidade como reputá-la inocente de todo. O &lt;b style=""&gt;sentimento da responsabilidade&lt;/b&gt;, que faz parte do &lt;b style=""&gt;orgulho humano&lt;/b&gt;, torna patológico se ele se transforma em sentimento obsidiante de culpabilidade. Enfim, de consignar, com ênfase, que a &lt;b style=""&gt;função da Educação é sempre pessoal &lt;/b&gt;e, eis porque, obviamente, se pode cometer erros à partir de bons princípios, porquanto se trata de adaptar os princípios ao caso particular.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 38.25pt; text-align: justify; text-indent: -20.25pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;(7)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;À guisa de &lt;b style=""&gt;remate e conclusão pertinente&lt;/b&gt;, temos, então, efectivamente, que uma &lt;b style=""&gt;Educação conseguida é &lt;/b&gt;a que terá permitido a &lt;b style=""&gt;todos &lt;/b&gt;(individualmente e, não só) &lt;b style=""&gt;encontrar a vocação&lt;/b&gt; que lhe é &lt;b style=""&gt;próprio&lt;/b&gt;, &lt;b style=""&gt;peculiar &lt;/b&gt;e &lt;i style=""&gt;sui generis&lt;/i&gt;. Por seu turno, o termo &lt;b style=""&gt;vocação&lt;/b&gt; tem sido trivialmente utilizado exclusive no domínio religioso ou profissional. Todavia, pode se entender numa acepção mais lata, como o &lt;b style=""&gt;sentimento de unidade da pessoa &lt;/b&gt;através das suas diversas e variegadas actividades. De salientar, no âmbito desta dinâmica humana, que realmente os &lt;b style=""&gt;desejos &lt;/b&gt;e as &lt;b style=""&gt;possibilidades &lt;/b&gt;de uma &lt;b style=""&gt;criança&lt;/b&gt; são infinitamente mais numerosos que o que ela pode realizar. Eis porque, &lt;i style=""&gt;ipso facto&lt;/i&gt;, o &lt;b style=""&gt;papel da Educação &lt;/b&gt;é de proceder de modo que o que ela realiza, lhe outorga mais &lt;b style=""&gt;satisfação pessoal&lt;/b&gt; e que não lhe causa frustração, nem, outrossim, a sensação de sacrifício do que ela não pode realizar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 38.25pt; text-align: justify; text-indent: -20.25pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;(8)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;Existe, efectivamente, por outro, um &lt;b style=""&gt;problema de escolha &lt;/b&gt;à raiz do problema da vocação. De salientar, entretanto, que esta &lt;b style=""&gt;escolha &lt;/b&gt;é fácil para alguns e difícil para outros. Assim, no âmbito desta dinâmica, a &lt;b style=""&gt;Educação &lt;/b&gt;se afigura não necessária aos que não sabem escolher por si próprios, de forma que possam encontrar segurança na escolha que terão feito e, não deixar que os eventos/acontecimentos escolham em seu lugar e, em seu nome. Donde, neste sentido, a &lt;b style=""&gt;vocação &lt;/b&gt;se assume como autêntica realização de si próprio pelo sacrifício livremente consentido entre mil possibilidades que se aliena.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 38.25pt; text-align: justify; text-indent: -20.25pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;(9)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;Assumidamente, exprimindo, não há dúvida nenhuma, que a &lt;b style=""&gt;Educação &lt;/b&gt;é, por conseguinte, esta &lt;b style=""&gt;tarefa filosófica &lt;/b&gt;que &lt;b style=""&gt;consiste &lt;/b&gt;em se basear na &lt;b style=""&gt;capacidade moral do Homem&lt;/b&gt;, na &lt;b style=""&gt;necessidade &lt;/b&gt;de despertar e de desenvolver a &lt;b style=""&gt;vontade humana&lt;/b&gt; e em discernir o &lt;b style=""&gt;valor particular de cada ser humano&lt;/b&gt;. De facto, o &lt;b style=""&gt;Homem&lt;/b&gt; é um &lt;b style=""&gt;Ser educável&lt;/b&gt;, infinitamente &lt;b style=""&gt;aperfeiçoável&lt;/b&gt;, sempre capaz de se superar a si próprio. Eis porque, efectivamente, a &lt;b style=""&gt;Educação &lt;/b&gt;não poderia ser a aprendizagem de uma &lt;b style=""&gt;adaptabilidade universal&lt;/b&gt;. Aliás, seria fazer do homem um “camaleão velhaco”. Na verdade, o que só a &lt;b style=""&gt;Educação &lt;/b&gt;pode ofertar é o &lt;b style=""&gt;rigor inteligível &lt;/b&gt;e &lt;b style=""&gt;moral &lt;/b&gt;em relação a outrem e, em relação a si próprio. Assim, nesta dinâmica, deve fugir ao escolho de um ideal puramente abstracto, que define um idealismo educativo impotente e incapaz de se confrontar com a realidade das fraquezas humanas, outrossim, porém, do escolho inverso de uma identificação demasiado simplista e, assaz espontânea na criança (como, outrossim, em muitos adultos), valores, aliás, inerentes à &lt;b style=""&gt;pessoa do Educador&lt;/b&gt;, ou existentes e presentes, num &lt;b style=""&gt;modelo apreciado e admirado&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;Lisboa, 29 Dezembro 2008.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;KWAME KONDÉ&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-7318304341374021895?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/7318304341374021895/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=7318304341374021895' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/7318304341374021895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/7318304341374021895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2008/12/educao-como-descoberta-da-vocao-pessoal.html' title='A Educação como descoberta da vocação pessoal'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-2838501411822862421</id><published>2008-12-26T23:30:00.000Z</published><updated>2008-12-26T23:33:07.149Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>Da educação dos filhos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;                                    &lt;span style="font-style: italic;"&gt; Todo o cidadão deve estar consciente que sobre si&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;                                     Impende uma responsabilidade especial nas variegadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;                                     Áreas e valências destinadas à reelaboração e transmissão &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;                                      Adequadas da Cultura: Ciência, Arte, Escola e Comunicação &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Social.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(1) A Educação dos filhos é uma geração prolongada e a família é um “seio espiritual” no qual são acolhidos e alimentados: Trata-se, efectivamente de um ambiente afectivo, em que se forma a sua Identidade psíquica, moral e religiosa: Para ambos (os dois, os pais, obviamente), educar é uma vocação e um dom do Absoluto, ipso facto, um direito original, inviolável e inalienável, consequentemente um dever nobre. Donde e daí, o contributo de demais outras pessoas e instituições deve assumir um carácter de apoio e de integração, porém, evidentemente, jamais de substituição.&lt;br /&gt;(2) Eis porque, os pais devem estar suficientemente próximos, quanto possível, dos filhos, pelo testemunho pessoal e pelo diálogo quotidiano, evitando ser possessivo ou, pelo contrário, demitirem-se das suas responsabilidades. E, comungando criticamente, com os doutos ensinamentos do venerando São João Crisóstomos (in Homilia sobre a carta aos Efésios 21,2), de feito: “para nós, tudo deve ser secundário, perante o cuidado pelos filhos e pela sua educação. Se desde o início ensinares as crianças a serem ajuizadas, conquistarão a maior riqueza e a glória mais válida”.&lt;br /&gt;(3) De anotar, que, na verdade, a Comunicação educativa não se processa em sentido único. Os filhos contribuem e, de que maneira, para a formação dos pais. A família, no emaranhado diário das relações interpessoais, constitui o primeiro ambiente de humanização, “a célula primária e vital da Sociedade.”Nela, cada um aprende o seu valor de pessoa, porque se sente amado por aquilo que é e, não por aquilo que sabe, que faz ou possui.&lt;br /&gt;(4) Na Escola, os cidadãos conscientes colocam-se ao serviço do crescimento integral do Homem. Fazem com que esta instituição, dedicada à elaboração e transmissão crítica da Cultura, não dê apenas noções e instrumentos de acção, outrossim, porém, razões para viver e valores de referência para a Liberdade. Promovem um sincero diálogo educativo, no qual o educador, com atenção plena de simpatia, valorize as energias interiores dos alunos, faça emergir as perguntas, desvende novos horizontes e se deixe educar, pois que, de feito, a “educação é coisa do coração”.&lt;br /&gt;(5) No plano institucional, os cidadãos conscientes devem envidar todos os esforços possíveis, no desígnio de fomentar adequadamente a autonomia de cada comunidade escolar, em particular, para promover o direito das famílias a optar livremente pela escola desejada, sem discriminações, nem sobrecargas futuras.&lt;br /&gt;(6) No fundo, no fundo, a Educação dos filhos é sumamente um direito-dever dos pais. A esse respeito, as demais instituições e formações sociais apenas desempenham uma função de apoio, supletiva e de controlo. Demais, rematando ajuizada e sensatamente, eis porque, uma pluralidade de escolas se afigura uma positiva vantagem para toda a Sociedade, pois que, evita o nivelamento cultural por baixo e permite que haja a fecundidade das várias propostas formativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 25 Dezembro 2008.&lt;br /&gt;KWAME KONDÉ&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-2838501411822862421?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/2838501411822862421/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=2838501411822862421' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/2838501411822862421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/2838501411822862421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2008/12/da-educao-dos-filhos.html' title='Da educação dos filhos'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-6830969957985153933</id><published>2008-12-26T01:18:00.000Z</published><updated>2008-12-26T01:22:52.073Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>Estudando a problemática da Educação</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFragoso%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 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e, consequentemente &lt;b style=""&gt;pronto &lt;/b&gt;para enfrentar positivamente os inúmeros &lt;b style=""&gt;desafios da Vida e Existência respectiva&lt;/b&gt;. Eis porque, é coagido a efectuar &lt;i style=""&gt;ensaios&lt;/i&gt;, na ausência de poder ser guiado idoneamente pela Sociedade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 56.25pt; text-align: justify; text-indent: -21pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;(2)&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;A &lt;b style=""&gt;Cristandade medieva &lt;/b&gt;assenta sobre a &lt;b style=""&gt;missão educativa da Igreja cristã&lt;/b&gt;, que vincula a sua autoridade à &lt;b style=""&gt;Revelação &lt;/b&gt;e à &lt;b style=""&gt;Tradição&lt;/b&gt;. O &lt;b style=""&gt;indivíduo &lt;/b&gt;está desobrigado da responsabilidade educativa e destinado a obedecer a uma &lt;b style=""&gt;prescrição de origem Sobrenatural&lt;/b&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 56.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;De feito, antes do estabelecimento do &lt;b style=""&gt;Cristianismo&lt;/b&gt;, a &lt;b style=""&gt;Educação &lt;/b&gt;assumia-se, sobretudo, como um problema de &lt;b style=""&gt;escol e de elites&lt;/b&gt;. Por seu turno, a &lt;b style=""&gt;Antiguidade clássica &lt;/b&gt;estimava que os melhores &lt;i style=""&gt;preceptores &lt;/i&gt;eram os &lt;b style=""&gt;Gregos&lt;/b&gt;, reputados pela sua &lt;b style=""&gt;precisão analítica &lt;/b&gt;e o seu &lt;b style=""&gt;conhecimento das Belas-letras (&lt;/b&gt;Gramática, Eloquência e Poesia). Todavia, de consignar que foi, unicamente o &lt;b style=""&gt;Cristianismo&lt;/b&gt; que se propôs &lt;b style=""&gt;Educar as pessoas modestas e humildes&lt;/b&gt; e, outrossim, de salientar, com ênfase, os &lt;b style=""&gt;escravos&lt;/b&gt;, em consonância com a &lt;b style=""&gt;Doutrina de Cristo&lt;/b&gt;, ulteriormente trazida à cena por &lt;b style=""&gt;São Francisco de Assis para a Cristandade estabelecida&lt;/b&gt;: &lt;i style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 56.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;&lt;i style=""&gt;                                           Todo homem, até mesmo, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 56.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;                                           &lt;/span&gt;O mais modesto é digno de amor pessoal&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 56.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;                                           &lt;/span&gt;De Deus e, o escravo, do mesmo modo que&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 56.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;                                           &lt;/span&gt;O Imperador, senão mais, existe &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 56.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;                                           &lt;/span&gt;Pessoalmente aos olhos de Deus, que o &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 56.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;                                           &lt;/span&gt;Criou por uma vontade particular&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 56.25pt; text-align: justify; text-indent: -21pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;(3)&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;Donde e daí, temos em &lt;b style=""&gt;síntese ponderada e advertida &lt;/b&gt;que:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 89.25pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;a.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;A &lt;b style=""&gt;Educação antiga &lt;/b&gt;assentava sobre um &lt;b style=""&gt;ideal de cidadão cultivado&lt;/b&gt;;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 89.25pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;b.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;A &lt;b style=""&gt;Educação cristã &lt;/b&gt;sobre um &lt;b style=""&gt;ideal de moral&lt;/b&gt; outorgado ao Homem; e &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 89.25pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;c.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;A &lt;b style=""&gt;Educação moderna &lt;/b&gt;sobre uma pesquisa/investigação/procura perpetuamente &lt;b style=""&gt;inquieta&lt;/b&gt;, por falta de um &lt;b style=""&gt;ideal &lt;/b&gt;quão &lt;b style=""&gt;assente &lt;/b&gt;e quão &lt;b style=""&gt;definido&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 56.25pt; text-align: justify; text-indent: -21pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;(4)&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;Antes de mais, porém, se antolha pertinente abordar algumas &lt;b style=""&gt;questões conceptuais&lt;/b&gt;. Ou seja&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 89.25pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;a.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;O &lt;b style=""&gt;problema filosófico da Educação &lt;/b&gt;não é o do ensino. Ensinar é só uma diminuta parcela da Educação, a que diz respeito ao &lt;b style=""&gt;Saber&lt;/b&gt;. &lt;b style=""&gt;Ensina-se &lt;/b&gt;uma &lt;b style=""&gt;matéria&lt;/b&gt;, enquanto se &lt;b style=""&gt;educa um ser humano&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 89.25pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;b.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;A &lt;b style=""&gt;Sociedade contemporânea &lt;/b&gt;distingue &lt;b style=""&gt;docentes&lt;/b&gt; (que ensina) e &lt;b style=""&gt;educadores/pedagogos&lt;/b&gt;. Os &lt;b style=""&gt;primeiros &lt;/b&gt;habilitam as crianças a &lt;b style=""&gt;trabalhar &lt;/b&gt;e, os &lt;b style=""&gt;segundos&lt;/b&gt;, por sua vez, ensinam-lhes a &lt;b style=""&gt;jogar &lt;/b&gt;e &lt;b style=""&gt;recrear&lt;/b&gt;. Todavia, trata-se, de facto, de um uso limitado e abusivo do termo &lt;b style=""&gt;Educador&lt;/b&gt;. Assevera-se, por vezes, que os &lt;b style=""&gt;pais &lt;/b&gt;educam os seus filhos, enquanto os &lt;b style=""&gt;professores &lt;/b&gt;das escolas, dos colégios, dos liceus e das Universidades, os &lt;b style=""&gt;instruem&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 89.25pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;c.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;Enfim, de consignar, com ênfase, que o &lt;b style=""&gt;Saber&lt;/b&gt; não é alheio à &lt;b style=""&gt;formação do Homem, &lt;/b&gt;na sua totalidade, no seu &lt;b style=""&gt;todo&lt;/b&gt;, evidentemente. Deste modo, efectivamente, o &lt;b style=""&gt;Conceito de Educação&lt;/b&gt;, se afigura, obviamente, como o mais englobante e abrangente de todos os que dizem respeito à &lt;b style=""&gt;Formação do Homem&lt;/b&gt;, absolutamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;Lisboa, 24 Dezembro 2008.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;KWAME KONDÉ&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-6830969957985153933?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/6830969957985153933/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=6830969957985153933' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/6830969957985153933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/6830969957985153933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2008/12/estudando-problemtica-da-educao.html' title='Estudando a problemática da Educação'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-4621910182133750422</id><published>2008-12-22T00:29:00.000Z</published><updated>2008-12-22T00:30:58.175Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Saúde e Medicina'/><title type='text'>Nos meandros da noção de Desenvolvimento Social</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(a) Urge, de feito, mais que nunca, entrar, avisadamente na Noção de desenvolvimento social dos constituintes essenciais, enformando o percurso humano, designadamente: a satisfação das “necessidades necessárias” de todos, (sem excepção), a justiça social, um determinado grau de autonomia do indivíduo, a participação de todos, sem excepção, no processo do desenvolvimento social, a preservação do meio social e a protecção da Natureza, isto é, a protecção dos equilíbrios ecológicos que permitam a vida sobre Terra.&lt;br /&gt;(b) Nesta dinâmica, evidentemente o novo desenvolvimento deve ser fundamentalmente “ecológico” (isto é, susceptível de privilegiar a relação ecológica do homem com o seu meio de vida). Eis porque, o seu objectivo primordial deve ser o homem (desenvolvimento social e cultural do homem, obviamente) e o bem-estar da Humanidade (incluindo, ipso facto, a Saúde como uma componente do bem-estar), baseando-se nos ensinamentos avançados pela UNESCO, desde os longínquos anos de 1998-99, do Século XX pretérito.&lt;br /&gt;(c) Deste modo, por razões e motivos óbvios, o eco desenvolvimento/desenvolvimento sustentável (desenvolvimento económico planeado com base na utilização de recursos e na implantação de actividades industriais, de forma a não esgotar os recursos naturais) – dizíamos - constituem, evidentemente e, ipso facto, uma nova abordagem do desenvolvimento social, vinculando-se à ideia de harmonizar os objectivos económicos e sociais com uma Gestão quão íntegra e quão sensata do ambiente (meio de vida social adaptada à Biologia humana).&lt;br /&gt;(d) Com efeito, obviamente, na medida em que o desenvolvimento actual visa a uma mera rentabilidade máxima dos investimentos através do sobre consumo e da deterioração respectiva da Natureza, só poderá outorgar à Saúde um papel auxiliar deste desenvolvimento. Pelo contrário, se o sector Saúde pode se tornar um sector rentável (designadamente, o sector “enfermidades”), desenvolvê-lo-á. É, exactamente, aliás, esta situação que se produziu no mundo contemporâneo, conducente ao desenvolvimento de uma “patologia moderna” vinculada à industrialização, à urbanização, ao sobre consumo, às desigualdades sociais, etc. que oferece um campo propício à economia industrial (indústria farmacêutica, equipamentos médicos, construções de hospitais, transportes, etc.).&lt;br /&gt;(e) Contudo, a conexão entre Saúde e Desenvolvimento não é unicamente uma relação contabilística. De feito, incrementar o P.N.B. para manter o sistema actual de produção não basta para libertar uma exígua e diminuta percentagem do P.N.B. para a Saúde das populações. Por outro, a distribuição da Saúde-doença na população não será ela, outrossim, mais equitativa como é presentemente, se as necessidades de Saúde da população não foram tidas em consideração e reflexão, obviamente.&lt;br /&gt;(f) Enfim, rematando, assertivamente, de feito, o problema de fundo, é o modo global de vida e o sistema de desenvolvimento que estão em causa contemporaneamente (situação, aliás, já denunciada pela OMS (desde o ano de 1974) e, outrossim e, ainda, mais a concentração económica e as desigualdades sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 21 Dezembro 2008.&lt;br /&gt;KWAME KONDÉ&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-4621910182133750422?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/4621910182133750422/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=4621910182133750422' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/4621910182133750422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/4621910182133750422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2008/12/nos-meandros-da-noo-de-desenvolvimento.html' title='Nos meandros da noção de Desenvolvimento Social'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-5297073674758680036</id><published>2008-12-21T16:39:00.000Z</published><updated>2008-12-21T16:41:56.431Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Saúde e Medicina'/><title type='text'>Desenvolvimento e Saúde</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFragoso%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 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Todavia; após mais de cinco décadas de esforços e de milhares de dólares consumidos para o desenvolvimento, os dois terços da população mundial não têm ainda acesso, nem à &lt;b style=""&gt;Saúde&lt;/b&gt; e, nem ao &lt;b style=""&gt;desenvolvimento&lt;/b&gt;, desafortunada e lamentavelmente. No entanto, em contrapartida, a &lt;b style=""&gt;situação &lt;/b&gt;não tem sido idêntica no domínio da &lt;b style=""&gt;Saúde&lt;/b&gt;. Aliás, vendo bem, com olhos de ver, a &lt;b style=""&gt;ecologia social humana&lt;/b&gt; foi mais adulterada nos países ricos que nos países pobres e a &lt;b style=""&gt;morbilidade &lt;/b&gt;exacerbou-se, e, de que maneira. Eis porque, em &lt;b style=""&gt;1973&lt;/b&gt;, a &lt;b style=""&gt;vigésima sexta Assembleia mundial da Saúde&lt;/b&gt; (&lt;b style=""&gt;OMS&lt;/b&gt;, &lt;b style=""&gt;Genebra, Suíça&lt;/b&gt;), lançou um &lt;b style=""&gt;grito de alarme&lt;/b&gt;, no atinente à &lt;b style=""&gt;situação da Saúde no Mundo &lt;/b&gt;e estimulou a atenção dos governos acerca da &lt;b style=""&gt;crise da Saúde&lt;/b&gt;, tanto nos países ricos, como, outrossim, nos países pobres.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 59.25pt; text-align: justify; text-indent: -24pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;(2)&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;Na verdade, a &lt;b style=""&gt;Saúde da População &lt;/b&gt;não constitui uma &lt;b style=""&gt;situação isolada no contexto sócio-económico da vida social humana&lt;/b&gt;. De anotar, que a única concepção médica da Saúde está completamente ultrapassada. Demais, a &lt;b style=""&gt;Saúde&lt;/b&gt; não pode ser um puro e mero produto do desenvolvimento e, mais, concretamente, de qualquer desenvolvimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 59.25pt; text-align: justify; text-indent: -24pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;(3)&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;Por seu turno e, com efeito, as &lt;b style=""&gt;conexões da Saúde com o Desenvolvimento&lt;/b&gt; são, assaz &lt;b style=""&gt;estreitas&lt;/b&gt;, a ponto, que o &lt;b style=""&gt;estado de Saúde&lt;/b&gt; de uma &lt;b style=""&gt;população &lt;/b&gt;é reputado como um dos &lt;b style=""&gt;indicadores&lt;/b&gt;, aliás, dos mais &lt;b style=""&gt;eloquentes&lt;/b&gt; da orientação e da eficácia da &lt;b style=""&gt;Política &lt;/b&gt;denominada de “desenvolvimento”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 59.25pt; text-align: justify; text-indent: -24pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;(4)&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;Deste modo, obviamente, o &lt;b style=""&gt;Problema &lt;/b&gt;que se nos depara actualmente é o seguinte: Verificou-se que, a despeito da velocidade do crescimento económico do qual comprova a progressão do &lt;b style=""&gt;P.N.B.&lt;/b&gt; por habitante, existe muitas sociedades (desenvolvidas e em vias de desenvolvimento), amiúde incapazes de acudir às &lt;b style=""&gt;necessidades materiais elementares, &lt;/b&gt;de sectores importantes da sua população respectiva. Demais, de sublinhar o facto que o crescimento económico não engendra obrigatoriamente o desenvolvimento social do homem. Ao inverso, na realidade, o mero crescimento económico pode engendrar &lt;b style=""&gt;incidências sociais negativas&lt;/b&gt;, nomeadamente: &lt;b style=""&gt;degradação da Natureza &lt;/b&gt;e do &lt;b style=""&gt;meio ambiente social&lt;/b&gt;, a &lt;b style=""&gt;discrepância &lt;/b&gt;entre as necessidades económicas e sociais e, enfim, o &lt;b style=""&gt;incremento dos riscos biológicos da morbilidade&lt;/b&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 59.25pt; text-align: justify; text-indent: -24pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;(5)&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;De feito, na verdade e, na realidade, as &lt;b style=""&gt;ideias actuais &lt;/b&gt;acerca do desenvolvimento social estão &lt;b style=""&gt;viciadas&lt;/b&gt; por um crasso erro de pensamento que se comete constantemente. Ou seja: que em vez de se conceber o “desenvolvimento” como sendo, primordialmente do &lt;b style=""&gt;homem&lt;/b&gt;, se o assimila ao desenvolvimento dos objectos, de sistemas e de estruturas. E, rematando adequadamente, temos que, na nossa óptica e perspectiva: o &lt;b style=""&gt;desenvolvimento deve ter&lt;/b&gt;, antes de tudo, &lt;b style=""&gt;orientação sobre o Homem&lt;/b&gt; e, acima de tudo, sobre &lt;b style=""&gt;todos os homens&lt;/b&gt; (sem excepção, evidentemente) e, não unicamente sobre um progresso quantitativo e qualitativo, no entanto, de natureza, puramente “material” &lt;i style=""&gt;mensurável&lt;/i&gt; pelo &lt;b style=""&gt;PNB&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.25pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;Lisboa, 20 Dezembro de 2008.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.25pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;KWAME KONDÉ&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-5297073674758680036?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/5297073674758680036/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=5297073674758680036' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/5297073674758680036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/5297073674758680036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2008/12/desenvolvimento-e-sade.html' title='Desenvolvimento e Saúde'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-3738358754778049104</id><published>2008-12-20T23:31:00.000Z</published><updated>2008-12-20T23:33:17.378Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Saúde e Medicina'/><title type='text'>Futuro da Saúde da Humanidade</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFragoso%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 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 &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 58.5pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;De consignar, que até às guerras de &lt;b style=""&gt;1914-1918&lt;/b&gt; e de &lt;b style=""&gt;1939-1945&lt;/b&gt;, o “problema mundial”, no domínio da Saúde não se colocava nos termos em que se entende presentemente. A “crise mundial da Saúde” é uma consequência (como, aliás, a explosão demográfica, a urbanização e a desnutrição) da &lt;b style=""&gt;situação social actual&lt;/b&gt;. O direito à Saúde de todos os seres humanos, sem excepção, inscrito na &lt;b style=""&gt;Carta da Organização Mundial de Saúde&lt;/b&gt; (&lt;b style=""&gt;OMS&lt;/b&gt;), está longe de ser atingido, sendo que, cada dia que passa, se afasta do &lt;b style=""&gt;objectivo almejado&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 58.5pt; text-align: justify; text-indent: -23.25pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;(B)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;Efectivamente, a &lt;b style=""&gt;Saúde &lt;/b&gt;não é um elemento isolado, no âmbito da &lt;b style=""&gt;vida social humana&lt;/b&gt;. De feito, quando se pretende estudá-la num &lt;b style=""&gt;contexto isolado&lt;/b&gt;, as experiências estão, &lt;i style=""&gt;ab initio&lt;/i&gt;, condenadas ao fracasso e malogro.&lt;b style=""&gt; Sim&lt;/b&gt;, efectivamente a &lt;b style=""&gt;Saúde &lt;/b&gt;releva mais de uma &lt;b style=""&gt;reflexão colectiva &lt;/b&gt;sobre a finalidade e a organização da Vida em sociedade do que uma mera terapêutica médica ou de uma intervenção cirúrgica isolada. Aliás, nenhuma potência “outorgará” um direito à Saúde mesmo se a Saúde for um “direito” para o homem. &lt;b style=""&gt;Todo ser &lt;/b&gt;deve decidir viver em boa saúde, conservando e afinando o seu “património biológico”, o seu meio ecológico e social.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 58.5pt; text-align: justify; text-indent: -23.25pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;(C)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;Não existe, na verdade, &lt;b style=""&gt;direito à Saúde para todos no futuro &lt;/b&gt;sem a &lt;b style=""&gt;participação de todos e da população &lt;/b&gt;no seu conjunto (no seu todo, evidentemente). Assumidamente, &lt;b style=""&gt;Participação &lt;/b&gt;e &lt;b style=""&gt;Solidariedade &lt;/b&gt;são os &lt;b style=""&gt;conceitos chaves &lt;/b&gt;de toda nova &lt;i style=""&gt;démarche &lt;/i&gt;para a &lt;b style=""&gt;Saúde&lt;/b&gt;. Eis porque, as &lt;b style=""&gt;conexões &lt;/b&gt;entre as &lt;b style=""&gt;soluções técnicas &lt;/b&gt;e a &lt;b style=""&gt;participação fundamental na base&lt;/b&gt; estão no &lt;b style=""&gt;cerne do novo modo de vida&lt;/b&gt;, consequentemente mais propício para a &lt;b style=""&gt;Saúde positiva do Homem&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 58.5pt; text-align: justify; text-indent: -23.25pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;(D)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;A &lt;b style=""&gt;Prevenção &lt;/b&gt;e a &lt;b style=""&gt;Educação para a Saúde&lt;/b&gt; podem se desenvolver na medida em que determinados aspectos do desenvolvimento actual, exercendo &lt;b style=""&gt;efeitos indesejáveis&lt;/b&gt;, actuam, favorecendo uma &lt;b style=""&gt;tomada de consciência colectiva&lt;/b&gt;. Concomitantemente, no âmbito desta dinâmica, a &lt;b style=""&gt;Prevenção médico-sanitária &lt;/b&gt;e &lt;b style=""&gt;social&lt;/b&gt; deve se desenvolver no domínio da Genética, do ambiente social e da Educação Sanitária/Educação para a Saúde.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 58.5pt; text-align: justify; text-indent: -23.25pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;(E)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;Enfim, um tanto ou quanto, em &lt;b style=""&gt;jeito de remate avisado&lt;/b&gt;, visto que, realmente, as &lt;b style=""&gt;Comunicações entre os povos &lt;/b&gt;se tornam, cada vez mais frequentes e, cada vez mais estreitas, os &lt;b style=""&gt;Problemas de Saúde&lt;/b&gt; assumem, hodiernamente, uma &lt;b style=""&gt;dimensão mundial &lt;/b&gt;e &lt;b style=""&gt;planetária&lt;/b&gt;. Eis porque, &lt;i style=""&gt;ipso facto&lt;/i&gt;, a &lt;b style=""&gt;Epidemiologia &lt;/b&gt;(Área da Medicina e da Higiene que se ocupa das epidemias) vai ser tão indispensável como a Medicina clínica. E, identicamente, será para a &lt;b style=""&gt;análise ecológica e sócio-económica&lt;/b&gt;. Donde e daí, que a &lt;b style=""&gt;Cooperação Sanitária Internacional &lt;/b&gt;merece, por isso mesmo, ser repensada e reorientada, de forma, a mais consentânea e consequente possível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 58.5pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;De sublinhar, com ênfase, que, na verdade, antes que o “novo poder” do homem sobre a Natureza torne apenas controlável por alguns, assim, elocubrando criticamente na esteira e peugada do ilustre médico francês, &lt;b style=""&gt;J.Escoffier LAMBRIOTTE&lt;/b&gt;, temos, então que: “il est grand temps que les conséquences éthiques et sociales de la science soient comprises et pensées non seulement par les initiés mais par tous ceux qu’elles visent et qu’elles concernent”, ou seja, obviamente, por toda a &lt;b style=""&gt;população humana&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 58.5pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;Deste modo, identicamente, se coloca o problema da &lt;b style=""&gt;Saúde &lt;/b&gt;de cada um e de todos, sem excepção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 58.5pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;Finalmente, se as &lt;b style=""&gt;tendências económicas, políticas &lt;/b&gt;e &lt;b style=""&gt;sociais&lt;/b&gt; continuam sem &lt;b style=""&gt;variações&lt;/b&gt;, não haverá “Saúde para ninguém” no futuro! Hélas!...Hélas!...Hélas!...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 58.5pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 58.5pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;Lisboa, 19 Dezembro 2008&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 58.5pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;KWAME KONDÉ&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-3738358754778049104?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/3738358754778049104/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=3738358754778049104' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/3738358754778049104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/3738358754778049104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2008/12/futuro-da-sade-da-humanidade.html' title='Futuro da Saúde da Humanidade'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-4796062443036897776</id><published>2008-12-19T01:18:00.000Z</published><updated>2008-12-19T01:19:06.644Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Equidade</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFragoso%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 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Pelo contrário, se assume, como uma “justa medida”, um equilíbrio, que permite tornar admissível um &lt;b style=""&gt;modelo &lt;/b&gt;de desigualdade quando a igualdade não seria admissível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 53.25pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;b)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;Por seu turno, no &lt;b style=""&gt;plano político &lt;/b&gt;ou &lt;b style=""&gt;económico&lt;/b&gt;, a &lt;b style=""&gt;Equidade&lt;/b&gt; se assume como o &lt;b style=""&gt;princípio &lt;/b&gt;que leva a corrigir &lt;b style=""&gt;desigualdades &lt;/b&gt;que se sujeitam pessoas ou grupos desvalidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.25pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;(I)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;Etimologicamente, expressando, o &lt;b style=""&gt;lexema/vocábulo: EQUIDADE &lt;/b&gt;provém do latim&lt;i style=""&gt;“aequul”&lt;/i&gt;: &lt;b style=""&gt;igual&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.25pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;(II)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;Por conseguinte, &lt;i style=""&gt;et pour cause&lt;/i&gt;, a &lt;b style=""&gt;Equidade &lt;/b&gt;é um &lt;b style=""&gt;estado de espírito&lt;/b&gt; que pretende ir além do que é justo, no plano legal, e pode do qual se opor à lei quando esta apresenta lacunas ou se evidencia inadaptada, até mesmo iníqua. Deste modo, a &lt;b style=""&gt;Equidade &lt;/b&gt;é deduzida por um &lt;b style=""&gt;princípio de justiça&lt;/b&gt; não escrito, anterior às leis e superior à estas. Eis porque, obviamente, se afigura, sobremodo, difícil de &lt;b style=""&gt;definir&lt;/b&gt;, o que é, genuinamente, a &lt;b style=""&gt;Equidade&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.25pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;(III)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;E, precisando adequadamente o &lt;b style=""&gt;húmus &lt;/b&gt;e o respectivo &lt;b style=""&gt;conteúdo de verdade &lt;/b&gt;da expressão &lt;b style=""&gt;equidade&lt;/b&gt;, estamos, deveras, perante um &lt;b style=""&gt;Sentimento de Justiça natural e espontânea &lt;/b&gt;edificada sobre o &lt;b style=""&gt;reconhecimento dos direitos de todos&lt;/b&gt;, sem que seja necessariamente inspirada pelas leis em vigor. De consignar, outrossim, que este &lt;b style=""&gt;Sentimento&lt;/b&gt; manifesta, por exemplo, aquando se deve apreciar um &lt;b style=""&gt;caso particular ou concreto&lt;/b&gt;, sem se deixar guiar pelas únicas regras do direito. No fundo, no fundo, é uma &lt;b style=""&gt;forma de Justiça&lt;/b&gt; que toma em consideração o &lt;b style=""&gt;espírito da lei &lt;/b&gt;quão da letra, para nisso moderar os &lt;b style=""&gt;efeitos &lt;/b&gt;ou fazê-la evoluir, comungando-se, crítica e pedagogicamente com o filósofo grego, &lt;b style=""&gt;ARISTÓTELES &lt;/b&gt;(384-322 a.C.), quando lucidamente asseverou: “ela - referindo-se à lei –se mostra insuficiente proporcionalmente ao seu carácter geral”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.25pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;(IV)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;Donde e daí, &lt;i style=""&gt;grosso modo&lt;/i&gt;, numa síntese pertinente, a &lt;b style=""&gt;Equidade &lt;/b&gt;se pode definir como: &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;respeito à igualdade de direito de cada um, que não depende da lei positiva, porém, de um Sentimento do que se reputa, imparcial, tendo em vista as causas e as intenções&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.25pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;Lisboa, 18 Dezembro 2008&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.25pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;KWAME KONDÉ&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-4796062443036897776?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/4796062443036897776/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=4796062443036897776' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/4796062443036897776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/4796062443036897776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2008/12/equidade.html' title='Equidade'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-95122293782550331</id><published>2008-12-17T16:08:00.000Z</published><updated>2008-12-17T16:10:10.705Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Moral da Política</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFragoso%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 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O &lt;b style=""&gt;pundonor&lt;/b&gt;, a &lt;b style=""&gt;honestidade &lt;/b&gt;“escrupulosa”, o &lt;b style=""&gt;desapego de interesses&lt;/b&gt;, o mais total possível, constituem, na verdade, o &lt;b style=""&gt;mínimo esperado&lt;/b&gt; dos que detêm o poder em nome do povo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 62.25pt; text-align: justify; text-indent: -27pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;(2)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;Nesta nossa “posta” de hoje, a &lt;b style=""&gt;moral &lt;/b&gt;que pretendemos abordar não se trata do &lt;i style=""&gt;caso &lt;/i&gt;atinente aos homens do poder, enquanto indivíduos. &lt;b style=""&gt;Sim&lt;/b&gt;, efectivamente a relativa às &lt;b style=""&gt;decisões &lt;/b&gt;que tomam, evidentemente. Que &lt;b style=""&gt;HITLER &lt;/b&gt;e &lt;b style=""&gt;SALAZAR&lt;/b&gt; tenham sido íntegros, rectos, que enriqueceram ou não, pessoalmente, não é o que a &lt;b style=""&gt;História &lt;/b&gt;conservou das suas ditaduras. Do mesmo modo, se pode conceber e, isto, já aconteceu, aliás, que um regime “democraticamente eleito” toma medidas que chocam profundamente a moral, ou, mais, rigorosamente, esta parte da moral que se percebe como &lt;b style=""&gt;universal&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 62.25pt; text-align: justify; text-indent: -27pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;(3)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;Um tal regime, permanecendo um &lt;b style=""&gt;Estado de direito&lt;/b&gt;, &lt;b style=""&gt;eleito democraticamente &lt;/b&gt;e, com aprovação óbvia dos seus eleitores ou por &lt;i style=""&gt;referendum&lt;/i&gt;, poderia muito bem (racionando, um tanto ou quanto por absurdo), por exemplo, restabelecer a escravatura, utilizar a tortura, até exterminar uma parte “não desejada” da sua população. Destarte, não há dúvida nenhuma, que respeitaria a lei, as regras da democracia, a soberania do povo. Todavia, ninguém tem dúvidas de espécie alguma, que, efectivamente, seria politicamente íntegro e legítimo, no entanto, obviamente, sobremaneira iníquo, ética e moralmente quão odioso e quão execrável. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 62.25pt; text-align: justify; text-indent: -27pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;(4)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;Como se pode facilmente perceber do arrazoado expendido, o &lt;b style=""&gt;Estado de direito&lt;/b&gt;, a &lt;b style=""&gt;integridade moral &lt;/b&gt;e &lt;b style=""&gt;política dos dirigentes&lt;/b&gt;, a &lt;b style=""&gt;soberania do povo&lt;/b&gt;, a &lt;b style=""&gt;democracia&lt;/b&gt; mostram, no caso concreto, os &lt;b style=""&gt;reais limites&lt;/b&gt;. Por outro lado, sente-se que &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;existe, acima destes valores, por certo, importantes, porém exíguos e escassos, &lt;/i&gt;um princípio superior&lt;/b&gt; em nome do qual é &lt;b style=""&gt;legítimo ( &lt;/b&gt;aliás, é mesmo, um &lt;b style=""&gt;dever&lt;/b&gt;), de se &lt;b style=""&gt;revoltar, &lt;/b&gt;se for violado. Seguramente, mesmo, se for &lt;b style=""&gt;contra uma decisão democrática, ou mesmo, de uma soberania popular.&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 62.25pt; text-align: justify; text-indent: -27pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;(5)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;E, rematando&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;, avisadamente e, de modo dialecticamente consequente: Que se denomina “moral universal”, Direitos do homem, justiça natural ou imanente ou meramente &lt;b style=""&gt;equidade&lt;/b&gt;, um tal princípio permanece, contudo, assaz problemático a definir. Enfim, todavia, &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;isto não deve constituir um pretexto para cruzar os braços&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, obviamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;Lisboa, 17 Dezembro 2008.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;KWAME KONDÉ&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-95122293782550331?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/95122293782550331/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=95122293782550331' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/95122293782550331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/95122293782550331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2008/12/moral-da-poltica.html' title='Moral da Política'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-2708345848887179020</id><published>2008-12-15T22:33:00.001Z</published><updated>2008-12-15T22:34:41.019Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>O mundo em que vivemos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(1) Sim, efectivamente, vivemos num mundo em que política se confunde com interesse económico, malfadadamente.&lt;br /&gt;(2) Vivemos num mundo inequitativo e injusto, em que os ricos são, cada vez mais ricos. Por seu turno, os pobres, sempre mais pobres e mais numerosos.&lt;br /&gt;(3)  Vivemos num mundo hipotecado numa corrida desenfreada ao consumo e à criação de novas necessidades, com os riscos para o nosso ambiente e as frustrações respectivas inerentes que ela gera obviamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Donde e daí, se impõe:&lt;br /&gt;Estar atento, elegendo, no âmbito do cumprimento de missão, que se impende sobre todos nós, sem excepção, como Cidadãos do Mundo (Cidadãos planetários, a tempo inteiro) um elenco de ideias chaves, assaz pertinentes susceptíveis de nos orientar avisadamente.&lt;br /&gt;Destarte, eis então, sem ser exaustivo, os grandes tópicos que nos devem orientar, nesta nossa Caminhada existencial, de forma consequente e, assim, possamos contribuir positivamente na edificação de uma Sociedade justa, sob o signo do Modelo construído sobre o Ser, evidentemente. Ou seja: Urge, lutar fervorosa e infatigavelmente para a edificação, antes de mais, de uma Política portadora de porvir, enformando um devir, assaz promissor, batendo consequentemente para a implantação efectiva das seguintes ideias chaves:&lt;br /&gt;a) Abordar a Política de um modo abertamente adogmático, isto é, sem dogma intocável, sem pertença à nenhuma ideologia, sem nenhuma presunção em conhecer a verdade, nem as soluções aos problemas;&lt;br /&gt;b) Abordar a Política de um modo revolucionário no atinente a determinados dos seus aspectos fundamentais;&lt;br /&gt;c) Abordar a Política de um modo eminentemente pragmático, isto é, realista e não utópico, sabendo colher as boas ideias lá onde se encontram, evidentemente;&lt;br /&gt;d) Abordar a Política de um modo assertivamente unitário, isto é, privilegiando a pesquisa/investigação do que coliga, harmonizando, de preferência, ao inventário do que desune.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 15 Dezembro 2008.&lt;br /&gt;     KWAME KONDÉ&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-2708345848887179020?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/2708345848887179020/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=2708345848887179020' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/2708345848887179020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/2708345848887179020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2008/12/o-mundo-em-que-vivemos.html' title='O mundo em que vivemos'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-6809558312971390030</id><published>2008-12-14T20:19:00.000Z</published><updated>2008-12-14T20:29:24.859Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>Multiculturalismo</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFragoso%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 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text-indent: -18pt; text-align: center;"&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;a)&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;font-family:&amp;quot;;" &gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span lang="FR"&gt;Une Société démocratique doit traiter tous ses membres comme des égaux.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt; text-align: center;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;b)&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;font-family:&amp;quot;;" &gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:100%;"&gt;A &lt;b style=""&gt;Democracia &lt;/b&gt;deve garantir os direitos e o bem-estar de todos os seus cidadãos, sem excepção e discriminação de espécie alguma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: center;"&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-size:100%;"&gt;c) &lt;span style="font-style: italic;"&gt;La question de fond que pose le multiculturalisme à toutes les sociétés contemporaines est une et une seule, celle de la modernité. Différence et identité, égalité et justice, relativisme et universalisme, rationalisme et subjectivité, citoyenneté, éthique…ces termes nous sont familiers.&lt;/span&gt;&lt;o:p style="font-style: italic;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: center; font-style: italic;"&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-size:100%;"&gt;Ce sont les catégories mêmes du projet moderne dans son ensemble qui se trouvent remises en jeu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: center; font-style: italic;"&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-size:100%;"&gt;Au-delà d’un défi social et politique, au-delà d’un défi théorique e philosophique, c’est alors véritablement&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: center;"&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Un défi de civilisation que nous lance le multiculturalisme.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: center;"&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-size:100%;"&gt;Docente universitária francesa,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="FR"&gt;ANDREA SEMPRUNI&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFragoso%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 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 &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 123.75pt; text-indent: -18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;1)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;De feito, &lt;b style=""&gt;Sociedades multiculturais &lt;/b&gt;sempre existiram. Aliás, de um determinado ponto de vista, se pode afirmar que, actualmente, quase todos os &lt;b style=""&gt;Estados nações &lt;/b&gt;são &lt;b style=""&gt;sociedades pluri-culturais&lt;/b&gt;, por causa, outrossim da &lt;b style=""&gt;variedade dos grupos &lt;/b&gt;e das &lt;b style=""&gt;populações &lt;/b&gt;que os constituem e os formam. Eis porque, não se deve confundir o multiculturalismo com o mero reconhecimento da existência de uma Sociedade multicultural.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 123.75pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;Prosseguindo avisadamente, temos que, nas &lt;b style=""&gt;grandes Metrópoles contemporâneas, o espectáculo da diversidade cultural &lt;/b&gt;se dá à apreciar praticamente em todo lugar e à todo momento. Donde e daí, &lt;i style=""&gt;ipso facto&lt;/i&gt;, fazer referência ao multiculturalismo, não significa, obviamente se contentar-se com esta verificação autenticada. Significa, &lt;b style=""&gt;sim&lt;/b&gt;, reivindicar um &lt;b style=""&gt;reconhecimento político oficial da pluralidade cultural e um tratamento público equitativo&lt;/b&gt; de todas as &lt;b style=""&gt;colectividades culturais&lt;/b&gt;. Assim, evidentemente, o multiculturalismo se opõe, por conseguinte, absolutamente ao &lt;b style=""&gt;assimilacionismo &lt;/b&gt;que rechaça a expressão das dissemelhanças culturais, no âmbito da única esfera privada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;                             &lt;/span&gt;(2) Por seu turno, de consignar adequadamente que uma &lt;b style=""&gt;Política multicultural &lt;/b&gt;tem por &lt;b style=""&gt;desígnio/objectivo promover a igualdade de tratamento entre os diversos grupos culturais formando a Nação&lt;/b&gt;, da qual se reconhece publicamente a dignidade. Isso pode consistir, num &lt;b style=""&gt;primeiro nível&lt;/b&gt;, à sustentar a &lt;b style=""&gt;legitimidade da expressão cultural e política &lt;/b&gt;destes grupos. Isto pode, outrossim, num &lt;b style=""&gt;outro nível&lt;/b&gt;, ir até à implantar &lt;b style=""&gt;programas &lt;/b&gt;de “tratamento preferencial”, ou “discriminação positiva” (&lt;i style=""&gt;affirmtive action&lt;/i&gt;), que permite o acesso à igualdade de todos os grupos e que se envidem em corrigir e compensar os efeitos das discriminações negativas, directas ou indirectas. Estes programas são menos centrados sobre os indivíduos que sobre os grupos minoritários enquanto tais. Dizem respeito primordialmente às esferas do emprego e do ensino.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;                             &lt;/span&gt;(3) De anotar, que primitivamente, o &lt;b style=""&gt;vocábulo multiculturalismo &lt;/b&gt;e o &lt;b style=""&gt;debate&lt;/b&gt; respectivo engendrado, na sequência, apareceram na &lt;b style=""&gt;América do Norte &lt;/b&gt;na década de setenta do século &lt;b style=""&gt;XX&lt;/b&gt; pretérito. Todavia, por seu turno, o &lt;b style=""&gt;Canadá &lt;/b&gt;fazia oficialmente a &lt;b style=""&gt;escolha &lt;/b&gt;de recorrer a uma &lt;b style=""&gt;Política &lt;/b&gt;denominada &lt;b style=""&gt;multiculturalista&lt;/b&gt;, para responder às reivindicações da minoria quebequense e dos demais outros grupos minoritários, autóctones ou oriundos da Imigração. E, outrossim, por sua vez, nos anos oitenta do século XX, os &lt;b style=""&gt;Estados Unidos da América&lt;/b&gt; vão multiplicar as medidas, indo no sentido do multiculturalismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;                   &lt;/span&gt;(4) Na realidade, existe dissemelhantes versões do multiculturalismo. Algumas mais conservadoras, outras mais progressistas. Certas, porém, mais autoritárias, destinadas, antes tudo, à organizar a &lt;b style=""&gt;coexistência pacífica das comunidades&lt;/b&gt;, por outras palavras e, para melhor dizer, assegurar a &lt;b style=""&gt;Paz social&lt;/b&gt;. Outras, mais democráticas visando, aliás, promover a &lt;b style=""&gt;participação social e política de todas as minorias&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;                   &lt;/span&gt;(5) Prosseguindo o nosso estudo, na verdade, o &lt;b style=""&gt;multiculturalismo&lt;/b&gt; como modo de gestão da &lt;b style=""&gt;diversidade cultural&lt;/b&gt; foi acusado de acarretar uma determinada reificação/materialização das culturas, favorecendo a preservação das culturas, concebidas como entidades, mais ou menos, estáveis, confundidas amiúde, no caso dos imigrantes, com as suas “culturas de origem” e se confinar outrossim na manutenção artificial dos grupos culturais. Foi, também acusado de participar na &lt;i style=""&gt;etnização &lt;/i&gt;das conexões sociais, concebendo a Sociedade como uma associação de comunidades étnicas e encorajando implicitamente os indivíduos a se definir pela pertença original à tal ou tal destas comunidades. As críticas mais virulentas julgam que o multiculturalismo transporta em si o &lt;b style=""&gt;risco &lt;/b&gt;de um &lt;b style=""&gt;separatismo comunitário&lt;/b&gt; e de uma &lt;b style=""&gt;fragmentação da sociedade&lt;/b&gt;, que pode ser, conforme a causa de um &lt;b style=""&gt;enfraquecimento da unidade nacional&lt;/b&gt;. Deste modo, longe de favorecer a integração social, o &lt;b style=""&gt;multiculturalismo&lt;/b&gt; engendraria a prazo, a desintegração da sociedade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;                   &lt;/span&gt;(6) Por outro, obviamente, o &lt;b style=""&gt;Multiculturalismo &lt;/b&gt;não pressupõe forçosamente o comunitarismo, que significa o &lt;i style=""&gt;fechamento &lt;/i&gt;de cada comunidade sobre si própria. O direito de todo indivíduo a ver reconhecida a &lt;b style=""&gt;pertença&lt;/b&gt; e a sua &lt;b style=""&gt;identificação &lt;/b&gt;a um &lt;b style=""&gt;grupo étnico&lt;/b&gt;, &lt;b style=""&gt;religioso&lt;/b&gt; ou &lt;b style=""&gt;cultural &lt;/b&gt;pode assumir como um &lt;b style=""&gt;direito fundamental&lt;/b&gt;. Numa democracia, parece difícil afirmar que a &lt;b style=""&gt;igualdade &lt;/b&gt;é respeitada, se, com efeito, os &lt;b style=""&gt;membros dos grupos minoritários&lt;/b&gt; não possuem idêntica possibilidade que os do grupo maioritário de aprender a sua língua e a sua história. Demais, como assevera o conceituado Professor de Filosofia, o canadiano, &lt;b style=""&gt;Charles TAYLOR&lt;/b&gt; (n-1931), ou seja, que, efectivamente existe uma determinada concepção do multiculturalismo que não se opõe, obviamente, ao individualismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;                   &lt;/span&gt;De feito, as &lt;b style=""&gt;reivindicações multiculturais &lt;/b&gt;não constituem necessariamente a &lt;b style=""&gt;expressão &lt;/b&gt;de uma sinuosidade comunitária. Podem, pelo contrário, num bom número de casos, manifestar o individualismo crescente da sociedade e a necessidade, cada vez mais, manifesta, que experimenta cada indivíduo de ser reconhecido para o que pretende ser, através de uma &lt;b style=""&gt;identidade &lt;/b&gt;que ele concebe, quase sempre, de &lt;b style=""&gt;forma plural&lt;/b&gt;, elocubrando criticamente na esteira e peugada (ainda) de &lt;b style=""&gt;TAYLOR &lt;/b&gt;(1994).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;                   &lt;/span&gt;(7) Por conseguinte, o &lt;b style=""&gt;multiculturalismo &lt;/b&gt;pode consistir em haver em consideração as &lt;b style=""&gt;dissemelhanças étnicas&lt;/b&gt;, &lt;b style=""&gt;religiosas &lt;/b&gt;e &lt;b style=""&gt;culturais &lt;/b&gt;para organizar a sua coexistência na permuta e no respeito de referências e de regras comuns, em tudo, quanto transcendem as &lt;b style=""&gt;pertenças particulares&lt;/b&gt;. Eis porque, efectivamente, segundo, aliás, o conceituado Professor/filósofo canadiano, &lt;b style=""&gt;Will KYMLICKA&lt;/b&gt;, o &lt;b style=""&gt;multiculturalismo&lt;/b&gt;, compreendido nesta acepção, se esforça em conciliar &lt;b style=""&gt;valores universais &lt;/b&gt;e consideração para os &lt;b style=""&gt;particularismos&lt;/b&gt; (&lt;b style=""&gt;KYMLICKA&lt;/b&gt;, &lt;b style=""&gt;2001&lt;/b&gt;). Destarte, obviamente não se opõe ao &lt;b style=""&gt;Universalismo &lt;/b&gt;que afirma a &lt;b style=""&gt;unidade da Humanidade &lt;/b&gt;e a &lt;b style=""&gt;universalidade dos direitos do Homem. Sim&lt;/b&gt;, unicamente ao “universalismo abstracto” que apenas pretende ver na Humanidade indivíduos idênticos, prescindindo das suas particularidades, que são, contudo o seu &lt;b style=""&gt;modo real de estar no mundo&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;                   &lt;/span&gt;(8) Enfim, o &lt;b style=""&gt;Universalismo &lt;/b&gt;do qual reclama esta &lt;b style=""&gt;concepção aberta do multiculturalismo&lt;/b&gt; é um &lt;b style=""&gt;Universalismo concreto&lt;/b&gt;, que não menospreza a magnífica e sublime &lt;b style=""&gt;diversidade&lt;/b&gt;, incessantemente &lt;b style=""&gt;renovada&lt;/b&gt;, das &lt;b style=""&gt;expressões da condição humana&lt;/b&gt;, sem para tanto, perder de vista que a &lt;b style=""&gt;pertença &lt;/b&gt;que suplanta todas as demais outras é, efectivamente, a &lt;b style=""&gt;pertença à Humanidade &lt;/b&gt;que implica para cada indivíduo, &lt;b style=""&gt;direitos e deveres idênticos&lt;/b&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;E, rematando, de modo dialecticamente consequente, no fundo, no fundo, com efeito, toda a &lt;b style=""&gt;questão do multiculturalismo &lt;/b&gt;reside na dificuldade em conciliar os direitos do Homem e o direito de todos os indivíduos de pertencer à colectividades culturais particulares.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;NOTA FINAL&lt;/b&gt;: Esta “posta” é dedicada a todos os elementos do &lt;b style=""&gt;TCHON DI KAUBERDI&lt;/b&gt;, este exemplo paradigmático de uma verdadeira e autêntica &lt;b style=""&gt;comunidade multicultural&lt;/b&gt; e, por extensão óbvia, ao histórico &lt;b style=""&gt;KORDA KAOBERDI&lt;/b&gt;, pois são, efectivamente, por razões e motivos óbvios, o &lt;b style=""&gt;nosso Herdeiro Espiritual&lt;/b&gt;, na verdadeira e genuína acepção da expressão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Lisboa, 07 Dezembro de 2008&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="PT"&gt;KWAME KONDÉ&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-6809558312971390030?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/6809558312971390030/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=6809558312971390030' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/6809558312971390030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/6809558312971390030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2008/12/multiculturalismo.html' title='Multiculturalismo'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-1366956782108969722</id><published>2008-12-07T19:07:00.000Z</published><updated>2008-12-07T19:08:57.203Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>Traumatismo colonial e memória</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFragoso%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p 	{mso-margin-top-alt:auto; 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  &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Em &lt;b&gt;síntese avisada &lt;/b&gt;e &lt;b&gt;elucidativa&lt;/b&gt;, visando &lt;b&gt;posicionar&lt;/b&gt; a &lt;b&gt;Temática&lt;/b&gt;, em estudo e análise, temos, &lt;b&gt;para Principiar&lt;/b&gt;, que:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 35.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;---&lt;b&gt;Colonialismo&lt;/b&gt; é &lt;b&gt;forma de domínio&lt;/b&gt; económico, político e social exercido por um &lt;b&gt;país colonizador&lt;/b&gt; sobre &lt;b&gt;populações indígenas&lt;/b&gt; de territórios separados geograficamente deste país. Trata-se do &lt;b&gt;processo &lt;/b&gt;pelo qual as &lt;b&gt;nações ocidentais&lt;/b&gt; estabeleceram o seu domínio em variegadas partes do Mundo, distantes dos seus territórios natais. Sendo, por seu turno, &lt;b&gt;Colonização&lt;/b&gt; o &lt;b&gt;acto &lt;/b&gt;ou &lt;b&gt;efeito &lt;/b&gt;de colonizar (povoar de colonos/estabelecer colónias em …).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 35.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;---&lt;b&gt;Memória&lt;/b&gt;: lexema oriundo do latim &lt;i&gt;memoria, ae, &lt;/i&gt;&lt;b&gt;memória &lt;/b&gt;é toda actividade biológica ou psíquica que permite &lt;b&gt;reter experiências &lt;/b&gt;anteriormente vividas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 35.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 53.25pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;(2)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:7;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Com efeito, o &lt;b&gt;Colonialismo &lt;/b&gt;constituiu o &lt;b&gt;ensejo para um desencadeamento da violência&lt;/b&gt;. Ou seja: política de canhoneira, expedições ditas “punitivas”, morticínios, expatriações de populações, recrutamento para trabalho forçado, execuções sumárias, torturas, violações, saques, enfim!...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 53.25pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;(3)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:7;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Pois bem&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;! As &lt;b&gt;violências &lt;/b&gt;ora enunciadas, causam um &lt;b&gt;Traumatismo nos sobreviventes&lt;/b&gt; e, numa determinada medida, nos próprios actores/obreiros da violência. Por &lt;b&gt;Traumatismo&lt;/b&gt;, no caso concreto, deve-se entender, obviamente, por uma “ferida” profundamente inscrita no &lt;b&gt;Psiquismo &lt;/b&gt;(conjunto particular de fenómenos psíquicos que formam um todo), &lt;b&gt;ferida &lt;/b&gt;que se caracteriza pelo facto de ser &lt;b&gt;algo de indizível e inefável&lt;/b&gt;. Na realidade, os &lt;b&gt;sobreviventes&lt;/b&gt; estão tão &lt;b&gt;chocados &lt;/b&gt;que não encontram &lt;b&gt;vocábulos&lt;/b&gt;, permitindo expressar o que viveram, nem quem infligiu o quê a quem. Além disso, experimentam &lt;b&gt;a profundidade de um duplo abismo&lt;/b&gt;, entre a &lt;b&gt;experiência &lt;/b&gt;que é a sua e &lt;b&gt;relato&lt;/b&gt; que se pode fazer do evento, por um lado, e, entre a pobreza dos vocábulos e o que os seus auditores podem compreender do facto, por outro. Outrossim e, ainda, se &lt;b&gt;escondem no silêncio e recalcam a expressão da violência&lt;/b&gt;, que se transmite, de geração para geração, pelos &lt;i&gt;não ditos &lt;/i&gt;e sobressai, sob formas de novas violências, as &lt;b&gt;vítimas de outrora&lt;/b&gt;, transformando-se, em determinadas circunstâncias, em &lt;b&gt;perseguidores de futuro&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 53.25pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;(4)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:7;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;De sublinhar, que &lt;b&gt;estas feridas&lt;/b&gt; não são recuperáveis. Contudo, o &lt;b&gt;traumatismo &lt;/b&gt;pode &lt;b&gt;perder&lt;/b&gt;, a pouco e pouco, o seu &lt;b&gt;potencial de violência&lt;/b&gt; com a condição de ceder lugar à &lt;b&gt;Memória&lt;/b&gt;. Para isso, se afigura necessário elaborar um &lt;b&gt;relato&lt;/b&gt; do que se passou e que a &lt;b&gt;Comunidade produza do Evento, testemunhos&lt;/b&gt;, sob forma de monumentos comemorativos, de liturgias e de recordações. E, já agora, de feito, a &lt;b&gt;verdadeira Memória &lt;/b&gt;é &lt;b&gt;global &lt;/b&gt;enquanto “síntese mental”. Exige reconhecimento do tempo, por conseguinte, da diferença, da co-presença, do passado e do presente. A &lt;b&gt;Memória &lt;/b&gt;é uma &lt;b&gt;passagem de testemunho&lt;/b&gt; que se recorda e de muitas coisas que fez suas. Enfim e, em suma uma &lt;b&gt;soma de livros abertos para outrem.&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 53.25pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;(5)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:7;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Todavia, o que é facto, é que nada de tudo isso foi possível enquanto vigorou o colonialismo. De feito, as aldeias de África, da Ásia ou da América que possuem monumentos às vítimas do colonialismo se conta pelos dedos de uma mão. Na verdade, &lt;i&gt;site &lt;/i&gt;de &lt;i&gt;Wounded knee&lt;/i&gt; comemora o genocídio dos indianos das planícies, escassíssimos são as placas, as cerimónias, as listas de vítimas, os relatos de cada um dos episódios. Os &lt;b&gt;Arquivos militares e civis&lt;/b&gt; permaneceram, muito tempo completamente encerrados. Poucos colonizados aí tinham acesso. Múltiplas censuras funcionaram. &lt;i&gt;Sur place&lt;/i&gt;, a &lt;b&gt;Memória popular&lt;/b&gt; não possui os meios para ultrapassar o indizível do traumatismo, de se constituir e de se exprimir publicamente. A morte de dezenas de milhares de trabalhadores do caminho-de-ferro do &lt;b&gt;Congo&lt;/b&gt; uns cem mil vítimas (ignora-se o número exacto do acontecimento), dos alucinantes massacres de &lt;b&gt;Madagáscar em 1947&lt;/b&gt;, jamais constituíram o &lt;b&gt;objecto de relatos populares&lt;/b&gt; à medida e alcance respectivo do &lt;b&gt;terror &lt;/b&gt;que permanece.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 53.25pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;(6)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:7;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Desde as &lt;b&gt;Independências&lt;/b&gt;, a &lt;b&gt;denúncia do colonialismo pelos intelectuais dos países dominados&lt;/b&gt; foi, muito tempo &lt;b&gt;abafada&lt;/b&gt; pelos &lt;b&gt;responsáveis políticos locais&lt;/b&gt;, com o objectivo de conservar boas relações com a antiga metrópole e pela solicitude ostentada de “reconciliação nacional”, porquanto os colonizadores têm ordinariamente beneficiados de alianças locais, sobremaneira vantajosas. Donde resulta, que o &lt;b&gt;traumatismo colonial&lt;/b&gt; permanece secretamente sepultado no &lt;b&gt;imo/cerne &lt;/b&gt;das Sociedades de tradição, corroendo-as no seu íntimo. Demais, &lt;b&gt;os refúgios de sofrimento latente &lt;/b&gt;são assaz consideráveis. Explodem em &lt;b&gt;violências inter-étnicas incontroláveis&lt;/b&gt;, que rematam a destruição colonial das sociedades da tradição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 53.25pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;(7)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:7;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;E, em &lt;b&gt;jeito de remate avisado&lt;/b&gt;, na verdade, e, em compensação, jamais as &lt;b&gt;Sociedades colonizadas &lt;/b&gt;foram &lt;i&gt;joguetes&lt;/i&gt;, passivamente votados à violência do colonizador. Efectivamente, a despeito do violento choque, os &lt;b&gt;colonizados &lt;/b&gt;não abdicaram nunca do seu poder de iniciativa e da sua inscrição na História. &lt;b&gt;Souberam reinventar as tradições&lt;/b&gt;, domar o “&lt;i&gt;apport &lt;/i&gt;ocidental”, adaptá-lo adequadamente e reutilizá-lo contra o colonizador. Enfim, deste modo, participaram, com lúcida eficácia na &lt;b&gt;produção identitária&lt;/b&gt;, com competência para pôr em cheque à &lt;b&gt;uniformização pelos fluxos culturais&lt;/b&gt;, absoluta e assumidamente. &lt;b&gt;Sim&lt;/b&gt;, eis nos ante a segura eficácia da dinâmica interna das &lt;b&gt;culturas nativas&lt;/b&gt;, dialecticamente arvoradas perante toda a espécie de opressão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 247.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Lisboa, 23 de Novembro de 2008.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 247.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;KWAME KONDÉ&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-1366956782108969722?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/1366956782108969722/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=1366956782108969722' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/1366956782108969722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/1366956782108969722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2008/12/traumatismo-colonial-e-memria.html' title='Traumatismo colonial e memória'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-554785282793472000.post-1184733029823876124</id><published>2008-12-06T23:26:00.000Z</published><updated>2008-12-07T19:06:19.472Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>Diglossia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:20;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Segundo a &lt;b style=""&gt;Enciclopédia Público nº 7 &lt;/b&gt;(&lt;b style=""&gt;2004&lt;/b&gt;), &lt;i style=""&gt;Diglossia&lt;/i&gt; é um nome feminino pelo qual se denomina uma &lt;b style=""&gt;anormalidade anatómica &lt;/b&gt;que consiste na presença de &lt;b style=""&gt;Língua dupla&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Por seu turno, o &lt;b style=""&gt;Dicionário Universal da Língua Portuguesa&lt;/b&gt;, na sua oitava (&lt;b style=""&gt;8ª.&lt;/b&gt;) Edição (&lt;b style=""&gt;2003&lt;/b&gt;), exara o seguinte acerca do lexema/vocábulo, em apreço e estudo:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;Diglossia&lt;/i&gt; (do grego&lt;i style=""&gt; di(s&lt;/i&gt;, dois+ &lt;i style=""&gt;glosa&lt;/i&gt;, língua), substantivo feminino é o estado de quem tem &lt;b style=""&gt;Língua bífida&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;E, em &lt;b style=""&gt;jeito de breve EXÓRDIO&lt;/b&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A &lt;b style=""&gt;Linguística &lt;/b&gt;(&lt;b style=""&gt;Ciência &lt;/b&gt;que estuda a &lt;b style=""&gt;Linguagem &lt;/b&gt;nos seus dissemelhantes aspectos, fonético, sintáctico, semântico e social, assim como a estrutura, o desenvolvimento, a evolução, a distribuição das línguas e as suas conexões entre si), dizíamos – por sua vez, a &lt;b style=""&gt;Linguística hodierna&lt;/b&gt; nasceu da vontade do &lt;b style=""&gt;Linguista Suíço, Ferdinant de Saussure &lt;/b&gt;(1857-1913) de elaborar um &lt;b style=""&gt;modelo abstracto&lt;/b&gt;, a &lt;b style=""&gt;Língua&lt;/b&gt;, a partir dos actos da palavra. &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="FR"&gt;Demais, outrossim, no seu &lt;b style=""&gt;Ensino&lt;/b&gt; insiste, sobretudo sobre o facto que “la linguistique a pour unique et véritable objet la langue envisagée en elle-même et pour elle-même ».&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="FR"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ora, enfim e, em suma, efectivamente as &lt;b style=""&gt;Línguas &lt;/b&gt;não existem sem as pessoas que as falam. Eis porque, a &lt;b style=""&gt;história de uma língua é,&lt;i style=""&gt; ipso facto&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;,&lt;b style=""&gt; a história dos seus locutores&lt;/b&gt;, evidentemente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;(1) Segundo o &lt;b style=""&gt;linguista&lt;/b&gt;, oriundo da &lt;b style=""&gt;Letónia&lt;/b&gt;, &lt;b style=""&gt;Max WEINRECH&lt;/b&gt; (1894-1969) o &lt;b style=""&gt;Bilinguismo é um fenómeno individual. &lt;/b&gt;Destarte, é no &lt;b style=""&gt;bilinguismo social &lt;/b&gt;que o conceituado linguista inglês,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Charles FERGUSON &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;vai-se atacar, aquando da publicação de um &lt;b style=""&gt;polémico e célebre artigo datado de 1959&lt;/b&gt; (&lt;i style=""&gt;Diglossia&lt;/i&gt;, &lt;b style=""&gt;Word&lt;/b&gt;, &lt;b style=""&gt;1959&lt;/b&gt;), lança o &lt;b style=""&gt;conceito &lt;/b&gt;de &lt;i style=""&gt;diglossia&lt;/i&gt;, definindo-a como a &lt;b style=""&gt;coexistência numa mesma Comunidade de duas formas linguísticas&lt;/b&gt; que baptiza de &lt;b style=""&gt;variedades&lt;/b&gt;, respectivamente, &lt;b style=""&gt;“&lt;/b&gt;variedade baixa”(&lt;b style=""&gt;L&lt;/b&gt;, de &lt;i style=""&gt;low&lt;/i&gt;) e “variedade alta” (&lt;b style=""&gt;H&lt;/b&gt;, de &lt;i style=""&gt;high&lt;/i&gt;). E, para ilustrá-lo adequadamente apresenta &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Quatro &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;(&lt;b style=""&gt;4&lt;/b&gt;) &lt;b style=""&gt;exemplos&lt;/b&gt;, designadamente:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;---As &lt;b style=""&gt;situações arabófonas &lt;/b&gt;(dialecto árabe clássico);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;---A &lt;b style=""&gt;Grécia &lt;/b&gt;(&lt;i style=""&gt;demotiki/katharevousa&lt;/i&gt;);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;---&lt;b style=""&gt;Haiti&lt;/b&gt; (crioulo francês); e &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;---A &lt;b style=""&gt;parte germanófona da Suíça &lt;/b&gt;(Suíça alemã/&lt;i style=""&gt;hochdeutch&lt;/i&gt;).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;E, outrossim e, ainda, obviamente, consoante o próprio &lt;b style=""&gt;FERGUSON&lt;/b&gt;, as &lt;b style=""&gt;Situações &lt;/b&gt;de&lt;i style=""&gt; diglossia&lt;/i&gt; se caracterizam por um conjunto de &lt;b style=""&gt;traços &lt;/b&gt;cujo o &lt;b style=""&gt;elenco respectivo &lt;/b&gt;é, &lt;i style=""&gt;grosso modo&lt;/i&gt;, o seguinte:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;a) Uma &lt;b style=""&gt;distribuição funcional dos usos&lt;/b&gt;: utiliza-se a &lt;b style=""&gt;variedade alta &lt;/b&gt;na Igreja, nas Letras, nos Discursos, na Universidade, etc., enquanto a &lt;b style=""&gt;variedade baixa &lt;/b&gt;se utiliza nas conversações familiares, na Literatura popular, etc.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;b) O facto que a variedade alta frui de um &lt;b style=""&gt;prestígio social &lt;/b&gt;do qual não desfruta a variedade baixa;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;c) O facto que a variedade alta tenha sido utilizada para produzir uma literatura reconhecida e admirada;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;d) O facto que a variedade baixa seja adquirida “naturalmente” (é a &lt;b style=""&gt;primeira língua dos locutores&lt;/b&gt;) enquanto a variedade alta adquirida na Escola;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;e) O facto que a variedade alta seja robustamente estandardizada (Gramáticas, Dicionários, etc.);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;f) O facto que a situação de &lt;i style=""&gt;diglossia&lt;/i&gt; seja estável, que possa durar vários séculos;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;g) O facto que estas duas variedades de uma mesma língua, vinculadas por uma relação genética, tenham uma gramática, um léxico e uma fonologia relativamente divergentes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;(2) Tudo isto lhe permite &lt;b style=""&gt;definir a &lt;i style=""&gt;diglossia &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;como “uma situação linguística relativamente estável na qual, além de formas dialectais da língua (que podem incluir um &lt;i style=""&gt;standart&lt;/i&gt;, ou &lt;i style=""&gt;stanards &lt;/i&gt;regionais), existe uma variedade sobreposta assaz divergente, altamente codificada (amiúde gramaticalmente mais complexa), veiculando um conjunto de literatura escrita e respeitada (…), que é sobretudo estudada na &lt;b style=""&gt;Educação formal, utilizada na escrita &lt;/b&gt;ou num &lt;b style=""&gt;oral formal&lt;/b&gt;, todavia não é utilizada para a conversação ordinária em nenhuma parte da Comunidade. (&lt;b style=""&gt;FERGUSON&lt;/b&gt;, &lt;i style=""&gt;Diglossia&lt;/i&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;(3) Alguns anos mais tarde, o conceituado linguista e cientista social, de prestígio internacional, o Professor &lt;b style=""&gt;Joshua Aaron FISHMAN&lt;/b&gt; (n-1926) retoma o &lt;b style=""&gt;tema&lt;/b&gt;, ampliando a &lt;b style=""&gt;noção de &lt;/b&gt;&lt;i style=""&gt;diglossia&lt;/i&gt; (Joshua Fishman, &lt;i style=""&gt;Bilinguism with and without diglossia, diglossia with and without bilinguism, &lt;/i&gt;&lt;b style=""&gt;Journal of Social Issues, 1967&lt;/b&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E, então, no âmbito desta sua peculiar dinâmica e perspectiva original, distingue, &lt;b style=""&gt;em primeiro lugar&lt;/b&gt; entre o &lt;b style=""&gt;bilinguismo&lt;/b&gt;, &lt;b style=""&gt;facto individual&lt;/b&gt;, que releva da &lt;b style=""&gt;Psicolinguística &lt;/b&gt;e a &lt;i style=""&gt;diglossia&lt;/i&gt;, &lt;b style=""&gt;fenómeno social&lt;/b&gt;, acrescentando ulteriormente que pode haver &lt;i style=""&gt;diglossia &lt;/i&gt;entre mais de dois códigos e, sobretudo, que estes códigos não têm necessariamente de possuir uma &lt;b style=""&gt;origem comum&lt;/b&gt;, uma &lt;b style=""&gt;relação genética&lt;/b&gt;: Ou seja, que qualquer &lt;b style=""&gt;situação colonial&lt;/b&gt;, por exemplo, colocando em presença, uma língua europeia e uma língua africana releva, &lt;i style=""&gt;ipso facto&lt;/i&gt;, da &lt;i style=""&gt;diglossia&lt;/i&gt;, conquanto não deixasse de anotar, contudo, que permanecem, obviamente, &lt;b style=""&gt;conexões&lt;/b&gt; entre bilinguismo e &lt;i style=""&gt;diglossia&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Donde e daí, por conseguinte, segundo, sempre, ainda o próprio &lt;b style=""&gt;FISHMAN&lt;/b&gt;, se nos depara &lt;b style=""&gt;quatro situações polares&lt;/b&gt;, designadamente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;1 &lt;i style=""&gt;Bilinguismo &lt;/i&gt;e &lt;i style=""&gt;Diglossia&lt;/i&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Em que &lt;b style=""&gt;todos os membros da Comunidade&lt;/b&gt; conhecem a forma alta e a forma baixa. É o caso do &lt;b style=""&gt;Paraguai&lt;/b&gt; (Espanhol e Guarani).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;2 &lt;i style=""&gt;Bilinguismo &lt;/i&gt;sem &lt;i style=""&gt;Diglossia&lt;/i&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Existe numerosos indivíduos numa Sociedade, porém não se utiliza as formas linguísticas para usos específicos. Seria o caso de situações instáveis, de situações em transição entre uma &lt;i style=""&gt;diglossia &lt;/i&gt;e uma outra organização da comunidade linguística.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;3 &lt;i style=""&gt;Diglossia &lt;/i&gt;sem &lt;i style=""&gt;Bilinguismo&lt;/i&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Em que, numa Comunidade Social existe distribuição funcional dos usos entre duas línguas, entretanto, um &lt;b style=""&gt;grupo&lt;/b&gt; só fala a forma alta, enquanto o &lt;b style=""&gt;outro&lt;/b&gt; só fala a forma baixa. Nesta situação, em concreto, &lt;b style=""&gt;FISHMAN&lt;/b&gt; aponta o &lt;b style=""&gt;caso &lt;/b&gt;da Rússia czarista (a nobreza falava francês, o povo o russo).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;4 Nem &lt;i style=""&gt;Diglossia &lt;/i&gt;nem &lt;i style=""&gt;Bilinguismo&lt;/i&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Neste caso, um tanto ou quanto excepcional, não existe uma única língua sequer. Situação, aliás, imaginável apenas, numa comunidade quão exígua e assaz diminuta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;(4) E, à guisa de &lt;b style=""&gt;Remate&lt;/b&gt;, temos então, que:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A &lt;b style=""&gt;noção &lt;/b&gt;de &lt;i style=""&gt;Diglossia&lt;/i&gt; teve um importante &lt;b style=""&gt;eco&lt;/b&gt; na &lt;b style=""&gt;Sociolinguística nascente&lt;/b&gt;, antes de dar o flanco a um determinado número de críticas, oriundo, em particular, dos investigadores, trabalhando sobre os &lt;i style=""&gt;crioulos&lt;/i&gt; e sobre o Bilinguismo hispânico (sobretudo os &lt;b style=""&gt;sócio-linguistas catalães&lt;/b&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;De feito, tanto &lt;b style=""&gt;FERGUSON&lt;/b&gt; como &lt;b style=""&gt;FISHMAN&lt;/b&gt; tinham tendência em subestimar os conflitos dos quais testemunham as situações de &lt;i style=""&gt;diglossia&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Quando &lt;b style=""&gt;FERGUSON&lt;/b&gt; introduzia a estabilidade na definição do &lt;b style=""&gt;fenómeno&lt;/b&gt;, deixava entender que estas situações podiam ser harmoniosas e duráveis. Ora a &lt;i style=""&gt;diglossia&lt;/i&gt;, pelo contrário, está em &lt;b style=""&gt;perpétua evolução&lt;/b&gt;. O &lt;b style=""&gt;caso da Grécia&lt;/b&gt;, que, aliás, &lt;b style=""&gt;FERGUSON&lt;/b&gt; tomava como um dos seus exemplos paradigmáticos, após &lt;b style=""&gt;trinta anos&lt;/b&gt;, modificou-se completamente. Ou seja: A variedade “baixa” de &lt;b style=""&gt;FERGUSON&lt;/b&gt;, o grego demótico é actualmente língua oficial e a antiga variante “alta”será, a breve trecho, uma língua morta. &lt;b style=""&gt;Sim&lt;/b&gt;, efectivamente, de uma forma mais geral, a &lt;b style=""&gt;história &lt;/b&gt;nos mostra que muito frequentemente, o &lt;b style=""&gt;futuro&lt;/b&gt; das variedades “baixas” é se tornar variedade “alta”( foi, o caso das línguas romanas, francês, espanhol, italiano, etc., face ao latim).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;No fundo, no fundo, tem-se a &lt;b style=""&gt;impressão&lt;/b&gt; que o &lt;b style=""&gt;êxito do conceito de &lt;/b&gt;&lt;i style=""&gt;diglossia&lt;/i&gt; se explica pelo &lt;b style=""&gt;momento histórico&lt;/b&gt; em que foi lançado. De feito, na &lt;b style=""&gt;época das Independências africanas&lt;/b&gt;, numerosos Países estavam confrontados com uma situação linguística complexa: plurilinguismo, por um lado e predomínio oficial da língua colonial por outro. Outorgando um &lt;b style=""&gt;quadro teórico à esta situação&lt;/b&gt;, a &lt;i style=""&gt;diglossia&lt;/i&gt; aspirava à apresentá-la como normal, estável, à adular o &lt;b style=""&gt;conflito linguístico&lt;/b&gt; do qual testemunhava, a justificar, por assim dizer, que não se muda nada disso (o que foi, aliás, o caso da maioria dos países descolonizados).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Enfim, todavia estas conexões entre ciência e ideologia não constituem coisa rara, ao contrário. Porém, isto é já outra história, que merece uma &lt;b style=""&gt;abordagem consentânea&lt;/b&gt;, que pensamos, em tempo oportuno e útil, abordar apropriadamente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;                                                                        &lt;/span&gt;Lisboa, 19 de Novembro de 2008.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;                                                                                    &lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;KWAME KONDÉ&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/554785282793472000-1184733029823876124?l=kwamekonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kwamekonde.blogspot.com/feeds/1184733029823876124/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=554785282793472000&amp;postID=1184733029823876124' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/1184733029823876124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/554785282793472000/posts/default/1184733029823876124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kwamekonde.blogspot.com/2008/12/diglossia.html' title='Diglossia'/><author><name>Kwame Konde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02535436337987841428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
